Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, você não sabe o quanto é difícil eu escrever meus editoriais, comentários, em virtude do que estamos vivendo. Quando você pensa que há um fio de esperança para que as coisas melhorem, elas pioram a cada momento.
Quanto Carlos Miguel Aidar foi afastado (renunciou, e depois foi expulso do Conselho Deliberativo) e assumiu Leco, achávamos que seria o início de um novo horizonte. Vimos o que foi a gestão Leco. Aí chegou Júlio Casares, com ideias renovadoras, mostrando uma visão incrível de marketing e governança. Só que o fez tudo em benefício próprio. Dele e de sua corja. Ai entrou Massis. Agora vai. E está indo. Para o fundo do poço. Aliás, um poço sem fundo.
Que time foi esses que vimos em campo contra o Fluminense? Três laterais em campo, dois do mesmo lado. Wendel, que não é bom nem como lateral, sua verdadeira posição, foi colocado como meia, ou então como atacante pela esquerda para fechar o corredor. E tomamos um baile por ali, porque nem Wendel correspondeu, nem Enzo Dias segurou. Foi um horror.
Do outro lado um Lucas Ramon que voltou visivelmente sem as melhores condições, tendo que ser ajudado por Arthur o tempo todo para dar conta, e também não deu. O miolo de zaga numa disputa acirrada: Doria e Sabino tiraram no par ou ímpar quem seria o pior. Acho que acabou empatado em ruindade.
Danielzinho e Cauly são duas piadas de mau gosto. Aliás, Danielzinho até foi bem na mão de Crespo, formando o tripé com Bobadilla e Marcos Antonio. Mas agora está dando raiva vê-lo jogar. Diga-se de passagem, o paraguaio está surpreendendo e a diretoria está rezando para todos os santos para que ele faça uma grande Copa do Mundo pela Seleção do Paraguai e represente uma boa venda para os cofres do clube.
Falar de André Silva é perder tempo e mais uma redundância. Aí entram Ferreira, Tapia, Luan, Cedric (os 52 minutos). O que muda? Apenas os jogadores, porque o futebol continua sofrível
O Fluminense poderia ter aplicado uma sonora goleada no Maracanã. Perdeu contra ataques com chances claras, por tentativa de perfeccionismo, ou por pena do São Paulo.
Ah, claro, não posso deixar de falar de Milton Cruz. Pelos lados da Barra Funda, certamente uma das pessoas mais nocivas ao clube em todos os tempos. Mas continua sendo paparicado por essa diretoria funesta, cujo presidente – e isso descobri ontem – é são-paulino simpatizante, porque o coração é santista.
Realmente, o São Paulo virou terra de ninguém, largado à própria sorte, fadado a um melancólico fim. O que abnegados fizeram em 25 de janeiro de 1930 e, junto a outros, lutaram por 80 anos para construir e manter como um gigante, teve nos últimos 15 anos uma destruição total, a partir de Juvenal Juvêncio, passando pelos demais, chegando até hoje.
Torcer para o São Paulo é uma grande dureza.