Fisiologista do São Paulo diz que será preciso ter um mês de treinos

O São Paulo segue aguardando o aval das autoridades e da Federação Paulista de Futebol para receber seus jogadores no CT da Barra Funda. O primeiro passo será aplicar testes da COVID-19 e, posteriormente, retomar os treinos no campo, ainda com certo distanciamento. Depois, de acordo com o protocolo médico criado para o reinício do Paulistão, será preciso iniciar um período de concentração, para o qual está sendo preparado o CT de Cotia. De acordo com Luis Fernando de Barros, fisiologista do clube, será necessário um mês de trabalhos até a recomeço das partidas.

– Na Alemanha, estamos vendo os atletas voltando e existindo um número maior de lesões. É uma preocupação. A gente acredita que um mês seja o período ideal, até para que exista uma equalização em relação aos clubes que já voltaram, até porque daqui a pouco teremos um campeonato em que todos vão se enfrentar (o Brasileirão). Os clubes que não estão treinando estão em desvantagem – disse o médico, à rádio Transamérica.

– Certamente os times que estão treinando há mais tempo largarão na frente. Os times paulistas, respeitando toda a situação colocada, acabaram ficando para trás. A única maneira de equalizar isso seria dar um período muito longo para a gente treinar antes de iniciar os jogos. Quando os jogos recomeçam, você passa a praticamente só recuperar o atleta de um jogo para o outro – emendou.

A preocupação com a nova temporada é causada por diversos fatores. Em primeiro lugar, está o largo período de inatividade, consideravelmente maior do que nas férias do fim do ano. Depois, vem a percepção de que os jogos serão realizados em intervalos curtos de tempo para que o calendário possa ser executado.

– Estamos diante de uma situação que não tem nenhum precedente. Tudo que está se fazendo é baseado em bom senso, em ciência, mas a gente não tem certeza de como os atletas vão reagir no retorno aos treinamentos. Temos que tomar muito cuidado, é para isso que a gente está se planejando.

– A ciência diz que são precisas 72 horas para o atleta estar minimamente recuperado entre um jogo e outro, existem vários indicadores fisiológicos que indicam isso, pensando principalmente em diminuição do risco de lesões. Diminuir isso para um período próximo de 48 horas certamente expõe os atletas a um risco maior de lesão. Aumentar o número de substituições certamente já é uma medida pensando neste fato. É uma maneira de minimizar isso, mas não é o ideal – completou Luis Fernando.

 

Fonte: Lance

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