Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu, mais uma vez, em Itaquera, num resultado absolutamente previsível, tal os cacos que o técnico Crespo teve que juntar para tentar colocar um time em campo. Afinal, entre DEM e Seleções, são 17 jogadores. Crespo tinha apenas 14 do elenco profissional ao seu dispor.
O Tricolor fez um péssimo primeiro tempo. Teve sérios problemas na criação de jogadas, viveu alguns de seus piores minutos no Campeonato Brasileiro. Sem profundidade, o time comandado pelo técnico Hernán Crespo mal chegou ao ataque. Acabou o primeiro tempo sem dar um único chute a gol.
Crespo montou o famoso 3-5-2, porém a formação tinha os três zagueiros, três volantes e dois laterais – sim, laterais – porque não foram alas em nenhum momento. Aliás, Patryck não foi nada. Nem ala, nem lateral, sem jogador de futebol ele é. Com isso os atacantes Luciano e Ferreira estavam quase sempre isolados, sem a companhia de outros jogadores. Isso fez com que o São Paulo fosse inofensivo no ataque e desse muito espaço para o Corinthians ter tranquilidade em casa. No placar, o 1 a 0 para o rival foi justo na etapa inicial.
O São Paulo, porém, voltou diferente para o segundo tempo. Não apenas pela entrada do atacante Gonzalo Tapia no lugar do lateral-esquerdo Patryck, levando o também atacante Ferreira para a ala esquerda.
A mudança nas peças ofensivas fez o Tricolor ter mais profundidade e controle da posse de bola no meio de campo. Em pouco tempo, o time são-paulino já tinha criado mais do que em toda a primeira etapa do clássico.
E a melhora foi refletida no placar. Depois de suas chances claras seguidas, o São Paulo empatou o jogo justamente com Tapia.
O gol não fez o São Paulo mudar a postura e, por outro lado, fez o Corinthians sentir e se atrapalhar no jogo. Foram outras boas jogadas, chances criadas, jogo equilibrado, até mais pendendo para o lado do Paulo, mas tudo mudou como num passe de mágica. Dorival colocou Memphis em campo e, praticamente em sua primeira jogada, deixou sabino sentado no chão após tocar a bola no meio de suas pernas dentro da área. E estava feito o segundo gol do Corinthians.
O São Paulo, então, novamente não teve mais futebol para competir com o rival. Muito, também, é claro, por conta do excesso de desfalques e um bando de reservas desesperador.
A realidade tricolor, hoje, é lidar com inúmeras lesões e manter vivo o sonho de voltar à Libertadores do ano que vem, apesar de saber que faltam só quatro jogos e com tantos desfalques e o futebol de terceira qualidade, a tarefa é quase impossível. Alias, temos que lugar, sim, para não ficarmos no limbo do campeonato, que é aquela colocação que nem rebaixa, nem leva para lugar nenhum. É o presente, mais um, desta diretoria maléfica para a torcida.
