Depois de calmaria, Fernando Diniz volta a conviver com pressão

A relação semelhante a uma montanha-russa entre Fernando Diniz e o São Paulo parece, mais uma vez, estar em uma descida.

Às vésperas de completar um ano no clube, feito inédito para um treinador desde Muricy Ramalho, em 2015, o técnico volta a conviver com a pressão no Morumbi após conseguir recuperar o time depois da eliminação no Paulista.

O motivo é a classificação da equipe na Libertadores: com uma campanha irregular (quatro pontos em três jogos), o time terá que buscar vitórias fora de casa para se manter vivo na busca por um lugar nos mata-matas.

Depois de perder para o Binacional no Peru, vencer a LDU no Morumbi e empatar com o River Plate em casa, o São Paulo é o terceiro colocado no grupo – a LDU tem seis pontos, o River, quatro (melhor saldo de gols), e o Binacional, três.

A equipe de Fernando Diniz agora fará dois jogos como visitante: primeiro, na altitude de Quito, contra a LDU; na sequência, encara o River Plate, em Avellaneda. Por fim, recebe o Binacional.

A atuação da última quinta-feira, contra os argentinos, que faziam o primeiro jogo em seis meses, foi criticada. O São Paulo teve muitas dificuldades de armar jogadas de ataque – os dois gols tricolores foram contra, marcados por jogadores rivais.

O histórico recente como visitante também preocupa: nos últimos dez anos, o São Paulo venceu apenas duas vezes longe do Morumbi na Libertadores.

O clima reacendeu a pressão sobre Fernando Diniz, que vivia período de calmaria após recuperar o time de uma traumática eliminação no Paulista – derrota em casa para o Mirassol – e colocá-lo na briga pela liderança do Brasileiro.

Contratado em 26 de setembro do ano passado, Fernando Diniz conseguiu levar o São Paulo à Libertadores com uma sexta colocação no Brasileiro. Sua troca chegou a ser cogitada no final do ano, mas ele foi mantido pela diretoria.

O começo desta temporada foi promissor: o time encaixou e era alvo de elogios até que o Paulista foi interrompido por causa da pandemia. Na volta, veio o momento de maior crise: a queda precoce para o time do interior gerou protestos da torcida contra o treinador e a direção, que, mais uma vez, respaldou Diniz.

A decisão deu frutos no Brasileiro. Depois de um começo ruim, o time melhorou e chegou à vice-liderança do campeonato.

O time viajou em voo fretado ao Equador no último domingo. Na terça, Diniz tentará uma vitória que abaixe mais uma vez a fervura no banco do São Paulo.

 

Fonte: Globo Esporte

2 comentários em “Depois de calmaria, Fernando Diniz volta a conviver com pressão

  1. Não estaríamos em 3o se tivesse vencido o binacional e o River plate. Foda o clube ter que ensinar o técnico a disputar libertadores. Vencer amanhã é obrigação.

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