Perdemos de 2. Poderia ter sido de mais. Bem mais.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que partida grotesca o São Paulo fez em Salvador neste sábado. Perdemos de 2 a 0 de um time que deverá ser rebaixado – o Vitória é muito ruim – e ficou barato. Não fosse Rafael e uma arbitragem, no mínimo, tendenciosa a nosso favor, e a humilhação estaria completa.

Falo de arbitragem porque Marcos Antonio deveria ter sido expulso no primeiro tempo, Lucas Ramon foi bem expulso e Tolói também deveria ter sido mandado para fora no final do jogo. Um time bagunçado, defesa sofrível, com a dupla de zaga não se entendendo e os dois laterais com síndrome de Wellington, errando todos os cruzamentos e tomando um baile dos seus adversários. Enzo Dias conseguiu tomar olé de Erick. Pára, né.

Roger Machado disse que o resultado foi ilusório, que o time dominou o Vitória e perdeu pelos seus erros. Vou acreditar que ele só assistiu os primeiros 15 minutos de jogo, quando o São Paulo realmente jogou alguma coisa, foi até melhor. Porém a partir daí mergulhou na sua mediocridade, que comprova a cada jogo que nosso elenco é absolutamente sofrível.

Jogamos sem Calleri e Bobadilla (sim, o paraguaio fez falta), e aconteceu tudo isso. Ah, jogamos sem Luciano e Sabino (sim, o zagueiro fez muita falta) e Rafael teve que se virar.

André Silva, o que substituiu Calleri, como diz meu amigo André Naves, é o “inimigo do gol”. Aliás, não só foi inimigo lá na frente como teve uma participação bisonha no primeiro gol do Vitória. Ele tinha que acompanhar Cacá. Só que ele não conseguiu virar o corpo para ir atrás do zagueiro. Foi um típico “casados x solteiros”.

Tolói, que jogou no lugar de Sabino, é um ex-zagueiro em atividade. Tomou dribles desconcertantes de Eric e outro que nem me lembro o nome, o famoso “quem”.

Nossa defesa é o ponto de maior preocupação para mim. Durante nove anos tivemos um titular absoluto que dividiu zaga com outros e ajudou, por exemplo, Beraldo virar o que virou. E outros medíocres que cresceram com ele. Mas Arboleda é coisa do passado. E não pode, nem de graça, vestir de novo a camisa do São Paulo. Com isso hoje o nosso titular absoluto é Sabino. Só que ele não tem a qualidade que Arboleda tinha de liderar a área. Então estamos fadados a sofrer muito.

E o nosso meia ? Cauly. Aquele que veio de graça, dando argumento para Rui Costa dizer que é um grande gestor, que consegue contratações sem gastar nada. Assim foi com Cauly, Doria, Tolói. Para um time da Série B, Rui Costa ser daria mais ou menos. Para um da série, de jeito nenhum. Para um São Paulo, que já ostentou o título de maior e mais bem organizado clube do Brasil, Rui Costa não poderia passar nem na porta.

Mas a gestão ineficiente de Harry Massis, onde quem manda é o casal 20 (Pupo e Serafim), nada vai acontecer e nós vamos ficar contando os pontos para chegar aos 45. Com direito a Roger Machado dizendo que o time dominou o jogo quando perdeu de 2 a 0 e o placar moral foi 5 a 0. Triste.

A desratização do São Paulo continua: o Jack está na rua

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo colocou na rua Douglas Schwartzmann e Mara Casares. Os nomes dos dois já aparecem na lista vermelha do São Paulo e não podem mais entrar no clube a partir de hoje. Nem para retirar seus pertences dos armários dos vestiários. É, como citei no título, parafraseando meu amigo Edson Lapolla, a desratização que está em andamento no clube.

Mara Casares é tão tontinha no ramo da corrupção que, em sua defesa, reconheceu tudo, optou por chorar e, em determinado momento, fazer ameaças aos conselheiros, dizendo que eles deveriam pensar muito bem, pois ao expulsá-la, criariam jurisprudência e amanhã poderia ser um deles.

Já Douglas assumiu sua postura sórdida e contumaz, não perdeu a arrogância que lhe é peculiar, fez uma defesa com tom ameaçador, tentando desclassificar o “baton na cueca” que é a gravação do áudio de 45 minutos, em que ele, Mara e Adriana falam do esquema do camarote. O que só aumentou a ira dos conselheiros e ajudou bastante no resultado escandaloso – para o bem – de expulsão do clube social com mais de 220 votos.

Existem alguns seres que ainda tentaram dar uma chance para Douglas e Mara, entre eles, possivelmente, estejam Júlio Casares, Dedé, o próprio Douglas, Ives Gandra Martins, Moretto, Antonio Belardo (poupando Mara), Edna Belardo (poupando Mara), Tião Gouveia, Márcio Sayeg, Jayme Franco, Carlos Belmonte, Vinicius Medeiros, Nelson Ferreira, Ópice Blum e Blum filho. Como eu disse, nomes prováveis fabricantes de pizza, porque, como o voto é secreto, esses nomes são definidos por deduções lógicas.

Para Douglas Schwartzmann a punição veio com dez anos de atraso. Lá em 2015, quando este site denunciou o esquema Far East, que envolvia uma comissão de R$ 18 milhões para a vinda da Under Armour, contrato assinado por Carlos Miguel Aidar, Júlio Casares, Leonardo Serafim, Osvaldo Abreu e o próprio Douglas. Na época tudo caminhava para a expulsão de ambos, mas Ópice Blum, presidente do Conselho de Ética, arquivou o pedido de expulsão proposto por uma comissão criada apenas para analisar o caso. Tudo sob a aquiescência de Marcelo Pupo, então presidente do Conselho Deliberativo,

Mas como o ditado popular aponta, não há mal que sempre dure (nem bem que nunca acabe). Pois esse ditado cabe exatamente na conta de Douglas “Jack” Schwartzmann. Assim como Paulo Maluf na política nacional, Douglas representa tudo de ruim que existe dentro do São Paulo. Talvez haja pessoas piores do que ele. Mas a célebre frase de Carlos Miguel Aidar: “o Douglas pede comissão para tudo” transforma esse ser abjeto no símbolo da corrupção do São Paulo Futebol Clube.

Hoje ele deve estar falando: “você perdeu, eu perdi, nós perdemos”. Porque nós estamos falando: eu ganhei, nós ganhamos”. E ele, certamente, está comendo com farinha.

De minha parte considero missão cumprida. Há dez anos venho batalhando para tirar esse ser de dentro do clube que amo. A decisão do Conselho Deliberativo me enche de força e coragem para continuar na luta e agora exigir expulsões de Dedé, Carlos Belmonte e Júlio Casares. E ainda vou querer ver Erica Duarte, Rui Costa e Eduardo Toni fora do clube. E Moretto no banco dos réus.

Para concluir, me orgulho em dizer que o Conselho Deliberativo é formado por pessoas, não por um saco de batatas.

São Paulo venceu a tormenta e o Boston River na estreia pela Sul-Americana

O São Paulo enfrentou mais do que o Boston River na estreia pela Copa Sul-Americana. Em uma tormenta no Estádio Centenário, em Montevidéu, o time conseguiu um gol no brilho individual de Bobadilla e venceu por 1 a 0.

Com preservações, a equipe são-paulina já teve limitações. Isso foi agravado pelas condições de chuva e vento fortes na capital uruguaia. Ainda assim, o time foi pouco ameaçado e conseguiu fazer o possível para vencer.

O resultado deixa o São Paulo na segunda posição do Grupo C da Sul-Americana. O líder é o O’Higgins, do Chile, que venceu o Millionarios, da Colômbia, por 2 a 0 e, portanto, tem melhor saldo de gols.

O vento em Montevidéu teve rajadas de cerca de 55km/h nesta terça-feira e afetou a noite dos dois times já no aquecimento. Os jogadores não puderam trabalhar antes do jogo no campo do Estádio Centenário.

O São Paulo atacou com o vento a favor no primeiro tempo. Não só por isso, a equipe teve maior volume ofensivo, contra uma linha defensiva de cinco jogadores dos uruguaios.

Isso não quis dizer que o Boston River apenas se retrancou. Foi do mandante a primeira chance boa, com Yair González, em chute fora da área, que precisou ser defendido por Rafael. A equipe mostrou que tinha na bola parada sua principal arma.

O São Paulo incorporou o “estilo uruguaio”, com pouca qualidade na bola trabalhada. Quando entrava na área de ataque são-paulina, o jogo virava um festival de pontapés. O entrosamento frágil com escalação alternativa também prejudicou o desempenho da equipe. Alguns jogadores como Cedric e Dória, por exemplo, não servem para nada.

Pedi, durante o Mesa Redonda, que alguém me mande um link com alguma imagem do Cedric jogando pela Seleção de Portugal. Acho que enganaram o São Paulo. Quanto a Dória, esse é o típico do jogador que apanha da bola. Mesmo contra um ataque inoperante, ele conseguiu se atrapalhar e foi marcado pelo Alan Franco

Mas a chuva e o vento se tornaram mais intensos e impuseram ainda mais dificuldades para o jogo. A bola sequer ficava parada para as cobranças de faltas.

Com cinco minutos do segundo tempo, em lance chorado, o São Paulo finalmente conseguiu marcar. Cauly aproveitou sobra após um bate-rebate e empurrou para as redes. Mas ele estava impedido, e o gol foi anulado.

O São Paulo continuou na pressão, mesmo que com dificuldade. Bobadilla fez a diferença em jogada individual, confirmando a boa fase que vive. O paraguaio driblou um marcador na entrada da área e bateu cruzado para abrir o placar. Nem só pelo gol, mas pelo todo, Bobadilla foi o melhor em campo.

Os minutos finais tiveram mais ações do Boston River. Não havia, contudo, chances concretas para esboçar alguma reação. Do lado são-paulino, valeu para observar o garoto Tetê, que mostrou personalidade com dribles.

Roger apostou e ganhou. O São Paulo ganhou.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Roger Machado foi o grande vitorioso deste sábado, no Morumbi. O esquema armado por ele, arcaico na opinião de muitos, acabou dando certo e o São Paulo goleou o Cruzeiro por 4 a 1.

O que deveria ser um 4-3-3, com dois pontas abertos, virou 4-2-4, porque Luciano não é meia. Porém a entrega de Luciano e Calleri, voltando para faze a primeira linha de marcação, com as laterais fechadas, numa primeiro espaço por Ferreira e Arthur, mas atrás por Wendel e Lucas Ramon, funcionaram muito bem.

Por mais que a frente da zaga estivesse desprotegida, e o time jogando com um zagueiro muito lento – no primeiro tempo – e dois muito lentos – no segundo tempo, o Cruzeiro não consegui criar muita coisa. E não me venham falar que o time mineiro é fraco. Freguês, sim. Frágil, não. Talvez o time titular cruzeirense no papel seja melhor do que o do São Paulo.

A destacar a partida exuberante de Arthur. Cava um pênalti (foi pênalti), dá uma assistência espetacular para Ferreira e cobra um escanteio para o terceiro gol. Ouso dizer que com Arthur voltamos a ter qualidade na bola parada. Ele fez seis cobranças de escanteios ou faltas. Todas levaram muito perigo.

E, claro, Ferreira, em noite inspiradíssima, porque de nada adiantaria os passes de Arthur se Ferreirinha fizesse o que vinha fazendo, ou seja, perdendo todos os gols.

Não creio que Roger vá jogar com time tão escancarado fora de casa. Talvez ele retorne Danielzinho sacando Luciano. Mas que o esquema deu certo, isso não ninguém discute.

Houve momentos difíceis na partida. Sim. Os primeiros 15 minutos do segundo tempo deram impressão que o Cruzeiro poderia empatar e virar. Só não aconteceu porque Rafael também estava em grande noite.

Durante o dia surgiram rumores de que metade do elenco estava contra Roger Machado. Incluíram nessa “metade” Calleri, Luciano, Enzo Dias, Alan Franco, Arboleda, Danielzinho. Pessoas me perguntaram, em grupos, sobre isso. Eu disse que não sabia de nada, e continuo não sabendo. Aliás agora, não acreditando. Ou Calleri e Luciano, pelo que jogaram, podem estar contra alguém ?

Quem pode estar contra Roger é Arboleda. Bem, esse, me parece, está contra o São Paulo. Sumiu, foi para o Equador sem dar qualquer satisfação. Para mim, demissão por justa causa. O problema é que Júlio Casares fez do São Paulo fiador de Arboleda na renovação de contrato. Obrigado por mais essa, presidente Pavão deposto.

Agora a Sul-Americana. Para mim, manda o time todo reserva. O Brasileiro está interessante

Da euforia da liderança à pressão pela queda. São Paulo volta ao risco.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o que parecia uma surpresa muito agradável se transformou, num toque de mágica, em volta à realidade, o que nos leva à preocupação, já antevista no início do ano. O São Paulo engatou a terceira partida consecutiva sem vencer no Brasileiro, saiu, em três rodadas, da liderança para a quarta colocação, podendo perder, hoje, essa posição para o Flamengo e vê um sonho de Ícaro mergulhar no oceano das decepções.

Para piorar a situação, os três jogos sem vitórias, por mais que dois tenham sido fora, foram contra Atlético-MG, até então em crise, sem vencer no Z4, e Internacional, até outro dia no Z4. A outra foi para o Palmeiras, dentro do Morumbi, sem dar um único chute a gol.

Mais uma vez a pergunta, já retórica: o que fizeram esses jogadores e esse técnico em oito dias ? Seriam dez, mas ele deu três dias de folga depois da derrota para o Palmeiras. É incrível como o São Paulo consegue voltar pior de pequenas férias. Fico imaginando como será a volta da Copa do Mundo, quando ficaremos 45 dias sem futebol.

Aliás, depois de dez dias, entre folga e treinos, Alan Franco sente a coxa, Arboleda não está em condição e nós continuamos tendo que aguentar Tolói na zaga. Se colocarmos Pablo Maia com ele para disputar uma corrida, o Massis é capaz de ganhar.

Não vou chegar ao alarmismo de imaginar que vamos brigar, daqui a pouco, perto do Z4. Entendo que o início do Brasileiro nos deu a paz necessária, mas o tédio de vermos times infinitamente melhores do que o nosso – Flamengo e Palmeiras – se distanciando e outros, semelhantes ao nosso – Fluminense, Bahia, Athletico-Pr, nos jogando para outro patamar, nos leva a um sentimento de plena impotência e aumenta a ira contra a Organização Criminosa que nos levou a esse estágio.

E agora falam – me desculpem enveredar para a política – que precisam aprovar a péssima renovação com a New Balance, ainda que gere comissão para Júlio Casares, porque do contrário, o São Paulo não vai ter dinheiro nem para pagar a luz. Por isso o Legião, do Carlos Belmonte, fechou questão pela aprovação, alguns dissidentes e até oposicionistas também vão votar.

Isso mostra o absoluto conluio que existe entre o Conselho Deliberativo do São Paulo (parte) com o crime organizado que se instalou no clube, a total incompetência do diretor de Marketing, Eduardo Tony, em conseguir outra fornecedora de material esportivo (menos a Penalty), e a inoperância do diretor Financeiro Sergio Pimenta (ou comprometimento) e de Adilson Alves (não menos comprometido) em gerir financeiramente o clube.

Pior: a passividade de Harry Massis para tomar providências, com as demissões dos que ficaram. Pobre São Paulo.

Reprovação do balanço: Conselho responde à ORCRIM em ano eleitoral

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, milito no jornalismo político há 44 anos e nada consegue me ludibriar mais nesse momento da minha vida. O Conselho Deliberativo impôs uma derrota humilhante ao presidente deposto, reprovando 210 votos contra 24 (três abstenções e 15 ausentes) o último balanço da gestão Júlio Casares.

Algo errado na decisão da maioria massacrante dos conselheiros? De maneira alguma. Mas por que só agora perceberam isso ? Por que não detectaram, por exemplo, quando aprovaram, numa votação no mínimo questionável, o orçamento para 2026 ?

Ah, mas é que naquele momento Olten Ayres de Abreu estava apoiando Casares e agora trabalho contra. Ele só tem 32 conselheiros e muito pouca influência para mudar um resultado (a não ser que seja manipulado, como foi a votação do orçamento).

Então, além do óbvio ululante, qual foi a razão de tamanha votação pela rejeição do balanço ? A resposta é simples: vivemos um ano eleitoral e nenhum conselheiro que vá busca reeleição ou vitalício que vá pedir voto para alguém quer carregar no ombro o fardo de ter apoiado Casares. Eles apoiaram por cinco anos, mas a imagem que fica, na política, é o último ato, uma falsa demonstração de arrependimento, jogando para trás tudo o que fizeram em troca de salgadinhos, viagens, hotéis, ingressos para shows, etc.

Todavia, vou um pouco mais à frente: esse resultado me faz crer, sem medo de errar, que Douglas e Mara serão expulsos do Conselho Deliberativo agora. Na sequência, em dois ou três meses, a expulsão de Dedé e de Júlio Casares (conselheiros apresentam o pedido no início desta semana ao CD). O momento é agora e os conselheiros estão olhando lá na frente seu cacife eleitoral e votar pela expulsão dos principais líderes da ORCRIM se transforma em bandeira eleitoral.

A gestão está em baixa. Marcelo Pupo e Leonardo Serafim, sustentáculos de Massis, fragilizaram suas pernas. Ao votarem a favor do orçamento (assim como Toninho Andrade, Adilson Alves, Gabriel Aidar entre outros), ou ao simplesmente se ausentarem (Leco, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, José Miguel de Andrade, entre outros) indicaram que continuam pensando neles e não no clube e, principalmente, que não conseguem liderar ou dar sustentação a um grupo de sete anões, quanto mais ao presidente de um clube gigante com 22 milhões de adeptos apaixonados.

A grosso modo essa administração vai continuar mais sete meses governando com 24 apoiadores, menos de dez por cento do Conselho Deliberativo. E com quase todos que estavam na gestão que foi defenestrada nesta sexta-feira, com a votação massacrante. Ou não continuam ali Eduardo Toni, Erica Duarte, Sergio Pimenta, Roberto Armelin, Rui Costa, Moreto, Themis, Adilson Alves e Ópice Blum (só para citar alguns) ?

De nosso lado, rezamos para chegarmos aos 45 pontos no Brasileiro. Porque a política do São Paulo é algo para Freud tentar explicar. Se é que ele vai conseguir.

Guinnes book? 112 minutos e nenhum chute a gol. Perdemos!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo se superou nesta partida em que perdeu do Palmeiras num Morumbi com mais de 54 mil pessoas: passou 112 minutos sem dar um único chute a gol. O único que foi, de Luciano, passou bem longe. Mas se Carlos Miguel tivesse tido uma dor de barriga durante o jogo e ido ao banheiro, ninguém iria perceber.

Roger colocou em campo o que tem de melhor, já que Lucas Moura só volta depois da Copa do Mundo. E esse melhor não é suficiente para ganhar do Palmeiras em nossa casa. Quando saiu o gol, aos cinco minutos, comentei nos meus grupos: acabou o jogo. Alguns falaram que eu estava muito pessimista, que era apenas início de jogo. Mas eu estava certo.

Abel colocou o time para jogar em cima do São Paulo como faz no Chiqueiro. Marcou pressão, saída de bola e fez o que mais ama fazer: jogar no erro do adversário. E, numa jogada típica de Futsal dos anos 1970, trouxe todo o mundo para perto da bola na linha lateral direita e fez com Flaco Lopes recebesse a bola e desse uma virada, de primeira, para o outro lado, onde só tinha Árias e, caso necessário, Piquerez, sem ninguém do São Paulo. Coisa primária.

Ah, não foi frango de Rafael, mas bola absolutamente defensável, porque foi no canto, mas goleiro também tem que proteger seu canto e a bola foi fraca.

Depois disso tivemos muita posse de bola. Aliás, saímos vencedores morais por termos dominado a partida. Mas não chutamos a gol e, como um dia disse Muricy Ramalho, técnico, comentando uma derrota: “o São Paulo jogou bem, dominou, mas faltou apenas um detalhe para ganharmos, que é o gol”. Para nós o detalhe que faltou foi ter chutado a gol, porque sem isso, a não ser que algum zagueiro adversário coloque para dentro do próprio gol, não acontece nada.

E desta vez não podemos nem reclamar do Daronco. Ah ele deveria ter expulsado o Arias. Sim, mas antes disso ele deveria ter expulsado o Enzo Dias. Talvez o único senão foi a não expulsão de Carlos Miguel, que fez cera, tomou cartão, permaneceu na cera ironizando Daronco na cobrança de tiro de meta. E o pateta não fez nada. Mas, como eu disse acima, poderia expulsar o Carlos Miguel, pois nada aconteceria, pois não chutamos uma bola a gol

Enfim, sou obrigado a olhar para a calculadora e começar uma contagem de quantos pontos faltam para os 45. Sabia que seria assim no início do ano. Me surpreendi e até imaginei que teríamos um campeonato muito bom. Mas a decepção voltou e a preocupação voltou.

Quanto a Roger, por mais que seja um técnico bastante fraco, não tem culpa do elenco que possui. Em determinado momento do segundo tempo, enquanto Abel Ferreira fez entrar Vitor Roque, Roger respondeu com André Silva. Acho que não preciso dizer mais nada.

Foram poucos reservas, mas suficiente para provar a ineficiência do elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Atlético-MG, um dos piores Atléticos dos últimos tempos, e, pior, não ofereceu nenhum risco em todo o jogo desta quarta-feira, em Belo Horizonte.

A entrada de alguns reservas no lugar de titulares poupados mostrou que não podemos confiar no elenco. A começar por Maike na lateral direita. Eram 20 minutos do primeiro tempo e eu já havia comentado com meu grupo do Mesa Redonda que estava sentindo saudade do Lucas Ramon. E isso só se agravou durante a partida, principalmente na parte final, quando Roger colocou Cedric no lugar de Maike. Piorou.

No meio, se a coisa andou relativamente bem com Bobadilla, Danielzinho e Marcos Antonio, o mesmo não aconteceu com Cauly, que jogou para Lucas não entrar. Um horror. Nunca vi um meia, um chamado “10”, não dar um único passe e errar até toques laterais. Ele se escondeu durante todo o jogo me fazendo questionar a razão de Rui Costa ter trazido esse jogador para cá.

Chegamos lá na frente, onde Luciano descansou para jogar André Silva. E percebemos que o tempo todo que ele ficou parado não sentimos a menor falta. E nem precisaria se esforçar para voltar, porque a raiva aumenta.

O time foi um arremedo. Calleri abandonado, isolado (ainda perdeu um gol), meio de campo sem concluir e defesa batendo cabeça. A ausência de três titulares fez o São Paulo desabar e perder para ele mesmo.

Comemorei muito a liderança, porque sabia que ela não seria duradoura. Então curti dias de antigamente, quando esse era o nosso lugar. Mas a realidade chega e, de novo, começamos a queda. Caímos para segundo (e não terceiro porque o Fluminense perdeu de virada para o Vasco) e temos o Bahia a um ponto, porém com um jogo a menos.

As Copas ainda não chegaram e nosso elenco já começou a ser testado em pleno Brasileiro. E não deu certo.

Quanto a Lucas Moura, uma fatalidade, mas a verdade nua e crua: ele não pode nem passar perto de uma grama fake. Levando-se em consideração que vários estádios já tem esse tipo de gramado (Arenas Furacão, Galo, Palestra, Engenhão, Pacaembu, Barueri e Itaquera, que é meio a meio), melhor repensar a carreira. Ganhando o que ganha, sendo obrigado a ficar de fora quando todos esses jogos acontecerem, não vai dar certo. Ele só vai jogar no Morumbi, Canindé, Vila Belmiro, Maracanã, São Januário, Mineirão e os dois do Sul, além do Couto Pereira. Não dá para um jogador ganhar 4 milhões por mês (entre tudo) e jogar pouco mais da metade dos jogos.

Voltamos a encarar nossa realidade. Mas se ganharmos do Palmeiras sábado, voltamos a sonhar mais um pouco.

Virada em Bragança e liderança mantida. O São Paulo está voltando

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, pelo título deste comentário alguns vão dizer que eu viajei na maionese e fui dos 8 ao 80 por conta de quatro vitórias consecutivas no Brasileiro. Não é isso. O que pode ser constatado é que, assim como foi com Crespo, o campo está blindado para a administração danosa que continua imperando no São Paulo. Danosa em termos dos nomes que lá continuam, que são os mesmos que sempre estiveram.

Roger continua não mexendo no time titular que foi montado por Crespo. E não há o que mexer mesmo. Quando ele fez as substituições neste domingo, por conta de cartões amarelos que Luciano e Calleri tinham recebido, o time caiu muito em desempenho, provando que temos um bom time titular, mas o elenco continua sofrível.

Comparando os dois jogos sob comando de Roger Machado, veremos que foram idênticos em sua forma. Tanto contra a Chapecoense quanto contra o RB Bragantino, o São Paulo fez um primeiro horrível, digno de dó, mas voltou do vestiário com outra postura para o segundo tempo e partiu para a vitória. Os dois gols contra a Chape também saíram no segundo tempo.

Não restrição, por enquanto, a fazer no trabalho de Roger. Sei que é apenas o começo e precisamos esperar mais um tempo, mas se há uma crítica que faço, é a mudança de posicionamento que ele fez no meio de campo. Ele libertou mais Bobadilla e prendeu Danielzinho na cabeça de área. Ficamos com o setor mais desguarnecido e perdemos um jogador que, ao lado de Marcos Antonio, dava volume de jogo ao São Paulo. Roger vai ter que voltar ao posicionamento criado por Crespo, ou termos problemas por aquele setor.

Também não estou gostando muito da mobilidade de Calleri fora da área. Ele tem que jogar lá entro. Sobrou um bola, ele coloca para dentro, como fez contra a Chape. Como fez contra o Bragantino. Ele é centroavante, não ponta de lança ou segundo atacante.

Mas voltando ao título, falei no Mesa Redonda e confirmo aqui: a confiança está voltando. E quando o São Paulo assume uma liderança do Brasileiro, com a confiança de volta, sai da frente. O campeonato é muito longo e até acho que não teremos elenco para suportá-lo (vem aí Copa do Brasil e Sul-Americana), mas que é muito saboroso sonhar com bons tempos de volta, isso é. Por isso, desculpem o título “pachequista”, mas me deixem sonhar.

O time com cara de Crespo ganhou e assumiu a liderança do Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, parece que o ex-técnico Hernan Crespo não estava tão errado assim. Roger assumiu o comando e manteve exatamente o mesmo time, a mesma escalação, o mesmo posicionamento, a mesma estrutura de jogo. E ganhamos. E nos isolamos na liderança do Brasileiro.

Calleri fez uma partida espetacular, o melhor em campo, me representando dignamente com essa camisa. E o time, como um todo, acompanhou seu ritmo e, naquele verdadeiro pasto, nos trouxe a vitória e a liderança.

Sei que Roger não podia mudar tudo em dois dias. E se for inteligente, não vai mudar muita coisa, pois esse me parece ser o melhor time para se colocar em campo. Claro, com Enzo Dias no lugar de Wendel e talvez Arboleda no lugar de Alan Franco ou Sabino.

Não fiz editorial nem me posicionei aqui no Tricolornaweb sobre a demissão de Crespo e a vinda de Roger. Não entendi, não aceitei, achei um absurdo e o tempo vai dizer se estou certo ou não na contrariedade com essa mudança. Mas não vou escrachar Roger ainda. Quero dar o tempo necessário para que ele coloque seu trabalho em ação para, aí sim, fazer minha avaliação.

O fato, o mais importante, é que estamos na liderança, galgando pontos para não ficarmos com a calculadora na mão fazendo contas para não sermos rebaixados. É o que importa para o momento.