Aidar tenta minar Juvenal e aliados do ex-presidente podem cair

Carlos Miguel Aidar detonou a gestão de Juvenal Juvêncio, antecessor e antigo aliado, cinco meses após assumir a presidência. Aidar atacou Juvenal em entrevista à Folha de S. Paulo publicada na última quarta-feira, abrindo uma guerra política que deve mudar os rumos do clube nos próximos dias.

De acordo com pessoas próximas aos dois lados, inclusive membros da atual diretoria, a estratégia de Aidar é clara: insatisfeito com o estado em que encontrou o clube e com o ex-presidente, ele fará de tudo para minar Juvenal e seus pares.  Na entrevista, Aidar, entre outras coisas, diz que herdou dívida bancária de R$ 109 milhões e que o “São Paulo parou no tempo”.

Além de Juvenal, que ocupa a direção do departamento de futebol amador, estão no alvo o ex-diretor de futebol Adalberto Baptista e José Francisco Manssur, assessor da presidência anterior. Os dois já não ocupam nenhum cargo no clube e nem gozam de prestígio entre os conselheiros, mas até hoje prestam apoio irrestrito a Juvêncio.

A “limpa” iminente já fez a primeira vítima ontem. Incomodado com as críticas feitas ao avô, João Paulo Juvêncio abriu mão do cargo de diretor-adjunto de finanças. Ele é filho do conselheiro Marco Aurélio Cunha, que rompeu relações com o ex-presidente e ex-sogro.

O próximo da lista, só se for por opção de Aidar, deve ser o próprio Juvenal. Segundo pessoas próximas, a situação do ex-mandatário ficou insustentável, mas em carta o ex-presidente afirmou que ficará em seu cargo.

A insatisfação de Aidar, segundo dirigentes, passa também pelos boatos que fizeram Mariana Aidar, uma de suas filhas, pedir afastamento da diretoria. Ex-agente Fifa, ela foi acusada de tirar proveito em negociação de jogadores.

Juvenal, por outro lado, já estava irritado com críticas feitas pelo antigo aliado e se enfureceu ainda mais. Com melhora de saúde, em meio a tratamento de um câncer na próstata, o dirigente tem frequentado o CT de Cotia e foi ao Morumbi no último jogo, quando confessou a aliados seu descontentamento com Aidar. Agora, sofreu o golpe, que deve se agravar. Quem teve ou mantém relação com Juvenal viverá dias de apreensão no Morumbi.

OS ALVOS POTENCIAIS

Milton Cruz
Era o homem de confiança de Juvenal no CT da Barra Funda.  Parceiro de Muricy e de líderes do elenco, tem restrições na diretoria.

Adalberto Baptista
Ex-diretor de futebol, já está minado no clube, mas é aliado de Juvenal e tem grande poder financeiro.

José Francisco Manssur
Principal assessor de Juvenal, se mantém como conselheiro. Não agrada a Aidar, que já fez críticas internas e o considera prejudicial ao clube.

José Carlos
Gerente lidera a ala dos “capatazes” de Juvenal, como ficou conhecido grupo de aliados do ex-presidente. Hoje, tem trabalho elogiado pela eficiência.

Gustavo Oliveira
É cria do mandato de Juvenal, com apoio de Adalberto e Manssur, mas ganhou a confiança de Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, vice de futebol.

José Geraldo de Oliveira
Gerente da base também integra os chamados “capatazes” de Juvenal.

Osvaldo Vieira
Diretor financeiro mantido da gestão antiga para a atual, contra quem respinga as principais críticas pelo endividamento do clube. Osvaldo crê que, apesar de complicado, o problema é solúvel, mas preferiu não comentar a entrevista de Aidar.

Fonte: Lance

Um comentário em “Aidar tenta minar Juvenal e aliados do ex-presidente podem cair

  1. Aqui vemos como o SPFC se apequenou.
    Os caras apóiam este câncer por troca de favores.

    Porque não virar clube empresa para minimizar estas conversas de clube?

    Quem apóia este tipo de ação só olha o próprio umbigo.

    O SPFC é maior do que isto.

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