Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, sempre faço as contas visando o título: três pontos em casa, um fora. Naturalmente considero jogos “perdíveis” fora, como Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Fluminense, mas também jogos “ganháveis”, como Bahia, Coritiba, Goiás, Botafogo, Cruzeiro. Então, um jogo compensa o outro. O importante é chegarmos no final do Brasileiro com a média de dois pontos por jogo.
Já saímos no prejuízo ao perdermos um jogo “ganhável” para o Botafogo, na abertura do Brasileiro. Contra o Coritiba tínhamos obrigação de ganhar o jogo, para compensar aquela derrota. Mas ficamos no empate. E, mais uma vez, graças a Rafael e a ruindade extrema do atacante do Coxa não perdemos o jogo.
Porém depois, pensando, pensando, entendi que tenho que calcular de forma diferente, pois esse é o nosso momento (já de anos). Ao invés de projetar 76 pontos, tenho que projetar 46. Portanto, temos que comemorar o empate. Afinal, faltam 42 para atingirmos a meta. E mais: conseguimos empatar na casa de um time que certamente vai brigar para não cair. Portanto, adversário direto em nossa meta deste ano.
Não entendi a opção de Dorival Jr. E digo mais: tenho certeza que não foi decisão dele, pois acabou de chegar ao clube e não teve tempo de entender as prioridades. Certamente foi ordem da diretoria de poupar alguns jogadores contra o Coritiba para ir com força total contra o Tolima, pela Sul-Americana. Uma diretoria que brinca com o rebaixamento, acreditando que a força da nossa camisa, que entorta varal, por si só, será capaz de evitar o vexame maior. E insiste em tentar conquistar um título menor para colocar um quadro nas paredes do clube como a diretoria que ganhou o Campeonato Mundial Paulista e pode conquistar o Campeonato Interplanetário Sul-Americana.
Sobre o jogo em si, nada a salientar, a não ser outra grande apresentação de Rafael e o talismã Marcos Paulo, que entrou e empatou o jogo para nós. Fez coisa que Luciano e outros companheiros de ataque não conseguiram fazer. Realmente, o time sem Calleri padece muito, pois não temos criatividade e dependemos de um cara goleador, que enxergue a lugar onde a bola vai, se antecipe e coloque para o fundo da rede.
Será, cada vez mais tenho absoluta convicção, um ano de muito sofrimento, com uma diretoria ridícula, que só pensa na reeleição e no próprio ego, deixando que o resto se dane.