Diniz explica melhora de Pato no São Paulo: ‘Precisava ser compreendido’

Em 2020, é inegável que Alexandre Pato teve uma recuperação considerável de seu futebol. Após ficar sem entrar em campo nos últimos seis jogos da temporada passada e começar na reserva neste ano, o atacante virou titular absoluto, voltou a marcar gols e conta com a confiança de Fernando Diniz, que desde que chegou ao clube não esconde a admiração pelo jogador

Em entrevista ao programa “Troca de Passes”, do SporTV, o treinador são-paulino falou de como trabalhou com o atleta nesses últimos meses para ajudá-lo a colocar em campo todo o talento que o projetou desde que surgiu no Internacional, em 2006. Para Diniz, mais do que treinos técnicos e táticos, foi preciso dar atenção aos aspectos psicológicos do atleta.

– O Pato é um cara que saiu de casa com 11 anos de idade, então não estou tentando recuperar o futebol do Pato, eu estou tentando cada vez mais entender o Pato como pessoa, porque ele é um cara generoso, é um cara que você vê nos jogos que ele tem uma gana muito grande de ganhar, ele é um supertalento, ele é um cara que tem que coisas que a gente sabe que são muito difíceis de fazer e ele faz com imensa naturalidade. Então eu falei pra ele, que ele nunca conseguiu me enganar que ele era aquilo que ele aparentava ser, alguém desligado, alguém que não tem interesse. Ele é um cara que é apaixonado por futebol e que precisava minimamente ser compreendido.

Segundo Diniz, é preciso que se aborde mais o aspecto humano do futebol a fim de entender melhor os jogadores. Dessa forma, para o treinador, os atletas adquirem mais confiança e conseguem reproduzir de forma mais precisa em campo os movimentos solicitados. Com essa abordagem psicológica, além de formar um jogador melhor, terá um ser humano melhor.

– Acho que o problema no Brasil é muito mais psicossocial do que ordem técnica e tática, que eu abordo constantemente, não que a parte tática seja menos importante, ela também é importante, mas quando a gente fala de coragem, de confiança, de liderança, os jogadores terem prazer, são todas características emocionais e a gente tem que entender mais quais são os jogadores que a gente tem aqui no nosso país, e não simplesmente ficar com modelos europeus de como é que se compacta as linhas, isso também é importante e acho que a gente está evoluindo muito nisso nas categorias de base, mas acredito que a a gente está perdendo o principal, que é contato humano, que é saber fazer os jogadores se sentirem bem, para gerar confiança e formar pessoas melhores, porque se a gente formar pessoas melhores desde a base, a gente vai produzir jogadores melhores também.

Alexandre Pato entrou em campo em 11 dos 12 jogos do São Paulo na temporada 2020. Em nove deles foi titular e marcou quatro gols. Na única partida em que não foi relacionado, Fernando Diniz poupou quase todo o seu elenco principal em duelo com o Botafogo-SP, pelo Paulistão. Para completar, o camisa 7 ainda deu duas assistências para os companheiros, e com isso participou de um terço dos 18 tentos do Tricolor neste ano.

 

Fonte: Lance

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