Um diferencial para estagnar a sangria e dar nova vida ao time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo goleou a Ponte Preta, no Morumbi, neste sábado à noite e estagnou a sangria que vinha sofrendo, mais uma vez este ano, pela sequência de três derrotas consecutivas: Fluminense, Grêmio e Náutico. Sei que a vitória por 3 a 0 foi mais pela fragilidade do time da Ponte que deverá brigar na zona de rebaixamento.

No entanto é preciso ressaltar que teve um nome que foi o responsável por tudo isso: Lucas. O garoto de 108 milhões de reais jogou muito, desequilibrou a partida, participou diretamente do lance que originou o pênalti (foi nele a falta que Jadson cobrou e, na sequência a penalidade), marcou o segundo gol e fez outras várias jogadas que poderiam ter redundado em gols. Lucas era quem estava faltando nesse time do São Paulo e talvez justifique minha contrariedade em sua venda, por mais que tenha sido um valor absurdo, pois quando ele for embora, Juvenal não poderá mandar Ney Franco colocar uma nota de 100 dólares correndo no campo.

Mas voltando ao jogo, o primeiro tempo foi de domínio absoluto do Tricolor. Fez 2 a 0 e poderia ter feito mais. Rogério Ceni fez uma única defesa e a Ponte não levou mais perigo ao gol tricolor.

Ney Franco começou com o e-5-2, com Paulo Assunção jogando pela ala direita, mas logo após o primeiro gol corrigiu o sistema tático e passou ao 4-4-2, com Paulo Assunção indo para a função de volante e Paulo Miranda atuando na lateral direita. E por incrível que pareça, mesmo deslocado e improvisado, Paulo Miranda fez uma grande partida. Mas vou repetir: o time da Ponte, incluindo seu ataque, não bota medo em ninguém.

No segundo tempo um marasmo total. A Ponte não tinha time para reagir e o São Paulo não tinha vontade de pressionar. Então ficou um joguinho de meio de campo, sem lances agudos nem para um lado, nem para o outro, e mesmo assim Cortez conseguiu tomar um cartão amarelo, em lance bobo, e está fora da partida contra o Corinthians.

Até com o sentido de preservar Lucas, Ney Franco o tirou, colocando Osvaldo em seu lugar. E ele acabou marcando um golaço, no estilo Lucas, fechando o placar em 3 a0, que retrata bem o que foi a superioridade do São Paulo.

E isso deu um alento, ainda que pequeno, à torcida.

6 comentários em “Um diferencial para estagnar a sangria e dar nova vida ao time

  1. Valeu pela vitória, para estancar ou estagnar as derrotas, mas continuamos a bater em bêbados, precisa vencer um time grande com autoridade para dizer se esse time pega liga ou não.
    E para isso temos um grande desafio, o time das galinhas que sempre foi osso duro de roer para o tricolor.
    Se ganhar das galinhas da marginal, aí sim vou dizer que o time estancou de vez o ciclo derrotas.

  2. Péssima idéia a venda do Lucas, e me parece má idéia a compra do Ganso.
    Outra coisa, se for pra abrir as pernas pra jogador, melhor abrir para segurar o Bruno Uvini do que o Paulo Miranda. O Bruno tem um futuro bem interessante e vale a pena botar esse cara pra jogar, já o Paulo Miranda, vimos no que dá.

    E uma pequena correção, não seria estagnar o sangue, e sim estancar o sangue hehehe.

    • Raphael, boa tarde, segundo o Aurélio Estagnar é Interromper(-se) o fluxo de (um líquido); ESTANCAR [td. : O fechamento das comportas estagnou a água do reservatório] [int. : A água estagnou(-se) e formou uma poça.]

      2. Fig. Deter ou ter detidos o progresso, a evolução de…

      Portanto, agradeço a colaboração, mas ESTAGNAR tem o mesmo significado de ESTANCAR. É apenas uma questão de preferência grafológica.

      • Oi Paulo, obrigado pela correção! Realmente nem imaginava que estagnar estaria correto para essa aplicação, pois nunca ouvi essa palavra associada ao sentido da frase, sempre ouvi estancar, mas se está correto, me desculpe pela observação errada!
        Um abraço!

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