Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o final de semana foi trágico para o São Paulo. Perdeu o clássico no sábado – nada que não fosse previsível -, perdeu do Cruzeiro a final da Copinha – totalmente imprevisível – teve uma entrevista do Crespo falando a verdade – aumentado nossos apuros – e uma diretoria que mostrou que será uma mera continuação de Júlio Casares – algo também muito previsível e medonho -.
Sobre o clássico, tivemos 30 minutos de ótimo futebol, pressionando o Palmeiras, atacando e marcando pressão lá na frente, como se estivéssemos jogando no Morumbi. Mas bastou um erro grosseiro de Bobadilla e uma falha de Rafael para o Palmeiras abrir o marcador.
Mas o São Paulo era tão superior que não tardou a empatar. O mesmo Bobadilla que errou grosseiramente no gol deles, marcou e se redimiu.
Mas de novo erramos, sofremos o segundo gol. No segundo tempo voltamos a errar e a morrer em campo e o jogo, que poderia se encaminhar para uma grande vitória do São Paulo, se transformou em risco de uma nova goleada.
Crespo, na coletiva, elogiou o empenho dos jogadores e falou que a situação que o clube vive é a mais séria e difícil de toda a sua história. Lembrou que quando chegou há sete meses era um presidente que não está mais; era um diretor, que também saiu; era um gerente, que também deixou o clube. Mais do que isso, que alguns jogadores estão há quatro meses sem receber salário e só estão ali porque amam o São Paulo.
O São Paulo não tem dinheiro para pagar seus jogadores e funcionários, mas teve muito para ser levado por Casares e sua quadrilha, bando de parasitas que arrasou com o clube.
Já no domingo, a garotada de Cotia encontrou um time meia estruturado, certamente sem Douglas e Moretos da vida na orelha, e sucumbiu diante de um time sério, que joga com um objetivo, sem negociadores que atrapalhem seu futuro.
Depois do jogo Massis deu uma entrevista interessante, falando do planejamento para quitar as dívidas com os atletas, mas admitiu que não vai mudar a diretoria como se previa. Ou seja: Moreto, Eduardo Toni, José Martins, Roberto Armelin, Sergio Bandeira e alguns outros ligados a Casares vão seguir mandando.
É verdade que ele tirou duas pessoas muito nocivas nesse imbroglio todo: Marcio Carlomagno e Dedé. Porém colocou Toninho Andrade como diretor Geral Social e Belinha como diretora Social. Um cupincha do Dedé, outra braço direito da Mara Casares.
Em resumo a diretoria de Harry Massis continuará tendo quase todos os nomes que estavam com Júlio Casares e o Social pessoas que serão comandadas por Dedé e Mara. A mesmice tende a continuar e teremos mais um ano do mais do mesmo.