Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo deu a volta por cima e conseguiu boa vitória no Majestoso, porém não deixou de nos dar sustos e deixou, isso sim, de aplicar uma grande goleada e, talvez, devolver aqueles 6 a 1.
O São Paulo pode ter se surpreendido com o adversário. Num momento melhor que nós, afinal estão em duas semifinais de copas enquanto nós estamos fora das duas, era de se esperar que o Corinthians começasse o jogo em cima do São Paulo. Mas não. Especulou o tempo todo, jogou no nosso erro – e como erramos – e se defendeu bastante.
As chances do Corinthians foram criadas em contra-ataques nos erros de Luciano, Arboleda, Wellington, Rato. Mas o São Paulo teve chances claras. Mais uma vez temos a certeza que a fase de Calleri é, talvez, a pior desde quando voltou ao São Paulo. Perdeu dois gols que ele não tem o costume de perder.
O pênalti marcado pelo VAR, não contestado por ninguém do lado de lá, abriu o caminho para a vitória, não só propriamente pelo gol, mas também por estarmos com um a mais no final do primeiro tempo. Isso só valeria para afirmarmos que iríamos ganhar o jogo.
Só que o Corinthians, com as alterações que fez, conseguiu mudar o panorama e em determinado momento, a impressão que dava era a de que o São Paulo jogava com um a menos. Até que veio a expulsão do segundo jogador deles. Por incrível que pareça, a situação não mudou.
Zubeldia demorou a perceber que deveríamos ter dois jogadores agudos e abertos para envolver o Corinthians. Seriam óbvias as entradas de Igor Vinicius, William Gomes e Erick nos lugares de Rfinha, Rato e Luciano. Mas ele colocou Ferraresi e Liziero, além de Erick, tirando Rafinha, Luciano e Bobadilla. Fizemos o segundo gol em cobrança de escanteio feita por Rato (que bom que ele não saiu) cabeçada perfeita de Arboleda. Matamos jogo. Matamos?
Não. Nossa defesa conseguiu a proeza de, mesmo o time jogando com dois a mais, tomar um gol, pois Yuri Alberto apareceu livre e solitário dentro da área, num lugar onde deveria estar Wellington.
E tomamos sufoco. Quase eles marcaram o segundo gol, numa jogada idêntica ao primeiro, só com o lado diferente, e com Romeiro sobrando livre. Boa defesa de Rafael.
Depois, numa roubada de bola de Liziero, assistência de Ferraresi, gol de André Silva. Percebam que, mesmo errando, Zubeldia acertou. Mas o time poderia ter sido mais ofensivo, apertado mais, gerado uma grande goleada. Porém, nitidamente tirou o pé com pena do adversário. E tomamos sufoco, sem o menor sentido.
Mas no frigir dos ovos, a vitória serviu para nos colocar nos eixos e manter vivo o sonho de Libertadores 2025 via Campeonato Brasileiro.