Veja o que mudou no SP um mês depois da eliminação para o Mirassol

Quando a pandemia de Covid-19 paralisou o Campeonato Paulista, em março, o São Paulo já estava classificado para o mata-mata e era a equipe que jogava melhor no torneio. Era apontado como o mais forte candidato ao título. Mas o Mirassol enterrou o sonho.

A derrota por 3 a 2 para o time do interior, nas quartas de final, surpreendeu. Há um mês, a frustração no Morumbi gerou protestos, mudanças no time e no elenco, e uma pressão sobre a comissão técnica e a direção de futebol que ainda não se dissipou.

Neste domingo, porém, o São Paulo encara o Corinthians em casa, às 11h, pela sexta rodada do Brasileiro, naquele que é o momento de maior tranquilidade da equipe desde então. Com duas vitórias consecutivas no nacional, subiu à terceira posição da tabela, ainda que o desempenho seja irregular.

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Protestos
Os protestos da torcida começaram pouco depois da eliminação para o Mirassol, quando um grupo foi ao CT da Barra Funda e vandalizou a entrada do local.

O elenco se refugiou em Cotia nos dias seguintes em preparação para o Campeonato Brasileiro. Mas não houve sossego. Torcedores foram ao CT que geralmente recebe atletas da base e atiraram rojões. Houve dano a carros e ao hotel onde os jogadores se hospedam.

Torcedores também se reuniram no aeroporto de Guarulhos, de onde o time embarcou para o jogo contra o Goiás, que acabou adiado. Depois, um grupo grande protestou em frente ao Morumbi pouco antes da partida contra o Bahia. As faixas foram mantidas no estádio contra o Athletico.

Os alvos têm sido, principalmente, o técnico Fernando Diniz, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o gerente de futebol Alexandre Pássaro e o diretor Raí.

Mudanças no time
O primeiro a perder lugar no time após a eliminação no Paulista foi o atacante Alexandre Pato. Liziero entrou na equipe no início do Brasileiro com a responsabilidade de reforçar o sistema defensivo.

Foi pouco: após vencer o Fortaleza em casa, o time perdeu para o Vasco e empatou com o Bahia. Foi quando Diniz, no auge da pressão, resolveu fazer trocas mais radicais.

A zaga com Arboleda e Bruno Diniz, antes tida como ponto forte da equipe, foi trocada. Diego Costa e Léo, lateral-esquerdo improvisado, ganharam lugar. Gabriel Sara entrou no meio de campo com a saída de Igor Gomes. Luciano, recém-chegado, foi efetivado entre os titulares.

Os resultados apareceram: duas vitórias consecutivas, sobre Sport e Athletico, ambas por 1 a 0, e a terceira posição no Brasileiro, com 10 pontos.

Alexandre Pato deixou o São Paulo. O jogador, que perdeu lugar no time mas ainda tinha crédito com a torcida, rescindiu contrato com o clube pouco mais de um ano depois de voltar ao Morumbi.

O desgaste foi rápido. Contra o Vasco, no Rio, Pato não deixou o banco. Com o time sendo derrotado, Helinho e Gonzalo Carneiro, de poucas oportunidades no ano, entraram em campo. Mas Pato não.

Três dias depois, Pato já não era mais jogador do São Paulo. Ele rescindiu contrato com o clube, que alega, informalmente, que a separação fará com que o clube deixe de pagar cerca de R$ 35 milhões ao atacante até o fim do contrato, que iria até 2022.

Antes de Pato, porém, outro jogador caro e pouco utilizado deixou o Morumbi. Everton, porém, foi envolvido em uma troca com o Grêmio, que mandou para o São Paulo o atacante Luciano. O novo contratado teve início promissor no Tricolor: em três jogos, marcou dois gols e deu uma assistência.

Se a pressão foi amenizada pelas vitórias recentes, Diniz não teve menos trabalho nesses dias que antecedem o clássico contra o Corinthians. O técnico terá que fazer mudanças importantes no time por causa de desfalques.

Dois são certos: Reinaldo está suspenso, e Daniel Alves sofreu uma fratura no braço, sem previsão de volta.

Para o lugar do primeiro, Léo é a opção. Ele pode voltar à lateral, o que abriria chance para o retorno de Bruno Alves ou Arboleda à equipe titular.

A vaga de Daniel Alves tem mais candidatos: Luan, Liziero, Igor Gomes e Hernanes podem jogar, a depender de como Diniz decidirá montar a equipe, se mais cautelosa ou mais ofensiva.

Por fim, também há dúvidas no ataque. Luciano sente dores musculares desde a partida contra o Athletico. Ele participou de parte do treino da última sexta. Vitor Bueno também tem problemas físicos e corre o risco de não jogar. Paulinho Bóia e Helinho estão de prontidão caso os titulares fiquem fora.

A escalação do São Paulo, ainda cheia de incertezas, pode ser a seguinte: Tiago Volpi, Igor Vinicius, Diego, Arboleda (Bruno Alves) e Léo; Tchê Tchê, Hernanes (Luan, Igor Gomes ou Liziero), Gabriel Sara e Vitor Bueno (Paulinho Bóia ou Helinho); Luciano (Paulinho Bóia) e Pablo.

 

Fonte: Globo Esporte

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