O empate sem gols contra o Corinthians resume perfeitamente o que tem sido o São Paulo neste fim de temporada: um time que até cria, compete em alguns momentos, mas quase sempre encontra uma maneira de desperdiçar as oportunidades que aparecem pelo caminho.
Na Vila Belmiro, o Tricolor teve a chance de dar uma rara alegria ao torcedor e, de quebra, complicar a vida do maior rival na luta contra o rebaixamento. Não conseguiu fazer nem uma coisa nem outra. Faltou qualidade na finalização, faltou agressividade nos momentos decisivos e, quando o jogo pediu ousadia, faltou coragem.
O resultado é especialmente frustrante porque o São Paulo teve oportunidades suficientes para sair vencedor. Não foram lances isolados ou uma partida em que o adversário dominou completamente. O Tricolor construiu as melhores chances da etapa final, colocou o Corinthians contra as cordas em vários momentos e, ainda assim, saiu de campo sem balançar as redes.
A ineficiência ofensiva voltou a ser o grande problema. Luciano, Calleri e Pedro Lima tiveram nos pés e na cabeça as oportunidades que poderiam mudar a história do clássico. Nenhuma delas entrou. Em uma temporada marcada por limitações técnicas e pela incapacidade de transformar volume de jogo em resultado, o roteiro se repetiu mais uma vez.
Dorival Júnior tentou mudar. Alterou a estrutura da equipe, utilizou Newton como volante e buscou soluções para um time que há tempos dá sinais de esgotamento. Algumas escolhas funcionaram, principalmente após a entrada de Calleri, quando o São Paulo passou a atacar com mais presença. Mas o futebol não premia apenas quem cria. Premia quem resolve. E o São Paulo, novamente, não resolveu.
Nem mesmo a expulsão de Yuri Alberto foi suficiente para mudar o cenário. Com um jogador a mais nos minutos finais, era a oportunidade perfeita para sufocar o rival e buscar a vitória. O Corinthians se fechou como pôde, enquanto o São Paulo mostrou pouca criatividade para desmontar a retranca. A manutenção de uma estrutura mais cautelosa, justificável pela preocupação com as bolas paradas, acabou limitando a pressão que o momento exigia.
O mais preocupante é que o empate não parece um acidente. Ele é consequência de problemas que acompanham a equipe há meses. Falta poder de decisão. Falta regularidade. Falta a capacidade de transformar superioridade em resultado.
Por isso, o sentimento deixado pelo clássico vai além da frustração pelos dois pontos perdidos. O que incomoda o torcedor são-paulino é a sensação de que o time chegou ao fim da temporada sem forças para oferecer algo diferente. A Libertadores virou uma possibilidade remota, e o campeonato caminha para um encerramento melancólico.
O São Paulo não perdeu apenas a chance de vencer o Corinthians. Perdeu mais uma oportunidade de mostrar que ainda há algo a salvar em 2026. E isso talvez seja o mais preocupante de tudo.
Dorival e cia nao faz nada de diferente, ainda mais depois da expulsao do Yuri manteve a zaga com 3 zagueiros tendo somente o tal do Menphis que estava como atacante, o medo de perder do Dorival faz o time ser covarde, tudo bem que nao tem muito o que fazer ja que o elenco é horrivel, fraco.
Entendo que o gramado com a chuva prejudicou muito o jogo, mas eu acredito que prejudicou mais o Curintias do que nós pq o time deles é mais rapido e com mais jogadores de qualidade e com mais vontade.
Ontem desse time e elenco so o Lucas e Arthur merecem ser titulares o restante sao no maximo reserva, esse meio de campo é um horror, a nossa zaga se apertar eles gemem, e ataque o que dizer do seu Luciano que a torcida idolatra nao faz merda nenhuma e seu calleri entao outro que nao sei o que faz.
Enfim ontem nao via a hora de acabar esse show de horrores e nao vemos a hora de acabar logo esse brasileiro melancolico para nosso amado tricolor que um dia foi grande, respeitado e vencedor, hj somos time pequeno que se contenta em manter na serie A. Mais um adendo se nao ganharmos os jogos que faltam acho que nem Sul Americana vai dar.