Fã de Özil, Ganso critica formação de base e diz estar “com outra cabeça”

Ocupando atualmente a terceira colocação noTroféu Armando Nogueira, que contabiliza as notas recebidas pelos jogadores ao longo do Campeonato Brasileiro, Paulo Henrique Gansopoderia ter participado das Copas do Mundo de 2010 e 2014, mas ficou fora de ambas e tampouco foi lembrado por Dunga em sua primeira convocação na volta à seleção brasileira, para amistosos contra Colômbia e Equador, nos Estados Unidos.

Os fãs de Ganso o exaltam por seu toque de bola refinado. Os críticos o veem como um jogador que se apaga em alguns momentos e que participa pouco dos jogos. O meia sabe que é diferente da média. E aponta, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, a má formação de atletas nas categorias de base como o motivo de já não haver tantos jogadores técnicos em atividade no futebol brasileiro.

– Na base, é valorizado o jogador que corre como um maluco. Porque não é só no profissional que tem cobrança por resultado, na base também tem. Na Copa São Paulo, os times jogam defensivamente porque, se empatar, vai para o pênalti. Então se forma time para defender e se valoriza o jogador que corre o campo todo. Tem que formar time para atacar – disse Ganso.

– Não tem mais meias-armadores. São todos atacantes. São terceiros atacantes – emendou.

Ganso diz estar vivendo no São Paulo seu melhor momento na carreira. Cita como motivos o fato de estar agora 100% focado no futebol.

– Tinha muita briga com a diretoria do Santos, não estava com a cabeça 100% para jogar futebol. Mudei meu estafe (deixou o grupo DIS e passou a ser agenciado por Giuseppe Dioguardi). Ajudou bastante. Tentei uma coisa nova, como se mudasse de clube – disse o meia.

– Já tive momentos muito bons também. Mas esse é o meu melhor momento no São Paulo, principalmente porque estou com outra cabeça. Não é só o meu bom momento, mas do time também – emendou.

Depois de sofrer com muitas lesões no Santos, a ponto de o ex-presidente alvinegro Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro dizer que ele tinha um “problema crônico”, Ganso emendou uma boa sequência de jogos no Tricolor, muito por conta do trabalho de isocinética, que consiste na análise muscular que diagnostica possíveis desequilíbrios entre os músculos.

– Quando tem jogo de quarta e domingo, eu faço de duas a três vezes na semana. A gente vê como está a musculatura das pernas para que elas fiquem iguais. Porque se estiver com diferença tem mais chance de lesão – explicou.

Sobre a parte tática, Ganso disse que gosta de jogar “mais próximo da área”.

– Acho que consigo levar mais perigo para o gol adversário (próximo da área), servir os atacantes. Claro que se jogasse mais atrás daria mais qualidade à saída de bola, mas prefiro ficar mais perto da área – afirmou.

– Acho que o Özil joga no mesmo estilo. O Alex, do Coritiba, o Xavi, do Barcelona – emendou.

Ganso diz ainda ter esperanças de voltar à seleção brasileira, mas deixa claro que isso não se trata de uma obsessão.

– Minha cabeça é bem tranquila quanto a isso. Certamente vai surgir uma oportunidade na hora certa.

Fonte: Globo Esporte

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