Amigo são-paulino, entramos na semana em que o sócio vai decidir se aprova ou rejeita o golpe no estatuto. O final de semana foi marcado por uma série de barbáries no clube, protagonizado por Júlio Casares e Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé.
O diretor Geral Social, Dedé, não tem vergonha nem mede esforços, ainda que descaradamente para atos errôneos, e usou funcionários para coagir sócios, em seu momento de lazer, para votar no SIM. A diretora mais envolvida na vergonha foi Mara Casares, ex-mulher do atual presidente do São Paulo que, claro, ocupa um cargo na diretoria. Aliás, ela está se envolvendo mais nessa questão do que na época em que era casada com Júlio.
Sabe-se que o uso de funcionários para fins pessoais é improbidade administrativa, algo previsto no estatuto para o impeachment do presidente, já que ele não pode alegar ignorância dos fatos. Estava lá, no meio de todos, sem máscara (ela estava no pescoço dele), vendo tudo, a coação feita aos sócios.
Uma mensagem escrita possivelmente por Mara Casares convocada diretores e assessores a conseguirem, no mínimo, oito sócios cada um, de preferência titulares, para irem numa “boca livre”. Jantar no Amani entre terça e sexta-feira, dias em que o restaurante, que fica no estádio do Morumbi, ficará fechado ao público. Além de usar dinheiro do clube para pagar algo que é benefício próprio (afinal, quem paga a conta?), ainda usa funcionários (Sônia, secretária do Dedé, é a pessoa que deve organizar a lista). Isso é improbidade. Júlio Casares sabe disso e está calado.
Recentemente Dedé, o diretor Geral Social, disse textualmente que estão ocorrendo roubos de carteiras e celulares dentro dos vestiários, e que há assédio moral e sexual contra crianças e mulheres nas piscinas e nos vestiários. E que isso só deixará de existir se o golpe for aprovado. Ou seja, crimes acontecem, o diretor social sabe e não toma providência alguma. Também improbidade do presidente, Júlio Casares, que também sabia, ou se não sabia ficou ciente a partir das declarações de Dedé e não tomou providência alguma. Além de improbidade isso é cumplicidade com o crime.
Só estes dois fatos já são cabíveis de impeachment. Sei perfeitamente que não vai acontecer, porque muitos conselheiros que aprovaram o golpe nunca dariam sequência a esse processo. Além do mais o próprio presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Filho, é tão cúmplice quanto Júlio Casares.
Mas o caminho destes três cidadãos passa pelo impeachment e chega ao Ministério Público. O presidente do Conselho Deliberativo, que poupou a saúde de 240 conselheiros na votação do golpe marcando sessão virtual, evitando a presencial, mantém a Assembleia Geral presencial, onde seis mil sócios poderão estar juntos, numa grande aglomeração, dentro de um ginásio.
Eu lhes garanto: se houver qualquer indício de contaminação pela Covid a partir de domingo, não titubearei em ir ao Ministério Público acusando Júlio Casares, Olten Ayres e Dedé de crime contra a saúde pública.
Aliás, recentemente comparei Júlio Casares a Jair Bolsonaro. Ambos são aprendizes de ditador e querem o golpe a qualquer custo. Bolsonaro tentou em 7 de setembro. Júlio Casares começou em 16 de dezembro e conclui em 23 de janeiro. Mas disse que ambos eram diferentes na questão da ciência. Enquanto Bolsonaro era negacionista, Júlio defendia a saúde. Pois agora está claro que Casares também é um negacionista e pelo crime contra saúde pública terá que responder. E no Ministério Público não há conselheiro que possa “fazer o trabalho”.
Continuo na firme defesa do NÃO, longe da política, da oposição ou da situação. Apenas defendendo o que é, de longe, o melhor para o São Paulo, pois o SIM significará o fim de tudo.