São Paulo junta cacos e perde, como era previsível, o clássico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu, mais uma vez, em Itaquera, num resultado absolutamente previsível, tal os cacos que o técnico Crespo teve que juntar para tentar colocar um time em campo. Afinal, entre DEM e Seleções, são 17 jogadores. Crespo tinha apenas 14 do elenco profissional ao seu dispor.

O Tricolor fez um péssimo primeiro tempo. Teve sérios problemas na criação de jogadas, viveu alguns de seus piores minutos no Campeonato Brasileiro. Sem profundidade, o time comandado pelo técnico Hernán Crespo mal chegou ao ataque. Acabou o primeiro tempo sem dar um único chute a gol.

Crespo montou o famoso 3-5-2, porém a formação tinha os três zagueiros, três volantes e dois laterais – sim, laterais – porque não foram alas em nenhum momento. Aliás, Patryck não foi nada. Nem ala, nem lateral, sem jogador de futebol ele é. Com isso os atacantes Luciano e Ferreira estavam quase sempre isolados, sem a companhia de outros jogadores. Isso fez com que o São Paulo fosse inofensivo no ataque e desse muito espaço para o Corinthians ter tranquilidade em casa. No placar, o 1 a 0 para o rival foi justo na etapa inicial.

O São Paulo, porém, voltou diferente para o segundo tempo. Não apenas pela entrada do atacante Gonzalo Tapia no lugar do lateral-esquerdo Patryck, levando o também atacante Ferreira para a ala esquerda.

A mudança nas peças ofensivas fez o Tricolor ter mais profundidade e controle da posse de bola no meio de campo. Em pouco tempo, o time são-paulino já tinha criado mais do que em toda a primeira etapa do clássico.

E a melhora foi refletida no placar. Depois de suas chances claras seguidas, o São Paulo empatou o jogo justamente com Tapia.

O gol não fez o São Paulo mudar a postura e, por outro lado, fez o Corinthians sentir e se atrapalhar no jogo. Foram outras boas jogadas, chances criadas, jogo equilibrado, até mais pendendo para o lado do Paulo, mas tudo mudou como num passe de mágica. Dorival colocou Memphis em campo e, praticamente em sua primeira jogada, deixou sabino sentado no chão após tocar a bola no meio de suas pernas dentro da área. E estava feito o segundo gol do Corinthians.

O São Paulo, então, novamente não teve mais futebol para competir com o rival. Muito, também, é claro, por conta do excesso de desfalques e um bando de reservas desesperador.

A realidade tricolor, hoje, é lidar com inúmeras lesões e manter vivo o sonho de voltar à Libertadores do ano que vem, apesar de saber que faltam só quatro jogos e com tantos desfalques e o futebol de terceira qualidade, a tarefa é quase impossível. Alias, temos que lugar, sim, para não ficarmos no limbo do campeonato, que é aquela colocação que nem rebaixa, nem leva para lugar nenhum. É o presente, mais um, desta diretoria maléfica para a torcida.

Time volta a mostrar a fragilidade intensa do elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a realidade do nosso elenco continua estampada em nossa cara e mesmo Crespo tentando inventar algo diferente, conta com a péssima qualidade do que tem em mãos. Isso ficou patente na derrota para o RB Bragantino neste sábado, na Vila.

Por mais que o técnico argentino tenha tentado mudar o time, deixá-lo mais ofensivo, esbarrou nessa péssima qualidade. Não abriu mão dos três zagueiros, mas colocou um meio de campo leve e três lá na frente. Fez o chamado 3-4-3. Não deu certo.

Não temos meia, Lucas e Luciano se alternaram para isso, mesmo assim foi infrutífero. Para piorar, Enzo Dias, um dos mais regulares jogadores do time, fez sua pior partida pelo São Paulo, com direito a um pênalti ridículo.

Depois de estar perdendo, Crespo colocou mais para a frente ainda o time, fazendo entrar Tapia e Rigoni. Ficamos com Rigoni, Tapia, Luciano e Ferreira. E o São Paulo teve a proeza de dar um único chute a gol.

Mas, antes de reclamar de Crespo, vejamos o seguinte: o time entrou com Rafael; Alan Franco, Arboleda e Sabino; Mayk, Luiz Gustavo, Bobadilla e Enzo Dias; Lucas, Luciano e Ferreira. Porém, quero lembrar quem ele tinha no banco para mudar qualquer situação de jogo: Young, Felipe Preis, Cedric, Mailton, Ferraresi, T oloi, Negrucci, Patryck, Alisson, Rigoni e Tapia. É simplesmente desesperador.

O meio de campo até deu sustentação ao time, mas não houve armação. Ninguém chegava junto dos atacantes, até porque todos os nossos “meias” (Oscar, Marcos Antonio e Rodriguinho) estão no DEM. Então ficamos com criatividade zero. É bem verdade que o termo criatividade está ausente do São Paulo há muito tempo.

Na coletiva pós jogo, Crespo mais uma vez não fugiu das respostas às perguntas que lhe foram dirigidas. Deixou claro que vai tentar mais um ano, mas que sabe que serão necessários muitos anos para o São Paulo voltar a ganhar alguma coisa. Quanto ao time, disse não ter entendido ainda porque jogou tão mal, mas que não tem muito mais como inventar com o que tem nas mãos. E seja o que Deus quiser.

Por isso vou deixando sempre aqui nossos agradecimentos a Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar, Leco e Júlio Casares por nos propiciarem esses momentos de dor e de humilhação.

Ah! Libertadores? Só por um milagre.

São Paulo vai melhor que o esperado e empata com o Super Flamengo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um bom empate com o Flamengo nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, um resultado que poucos torcedores tricolores esperavam.

A escalação de Crespo demonstrou bem o que é o nosso momento: um time pequeno frente a gigantes do futebol brasileiro. Entrou com três zagueiros e três volantes, sem meias e dois atacantes perdidos lá na frente.

O acaso permitiu que o São Paulo encontrasse o primeiro gol logo a 4 minutos, numa falha bisonha da defesa do Flamengo (foram várias durante o jogo, não aproveitadas pelo São Paulo). Mas Pablo Maia, completamente fora de forma e ritmo, cometeu um pênalti dois minutos depois, nem dando chance para comemorarmos o sabor de estarmos vencendo o rubro-negro da Gávea.

A partir daí houve equilíbrio no jogo, com o Flamengo errando muito na defesa e o São Paulo tentando não errar do outro lado. Ferreira, surpresa de Crespo na ala esquerda (Patryck pode procurar outro clube ou profissão), fazendo uma partida soberba, se superando na parte física e mantendo bom enfrentamento mano a mano.

Porém, ao se aproximar o fim do primeiro tempo, me veio a sensação da síndrome de vira-latas. Jogadores do São Paulo começaram a cair em campo fazendo cera, buscando retardar o reinício do jogo em bolas paradas, loucos para o final do primeiro tempo. Aí me veio a constatação: algo que nunca imaginei, vendo meu time fazer cera contra outro, com o mando de campo, para segurar um empate. Foi deprimente.

No segundo tempo o Flamengo veio para cima e o São Paulo abdicou, definitivamente, de atacar. Era só defesa, buscando uma bola. Os zagueiros cariocas jogavam na intermediária de ataque. O campo ficou reduzido a um terço, onde estavam 21 jogadores. E o Flamengo conseguiu o segundo gol. E a partir daí estava próximo do terceiro e pintava o quadro de que a nossa maionese poderia desandar.

Mas eles tem Plata, um Luis Fabiano piorado. Ele conseguiu o feito de ser expulso duas vezes em uma semana. Isso mudou radicalmente o jogo. Felipe Luis, que já vinha tomando o chamado nó tático de Crespo, começou a errar. Ao tirar De Arrascaeta abdicou da posse de bola. Enquanto Crespo colocou Marcos Antonio e Lucas, exatamente para ter essa posse. E chegamos ao empate.

Mas o destaque, fora de campo, fica para a entrevista coletiva de Crespo. Ele deixo muito claro a distância do São Paulo para o Flamengo e para o Palmeiras é enorme. Apesar da honestidade, o técnico deixou a Vila com um sentimento de orgulho por ver seu time competindo e até sonhando com uma virada caso houvesse mais tempo.

A impressão que fica após as vitórias contra Bahia e Vasco e o empate com o Flamengo é exatamente essa: o São Paulo, ciente de suas limitações e muito lutador, seguirá brigando por algo até o final. Mesmo que problemas financeiros, desfalques e até a perda do Morumbi apareçam para atrapalhar. Ou seja: Crespo pode fazer tudo de bom, mesmo que tenhamos essa diretoria.

Nada como um PIX na conta. Até vencer fora estamos conseguindo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma grande vitória em São Januário, contra o Vasco da Gama e se aproximou do G7. Sim, porque teremos G7 com certeza, podendo até chegar ao G8. Estamos em oitavo.

O São Paulo fez uma grande partida. Crespo reconheceu que nosso time já é fraco por natureza, o que piora com a quantidade de jogadores no DEM ou suspensos. Colocou o time para se defender e procurar contra-ataques.

Mesmo assim teve maior posse de bola e, incrível, poderia ter saído do Rio com uma grande goleada, não fossem os dois gols absurdos perdidos por Rigoni e o pênalti não marcado sobre Ferreira.

A defesa esteve muito sólida. A partir de Rafael, contou com uma partida perfeita e irretocável de Arboleda, quase perfeita de Sabino e razoavelmente boa de Alan Franco. O sistema de meio de campo, se não foi criativo nem exímio marcador, ao menos preencheu espaços e soube controlar a bola, ainda que com toques para o lado.

Minha grande estranheza foi o pênalti marcado no primeiro tempo. Chamado pelo VAR para revisão, aos 47 minutos do primeiro tempo (o árbitro ia encerrar), dentro de São Januário, contra o Vasco, mas a favor do São Paulo…Isso é para se jogar na Mega sena. Ah, é claro que foi pênalti.

Quero destacar, também, as partidas de Tapia e Lucas Moura, que ainda não está completamente recuperado fisicamente, mas é um diferencial lá na frente.

Se mantivermos esse ritmo, poderemos até alcançar a Libertadores, algo inimaginável. Mas temos que permanecer no estilo Enzo Dias, onde o primor técnico está muito distante, mas a garra é muito presente. E vamos, São Paulo!

Caiu o PIX: São Paulo reencontra futebol em meio às crises política e financeira

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo mostrou na noite deste sábado um futebol visível, que até permite ao torcedor mais otimista sonhar com uma vaga na Libertadores, contando que o G6 vire G8. O time vinha de sete derrotas nos últimos oito jogos, entrou em campo pressionado para enfrentar um Bahia que está lá em cima na tabela. Mas Crespo matou as melhores jogadas do time de Ceni e o São Paulo fez 2 a 0, ainda no primeiro tempo, dando mostras que não deixaria a vitória da recuperação sair de suas mãos. Isso tudo para um Morumbi “vazio” – 15 mil pagantes -, mostrando que a torcida, a verdadeira, está dando seu recado à diretoria. Aliás, deu quem não foi e também quem foi, pois o coro fez eco no estádio: ‘ei, Casares, vai tomar cajú”

Mas o desinteresse pelo jogo é visível. Não só na ida a campo como também na audiência, pois é notória a queda brusca, mostrando que para os torcedores o ano realmente acabou, principalmente por culpa dos próprios jogadores e desta diretoria maléfica.

Crespo, que não tem ficado calado desde que chegou, deixou claro após o jogo: “não sei se fico em 2026”. Evidente que ele não está falando que pode sair por decisão da diretoria, mas sua. Afinal, já lhe jogaram nas costas alguns fracassos em contratações, como Dineno e Rigoni. Ele deixou claro que nunca pediu os jogadores. Mas a diretoria já tinha terceirizado a culpa com Zubeldia, quando trouxe, por exemplo, Santiago Longo. O ex-técnico disse que nunca pediu o jogador. Ele lhe foi imposto.

De que adiantaria uma mudança de técnico para 2026, se a diretoria continuará sendo a mesma? Pode ser sério um presidente que, por vingança política, não tem coragem de demitir o diretor de futebol (é frouxo), mas coloca outro e o elenco é obrigado a ver dois diretores de futebol, sentados frente a frente na Barra Funda?

Só para lembrar, o São Paulo tinha tudo para conquistar o título Brasileiro de 2020 (o campeonato acabou em 2021), na troca de Leco por Casares. Mas o Pavão chegou mudando tudo no futebol, tirando Raí, mandando Diniz embora e despencamos na tabela. Agora ele comete o mesmo erro, ao colocar dois diretores de futebol.

Para finalizar, é claro que quero que o time vá para a Libertadores, mas a vitória deste sábado de meu um grande conforto: atingimos 41 pontos e acredito que, ao contrário do que pensávamos no início do campeonato, a “nota de corte” não vai ser 45, mas 42 ou 43 pontos. Estamos próximos de nos livrar do abismo. E isso é o que mais me interessa no momento.

Mais uma derrota humilhante. E a dívida trabalhista chega a R$ 100 milhões. Isso explica.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, poderia começar esse editorial falando de mais uma derrota humilhante de um time sem brio, sem vontade, sem técnica, sem nada, mas com muito crédito. Estranho a incoerência? Não. A dívida está no futebol apresentado. O crédito nos salários atrasados. E muito.

O que eu posso falar sobre o jogo? Que 3 a 0 ficou barato? Que Rafael salvou nossa pátria novamente, pois sem ele poderíamos ter tomado de seis a zero? Que não temos elenco? Que enquanto no Rio sai Pedro, entra Bruno Henrique, sai Anibal Moreno entra Rafael Veiga, aqui sai Marcos Antonio entra Alisson, ou entraria Rodriguinho?

Isso é ser redundante, é pegar comentários anteriores, copiar e colar. Prefiro abordar o aspecto marginal, que pode explicar o que realmente está acontecendo para tanto desinteresse deste elenco. O São Paulo deve cerca de R$ 100 milhões em direitos trabalhistas – processos de ex atletas e salários (CLT e Direitos de Imagem). Talvez essa questão de dívida salarial também seja redundante nessa diretoria e seria mais fácil pegar comentários anteriores e fazer o copia e cola.

Mas nada é por acaso. Júlio Casares, mostrando “transparência”, convocou uma coletiva semana passada com pouco mais de 12 horas de espaço. Ela foi chamada às 17h30 para ocorrer no dia seguinte às 9h. Qualquer jornalista que se preze e que atue em Assessoria de Imprensa sabe que uma coletiva, salvo algo extraordinário, deve ser convocada com prazo de, no mínimo, 48 horas. A convocação imediata se deveu ao “fato extraordinário” do presidente querer anunciar um superávit de R$ 20 milhões no terceiro trimestre, com redução da dívida em R$ 51 milhões no período janeiro-setembro.

Ele só “esqueceu” de valar que nesse contexto entrou, por exemplo, a venda de R$ 240 milhões em atletas da base ( o previsto era um valor de R$ 120 milhões), que o aporte feito junto ao FDIC já entrou e que agora sobrou a despesa, ou a dívida, porque esse valor deverá ser pago aos investidores, com juros. E que o clube deve R$ 100 milhões em direitos trabalhistas.

Esqueceu de falar, por exemplo, que a grande maioria do elenco está com três meses de direitos de imagem atrasados; outros com seis meses. Alisson, por exemplo, não recebe desde maio.

Mas alguns vão fala aqui: esse site só fala de política. Então me faça outra análise para justificar o desempenho do time, que depois de ser eliminado da Libertadores, fechou o ano e só engatou derrotas. Rebaixado não vai ser, porém nos deixa ruidosamente desesperados para 2026.

O São Paulo não tem mais poço para afundar. Já passou do fundo e nem respira mais por aparelhos. A morte está próxima. E essa diretoria fica atrás de uma tal Maxxi. O que é isso? Os dirigentes destes novos voluntariosos são-paulinos (novos Jacks) estiveram reunidos com a diretoria do São Paulo e aguardam um retorno.

A “mágica” dessa Maxxi são ações do BESC, Banco do Estado de Santa Catarina, instituição que foi liquidada e absorvida pelo Banco do Brasil entre 2008 e 2009. Uma parte dos acionistas minoritários perdeu a “janela” de conversão, e ficou com esses títulos em tesouraria.

Esses papéis hoje são “títulos podres”, adquiridos dos detentores por algo como 5% a 10% do valor de face.

A Maxxi tem um roteiro jurídico que, segundo eles, garante que o pagamento aos credores seja feito com esses títulos, no valor de face, convertidos em ações ordinárias do Banco do Brasil, pela relação de conversão da época (aproximadamente 12 ações BESC para 1 do Banco do Brasil)

Dessa forma, o credor recebe o valor integral, e o SPFC teria um custo de 30% do valor total amortizado. Esses 30% cobrem os 10% de compra dos papéis do BESC, os custos do processo judicial e a o lucro da Maxxi na operação.

Entenderam agora que, ou Júlio Casares renuncia, ou é afastado por gestão temerária? Porque qualquer outra solução, que não uma dessas, está fora de qualquer cogitação para salvar um pobre moribundo.

Entre mentiras e partidas pífias, São Paulo continua vivendo melancolicamente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o ano de 2025 vai se arrastando de forma melancólica. Enquanto Júlio Casares convoca uma coletiva para 12 depois, para anunciar – mentirosamente – números que a princípio podem parecer positivos, mas que se analisados friamente são apenas menos terríveis do que os anteriores, e mente novamente sobre o pagamento de Oscar, o time se arrasta em campo e sofre mais uma derrota – a quinta nos últimos seis jogos – em Porto Alegre.

Eu sei reconhecer que temos quase um time inteiro no DEM – Departamento de Excrecência Médica -: Cedric, Rafael Tolói, Enzo Dias, Luan, Oscar, Dineno, Calleri, Lucca, de novo Wendel…Mas não consigo entender a empáfia que o time apresenta quando é surpreendido.

O que eu quero dizer com isso? Entendo que o time fazia uma boa partida contra o Grêmio. Dominava o jogo, tocava bem a bola, criava oportunidades (Tapia quase fez um golaço), mas de repente a sorte se virou contra nós: Wendel se machuca (como sempre) e sai, entrando Patryck; Alisson (deles) se machuca e sai, entrando Pavon. Exatamente o mesmo setor. Isso mudou o jogo, porque Patryck perdeu rigorosamente todas as disputas com ele.

E o gol sai com jogada da esquerda, é verdade, mas com Patryck dando condição para Carlos Vinicius marcar. E isso decretou a tal empáfia do São Paulo. Não jogou mais nada, não criou mais nada, foi presa fácil e só não perdeu de mais porque teve Rafael em grande noite.

Crespo errou. Voltou com Lucas no intervalo, mas desfez a linha de três zagueiros. Eu teria colocado Lucas no lugar de Rodriguinho, um ser absolutamente inútil no time. Ficamos com a zaga desguarnecida, pois nosso primeiro volante era Alisson, ou seja, não tínhamos primeiro volante. 2 a 0 ficou barato para nós. Poderia ter sido muito mais.

Nossa sorte foram as seis vitórias seguidas que tivemos quando Crespo chegou, aquele efeito anímico que ocorre quando chega um novo treinador. Do contrário estaríamos hoje lutando nas redondezas do Z4, com grande chance de estar lá dentro.

Mas como culpar apenas jogadores e técnico? O São Paulo está desgovernado. Júlio Casares perdeu o comando. Aprontou tanto, errou tanto, que até os conselheiros – muitos subservientes durante cinco anos, cansaram e começaram a se afastar. Não bastasse isso, e até por conta disso, a crise política envolvendo Casares e Carlos Belmonte deixa o futebol também sem comando. E nada que está sem comando tem chance de sucesso. Se Júlio Casares pensasse mesmo no São Paulo, renunciaria. Se os conselheiros pensassem mesmo no São Paulo, o afastariam. Mas eles preferem pedir isso pelas redes sociais e deixar nas nossas costas conseguir provas para essa decisão, como se a gestão temerária já nao estivesse explícita.

Então, nos próximos jogos (lembrando que dos cinco mandos do São Paulo até o final do ano apenas dois serão jogados no Morumbi), nos resta rezar para chegar aos 46 pontos. Faltam oito. Quem sabe oito empates nos levem até lá.

Arbitragem e Rodriguinho tiraram uma vitória linda do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a tarde ensolarada da Capital, com Morumbi recebendo público pequeno para o clássico – resultado dos atos nefastos desta diretoria – , poderia ter acabado de maneira gloriosa, com uma sonora goleada sobre o todo poderoso Palmeiras. Mas tinham que aparecer uma arbitragem canalha e um Rodriguinho medonho para estragar uma festa pouco provável de nós, torcedores.

O primeiro tempo passou com um São Paulo fazendo uma partida perfeita, a zaga sobrando, Marcos Antonio comandando o time, Tapia e Luciano brilhando. 2 a 0 que poderiam ter sido mais se não fosse o gol perdido por Tapia. E acrescento: aí começaram os erros – para não falar roubos – deste canalha chamado Ramon Abate Abel. A entrada de Felipe Anderson em Enzo Dias foi criminosa, no tornozelo. A jogada teve sequência porque do cruzamento saiu o gol de Tapia. Mas o árbitro sequer advertiu Felipe Anderson.

Mas vamos ao segundo tempo, onde tudo acontece. O São Paulo diminuiu o ritmo de jogo, o que acontece em todas as partidas. O preparo físico deste elenco é lamentável. Muito por conta da idade avançada de nossos jogadores, que devem estar se preparando para disputar um torneio de Máster.

O pênalti não marcado em Tapia é um dos maiores escândalos que vi em toda a minha vida. Não há pessoa que consiga explicar algo para justificar. Um absurdo de ouvi – lógico, de um palmeirense – é que Tapia não alcançaria a bola. O energúmeno só não entende que a regra diz que se a bola estiver em jogo e o Rafael der um soco na cara do Vitor Roque do outro lado do campo, para tudo e é pênalti para o Palmeiras, mesmo sendo do outro lado do campo.

Aí acontece a entrada criminosa de Andreas Pereira em Marcos Antonio, a ponto de tirar nosso melhor jogador de campo. E nada acontece. Lá perto da bandeira de escanteio, Gustavo Gomes dá duas cotoveladas em Tapia, arranca sangue do nariz do rapaz, mas para Ramon Abate Abel é tudo normal.

Depois disso, com a arbitragem impedindo o que seria, muito provavelmente, nosso terceiro gol e estar com um jogador a mais, Rodriguinho entra em ação. E o jogo muda completamente de figura.

Rodriguinho vai lá na frente, tem o cenário aberto para só rolar para Tapia fazer o terceiro, mas dá a bola nas mãos de Weverton. Aí vai recuperar a bola no canto do campo, dá um passe para Anibal Moreno e sai o gol do Palmeiras.

De novo a arbitragem aparece. Jogada no ataque do São Paulo, Gustavo Gomes agarra Tapia por trás, pelo pescoço, e o juiz não marca nada. Contra-ataque e o segundo gol deles. Então Rodriguinho entra em ação novamente, perde uma bola no ataque, contra-ataque e o terceiro gol.

E nossos jogadores bundões ainda se abraçam com palmeirenses quando o jogo acaba. Abel Ferreira colocou o dedo no nariz de Cedric, e ele ficou com cara de paisagem, ao invés de dar uma muqueta na boca desse português de merda.

Ao menos Belmonte reapareceu das cinzas. Deu bronca, gritou, esperneou, Júlio Casares fez uma nota oficial, ligou para o presidente da CBF e conseguiu o afastamento dos integrantes da arbitragem. É fato que fizeram o que tinha que ser feito. Mas e daí? O que resultará de positivo para nós? Nada. Tudo isso acontece porque essa diretoria manteve o São Paulo afastado dos bastidores e nós estamos pagando muito caro por isso. Uma diretoria que só se preocupou em negociar comissões com os agentes de jogadores para contratações e vendas, criar fakes e perseguir jornalistas e sócios, afundando nossa instituição num lamaçal sem fim.

O time que, a princípio, parecia medonho, deu suco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um resultado pouco provável como time que Crespo colocou em campo. Ganhou do Fortaleza no Castelão, algo que não acontecia há cinco anos e teve, ainda, como destaque o fato de ter jogado desde os 22 minutos do primeiro tempo com um homem a menos, já que Rigoni foi – mal – expulso.

Como é que você pode acreditar que um time formado por: Rafael; Negrucci, Luiz Gustavo e Sabino; Cedric, Paulo Maia, Bobadilla, Rodriguinho e Wendel; Rigoni e Tápia vá conseguir uma vitória fora de casa? Uma zaga com somente um zagueiro da posição; os outros dois volantes, com um voltando de uma grave lesão de saúde e há quase um ano parado. Um meio de campo que tem se mostrado ineficiente e um ataque que parecia ser pior ao que vinha jogando.

Porém tudo isso se desfez quando Rigoni puxou um contra-ataque pouco provável de final feliz, deu para Rodriguinho que seguiu nesse contra-ataque pouco provável de final feliz, que voltou para Rigoni ir à linha de fundo para uma jogada pouco provável de final feliz, que rolou para trás para Tápia bater para o gol de forma pouco provável de final feliz. Mas o final foi feliz e saiu um belo gol, pelo trabalho da equipe.

É verdade que não podemos medir a eficiência deste time pelo adversário. Afinal, encontramos um time que é pior que o São Paulo e que certamente visitará a série B no próximo ano. Mas o que vale são os três pontos. O resto a gente deixa para depois.

Destaques na partida para Sabino, perfeito na zaga; Luiz Gustavo, uma volta espetacular, comandando o sistema defensivo; Tapia, com uma garra poucas vezes vista neste elenco; e Crespo, que soube arrumar o time, evitar a pressão adversária e ainda conseguir aumentar o placar no final, em outro contra-ataque, desta vez puxado por Bobadilla, com lindo passe para Enzo Dias, que deu linda assistência para Luciano.

Jogamos como time pequeno? Sim, jogamos. Mas eu diria que esse é o nosso patamar. Não estamos na vibe de poder comandar o jogo, empurrar o adversário para trás, fazer o que fazem Palmeiras e Flamengo, por exemplo. Esse nosso tempo ficou lá atrás e está longe de voltar. Portanto, de novo, contra o Palmeiras, vamos encher o time de zagueiros e volantes. Quem sabe consigamos algo positivo.

Time sem vontade, abatido, retrato da crise que domina o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o torcedor, que ama verdadeiramente este clube, amargou mais uma decepção nessa segunda-feira. Os pouco mais de 12 mil que estiveram no Estádio (o menor público em seis anos), e os milhares que conseguiram aguentar em frente à TV, viram um time apático, sem força alguma ser facilmente batido pelo Ceará por 1 a 0.

O time precisava dar uma resposta à torcida, ainda que estivesse ausente, mas ficou nítido que o grupo sentiu o golpe da eliminação na Libertadores e não conseguiu fazer nada que empolgasse o torcedor, que mostrasse, ao menos, que é um grupo forte, pronto para uma rápida recuperação e virada de página.

O São Paulo até teve algumas chances para marcar gol, mas esteve longe de um amplo domínio sobre o adversário, que se manteve em bloco baixo para não dar espaços ao Tricolor e conseguiu ser eficiente nas raras oportunidades que teve durante a partida.

O Tricolor segue tendo dificuldades para criar jogadas trabalhadas. A falta de criatividade se dá por não haver à disposição muitos atletas que deem profundidade à equipe. Desta forma, o São Paulo acaba trocando passes entre as intermediárias, mas sem evoluir de forma mais aguda para o terço final do campo. Pesa, ainda, o fato de não termos um meia, já que, acredito, ninguém aqui reputa em Rodriguinho um jogador para essa posição digna de ser nosso cabeça pensante.

Falta também um homem de área. Com Calleri, André Silva e Ryan afastados por contusão (só voltam ano que vem), a diretoria foi empilhando erro sobre erro. Trouxe Dineno, no mesmo momento Tápia, iludiu o torcedor com Marcos Leonardo para trazer Rigoni e usa Luciano, já muito velho de clube. Ou seja: dinheiro que não existe voando pela janela. Provavelmente por saborosos acordos com empresários e todos saem ganhando, menos o São Paulo que só sai perdendo.

Claro que o abalo psicológico pela eliminação na Libertadores tem influência no resultado contra o Ceará, assim como a longa lista de desfalques, mas o São Paulo precisa mostrar mais repertório nesta reta final de temporada se quiser se classificar para a próxima edição do torneio continental. Crespo terá muito trabalho pela frente. Jogadores e comissão devem aproveitar o fato de não serem alvos, pelo menos por enquanto, dos protestos da torcida para iniciar uma retomada.

Aliás, por falar em protestos, um fiasco o que fez a Independente para tentar mostrar força e “independência” na sua total dependências “casarística”. Deu mote ao presidente para demitir Belmonte, o que me pareceu algo bastante combinado entre Casares e o Baby. Até porque a grande manifestação, absolutamente voluntária, foi no final do jogo contra a LDU, com mais de 50 mil gritando a uma só voz o que saía do coração, enquanto a Independente do sr. Baby ficou calada. Agora fez uma manifestação para seus 500 integrantes. Ridículo.