Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que partida grotesca o São Paulo fez em Salvador neste sábado. Perdemos de 2 a 0 de um time que deverá ser rebaixado – o Vitória é muito ruim – e ficou barato. Não fosse Rafael e uma arbitragem, no mínimo, tendenciosa a nosso favor, e a humilhação estaria completa.
Falo de arbitragem porque Marcos Antonio deveria ter sido expulso no primeiro tempo, Lucas Ramon foi bem expulso e Tolói também deveria ter sido mandado para fora no final do jogo. Um time bagunçado, defesa sofrível, com a dupla de zaga não se entendendo e os dois laterais com síndrome de Wellington, errando todos os cruzamentos e tomando um baile dos seus adversários. Enzo Dias conseguiu tomar olé de Erick. Pára, né.
Roger Machado disse que o resultado foi ilusório, que o time dominou o Vitória e perdeu pelos seus erros. Vou acreditar que ele só assistiu os primeiros 15 minutos de jogo, quando o São Paulo realmente jogou alguma coisa, foi até melhor. Porém a partir daí mergulhou na sua mediocridade, que comprova a cada jogo que nosso elenco é absolutamente sofrível.
Jogamos sem Calleri e Bobadilla (sim, o paraguaio fez falta), e aconteceu tudo isso. Ah, jogamos sem Luciano e Sabino (sim, o zagueiro fez muita falta) e Rafael teve que se virar.
André Silva, o que substituiu Calleri, como diz meu amigo André Naves, é o “inimigo do gol”. Aliás, não só foi inimigo lá na frente como teve uma participação bisonha no primeiro gol do Vitória. Ele tinha que acompanhar Cacá. Só que ele não conseguiu virar o corpo para ir atrás do zagueiro. Foi um típico “casados x solteiros”.
Tolói, que jogou no lugar de Sabino, é um ex-zagueiro em atividade. Tomou dribles desconcertantes de Eric e outro que nem me lembro o nome, o famoso “quem”.
Nossa defesa é o ponto de maior preocupação para mim. Durante nove anos tivemos um titular absoluto que dividiu zaga com outros e ajudou, por exemplo, Beraldo virar o que virou. E outros medíocres que cresceram com ele. Mas Arboleda é coisa do passado. E não pode, nem de graça, vestir de novo a camisa do São Paulo. Com isso hoje o nosso titular absoluto é Sabino. Só que ele não tem a qualidade que Arboleda tinha de liderar a área. Então estamos fadados a sofrer muito.
E o nosso meia ? Cauly. Aquele que veio de graça, dando argumento para Rui Costa dizer que é um grande gestor, que consegue contratações sem gastar nada. Assim foi com Cauly, Doria, Tolói. Para um time da Série B, Rui Costa ser daria mais ou menos. Para um da série, de jeito nenhum. Para um São Paulo, que já ostentou o título de maior e mais bem organizado clube do Brasil, Rui Costa não poderia passar nem na porta.
Mas a gestão ineficiente de Harry Massis, onde quem manda é o casal 20 (Pupo e Serafim), nada vai acontecer e nós vamos ficar contando os pontos para chegar aos 45. Com direito a Roger Machado dizendo que o time dominou o jogo quando perdeu de 2 a 0 e o placar moral foi 5 a 0. Triste.