Quadro sucessório do São Paulo pode apontar final inédito

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o momento é de decisão política dentro do clube. Nos próximos dias teremos a definição de quais serão os candidatos à presidência. Reputo essa como uma das eleições mais importantes da nossa história. Afinal, o futuro presidente vai ter que moldar o clube dentro do novo estatuto e, até por isso, ficará no cargo por três anos e meio, já que a partir de 2020 a eleição será em dezembro.

Carlos Augusto de Barros e Silva, naturalmente, será candidato á reeleição. Mas tem contra si Roberto Natel, ex-vice-presidente, que saiu do cargo para buscar votos entre conselheiros e se viabilizar. Natel propôs a Leco a realização de uma prévia, que indicaria o candidato da situação, mas a ideia foi rejeitada pelo atual presidente.

A oposição decidiu por não lançar candidato antecipadamente. Esperou que nomes aparecessem e fossem viabilizados, junto a conselheiros e também a sócios. Newton do Chapéu, que foi candidato contra Leco, na sucessão de Carlos Miguel Aidar, não entrou nessa cotação.

O nome que começou a ser formulado e jogado para análises dentro da oposição foi o de Júlio Casares, ex-vice-presidente de Comunicação e Marketing. Nome preferido de Abilio Diniz – que não quer a menor proximidade com Leco – acabou sendo rejeitado pela maioria dos conselheiros, pelo que pude apurar nos bastidores. Talvez o fato de ser coordenador do grupo político Participação, ao qual pertence Leco, tenha pesado para isso. Aliás, que fique claro, nas várias vezes que conversei com Casares, ele me garantiu que não postulava candidatura à presidência do São Paulo.

O nome que surgia de dentro da oposição era o de José Roberto Opice Blum. Mas seus deslizes na apuração das denúncias da Far East e outros escândalos que chegaram até a Comissão Disciplinar do Conselho Deliberativo, além da sua relação muito próxima com Carlos Miguel Aidar, o alijaram da disputa.

O fato é que o único nome, hoje, na oposição que conseguiria arregimentar apoiadores e viria com muita força seria o do ex-presidente Fernando Casal de Rey. Mas ele me afirmou algumas vezes, categoricamente, que não passa pela sua cabeça voltar ao comando do Tricolor.

Então o quadro hoje se resume no seguinte: Leco e Roberto Natel deverão ser os dois candidatos à presidência do São Paulo.  E muitas traições no campo político ocorrerão nos próximos dias.

Boa parte da diretoria atual do clube está nas mãos de grupos que, pelo que apurei, estarão ao lado de Roberto Natel, mas permanecem “fiéis” a Leco. São os casos do diretor Social, Manuel Moreira e o diretor Administrativo, José Moreira. Os dois pertencem ao grupo Legião, que tende a apoiar, maciçamente, a candidatura de Natel. Já o vice-presidente Social, Carlos Henrique Sadi, e o diretor de Tênis, Fernando Yanaguibashi  pertencem ao grupo Legenda, que é o partido de Roberto Natel. E Júlio Casares – volto ao seu nome -, coordenador do Participação, deve apoiar Roberto Natel. Fernando Bracalle Ambrogi, diretor de Esportes Amadores, deve seguir com Leco. Os vice-presidentes Administrativo, José Roberto Canassa – oriundo da oposição -, e de Comunicação e Marketing, José Francisco Manssur, também devem seguir com o atual presidente.

Então Leco ficaria com boa parte do Participação, mas teria como principais apoiadores grupos que outrora foram oposição e que, até pelo bem do São Paulo, cederam nomes para compor a diretoria. Cito aqui especificamente o assessor da presidência, Rodrigo Gaspar, e o diretor de Comunicação, Edson Lapolla. Me lembro que quando Leco foi eleito, defendi que houvesse união de situação e oposição para higienizar o São Paulo da administração Aidar. E esse foi, seguramente, um grande legado desta diretoria.

Mas o ineditismo fica por conta do seguinte ponto: no quadro que desenhei, Roberto Natel pode ter  apoiá-lo partidos da atual diretoria, enquanto Leco teria com ele boa parte dos partidos da antiga oposição. De onde concluo, de forma grosseira, que Leco poderá ser o candidato de oposição à sua própria gestão.

A temporada de traições está aberta.

 

9 comentários em “Quadro sucessório do São Paulo pode apontar final inédito

  1. PP, dos 4 nomes que vc citou na reportagem, apenas do Casares me agrada, embora não seja santo, pois Leco, Natel e Blum são péssimos, não agregam nada de novo ao clube, são da banda podre do clube.

    Estou ficando com raiva do Fernando Casal de Rey, quando o clube mais precisa dele, se esconde. Que Deus nos ajude!

  2. Os imbecis querem permaner no poder. Estarão ao lado do Leco, o grande frequentador do clube Pinheiros. Lá ele conhece tudo. No SPFC precisa de gps. Agora…ter como iliado esse aproveitador chamado Julio Casares….É BRINCADEIRA!
    Esse cara é moeda falsa. Como pode ser ele, o coordenador do Grupo Participação, que o Leco está insctito, se afinsr com o Roberto Natel. Pô, Natel! Cai na real. Vc não é farinha do mesmo saco desse prepotente né?

  3. Fora o cara do chapéu (francamente!), não tenho como dizer quem seria melhor, visto que acompanho apenas como torcedor, sem informações.
    Mas vi a conduta do sr. Abílio Diniz neste tempo todo e considero que o candidato apoiado por ele não seria bom. Além de querer mandar em tudo novamente, Milton Cruz também voltaria.

    ET.: Nada contra o profissional Milton que fez um bom trabalho no início, mas que depois sentou em cima. Demorou para sair e ainda falou besteira meses depois.

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