Amigo são-paulino, o São Paulo se supera a cada jogo. Os vexames aumentam. Não bastasse tudo o que vem ocorrendo com o profissional, o sub-20 foi eliminado do Campeonato Paulista, nas oitavas-de-final, para o Desportivo Brasil, coisa que não ocorria há mais de uma década. No profissional, mais vergonha.
A vergonha não é empatar com o Athletico-PR no Morumbi. Isso já virou rotina. O problema é que a rodada do final de semana, amplamente benéfica para nós, deixou o São Paulo com possibilidades ínfimas de rebaixamento. E nem jogamos para que isso ocorresse. Bastou entrarmos em campo, e aumentamos essa possibilidade novamente. Até porque, jogo no Morumbi, ou se ganha ou se ganha. Ou então se ganha. Mas com o São Paulo de nossos tempos essa tese não vale nada.
O time nem jogou mal. Dominou o tempo todo, teve posse de bola, mas não criou. Não chutou para o gol. Quais foram as chances reais de gol? Duas com Rigoni (uma Santos defendeu e a outra foi para fora); uma com Arboleda (o gol, se tivesse sido marcado, seria invalidado por impedimento). Não me lembro de mais nenhuma.
Muitas vezes Igor Gomes teve a bola nos pés, fora da área mas de frente para o gol e preferiu não chutar. É medo de concluir e marcar o gol? Gabriel Sara até tentou, mas nunca conseguiu ganhar da zaga paranaense.
No final do jogo, os jogadores do Athletico estava extenuados, não aguentavam mais andar em campo. E nós não tivemos competência de marcar um único gol. E, portanto, voltamos a ver crescer o risco de rebaixamento.
Talvez seja o que essa diretoria esteja planejando. A partir da entrevista de Rogerio Ceni, que desabafou e disse que dias piores virão para o São Paulo, concluo que se a série B não vier agora, virá em 2022. Triste São Paulo, tomada por incompetentes que só pensam em seus próprios projetos, largando de mão o clube e o futebol.