Em Salvador, o São Paulo reviveu em 90 minutos o roteiro que tem marcado toda a sua temporada. Na Arena Fonte Nova, o time saiu de um cenário de aparente desastre, encontrou forças para reagir, alimentou a esperança de uma virada e, quando parecia capaz de construir algo maior, voltou a sucumbir aos próprios erros. A derrota por 3 a 2 para o Bahia não foi apenas mais um resultado negativo. Foi o retrato fiel de um ano marcado por frustrações, inconsistências e ilusões passageiras.
Os primeiros minutos foram desastrosos. Antes mesmo de a equipe se encontrar em campo, o Bahia já havia construído uma vantagem de dois gols e dava sinais de que poderia ampliar. A fragilidade defensiva, velha conhecida do torcedor tricolor, mais uma vez escancarou as limitações de um sistema que segue cometendo os mesmos erros após 33 rodadas do Campeonato Brasileiro.
Mas, como tem acontecido ocasionalmente ao longo da temporada, o São Paulo encontrou uma reação capaz de renovar a esperança. O time cresceu na partida, pressionou o adversário e chegou ao empate com gols de Lucas e Bobadilla. A reta final da primeira etapa foi, talvez, o momento em que a equipe mais se aproximou da versão que seu torcedor imaginava ver com regularidade. Organizado, agressivo e competitivo.
A retomada do segundo tempo reforçou essa impressão. Com mais presença ofensiva, pressão na saída de bola e seus principais jogadores participando das ações perto da área, o São Paulo parecia ter encontrado o caminho da virada. Lucas, em uma de suas melhores atuações recentes, assumia o protagonismo e carregava o setor ofensivo nas costas, sendo a principal alternativa para desmontar a marcação baiana.
A esperança, porém, durou pouco. Aos poucos, o Bahia retomou o controle da partida enquanto o São Paulo desaparecia física e tecnicamente. O meio-campo deixou de conectar defesa e ataque, os espaços surgiram por todos os lados e a equipe voltou a exibir uma preocupante falta de organização coletiva. O que antes parecia uma reação consistente transformou-se novamente em um amontoado de jogadores desconectados e sem rumo.
O castigo veio da forma mais previsível possível. Em mais um lance de desatenção defensiva, mais uma bola alçada na área e mais uma sequência de erros de posicionamento, o São Paulo sofreu o terceiro gol. Uma cena repetida à exaustão ao longo do campeonato: defensores assistindo a jogada acontecer, pouca agressividade na marcação e nenhuma resposta a altura da exigência da partida.
A atuação foi uma síntese quase perfeita da campanha tricolor. Houve erros graves, lampejos de qualidade, momentos de empolgação e, no fim, a sensação inevitável de decepção. Uma equipe que passou boa parte do ano lutando para se afastar da zona de rebaixamento chegou a sonhar com uma vaga na Libertadores, mas nunca conseguiu sustentar esse discurso dentro de campo.
Com a derrota, a distância para o Fluminense, primeiro time dentro da zona de classificação para a Libertadores, chega a 11 pontos. A realidade se impõe de forma cada vez mais dura. O São Paulo que por alguns instantes sonhou alto volta a encarar aquilo que sua campanha sempre sugeriu: um fim melancólico para um Campeonato Brasileiro marcado por oportunidades desperdiçadas e expectativas frustradas. Na Fonte Nova, mais uma vez, a esperança durou menos do que a decepção.
Torcendo só para entrar o novo presidente (espero que da oposição) pra voltar a acompanhar o SPFC.
Pena que acabou a bet no Brasil, porque tá fácil demais apostar nisso. Dorival Junior fora de casa é derrota na certa.
Melhor deixar até o final do ano, mas não dá pra ficar com um sujeito que não ganha nada fora de casa.
Ja nao espero mais nada desse time etc. Só torço para acabar logo pq dia pior sempre para nós é próximo, e vai piorar mais na proxima rodada contra curintias somos mandante mas nao temos estádio e vamos jogar no pasto do Santos. Teremos que nos contentar com sul americana e olha la, derrota certa para eles.