
O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, que fazer de Rogerio Caboclo presidente do São Paulo. Ele conta com apoio do seu grupo e de parte do Legião, até porque quer fazer de Vinicius Medeiros vice.
Como não é segredo para ninguém, Caboclo foi execrado e retirado da presidência da CBF por assédio sexual contra sua secretária. Ele diz aos quatro cantos que foi absolvido. Na realidade, fez acordo com a vítima e pagou R$ 100 mil reais, revertidos em fundo para entidades de proteção à mulher vítima de estupro.
Mas o que poucos lembram são as relações de Caboclo com Ricardo Teixeira e Marco Pollo del Nero, ambos condenados por corrupção. Mas Caboclo também precisa explicar algumas coisas de lá de trás, que mostram bem a figura que querem colocar à frente do clube.
Em 2018 a Folha de São Paulo fez a seguinte matéria:
Futuro presidente da CBF multiplica seu patrimônio após virar cartola
O futuro presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, 45, viu seu patrimônio em carros e imóveis se multiplicar desde que começou a trabalhar como dirigente de federações de futebol.
Em 2001, quando assumiu seu primeiro cargo como diretor da FPF (Federação Paulista de Futebol), ele tinha cerca de R$ 570 mil de patrimônio. Após 17 anos, já acumula R$ 8,6 milhões, cerca de 15 vezes a quantia original —os valores foram corrigidos pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado).
Caboclo diz que o crescimento do patrimônio é condizente com a sua renda no período.
O aumento dos bens aconteceu principalmente a partir de 2012, quando o advogado entrou no Comitê Organizador Local da Copa de 2014.
Depois de assumir como diretor de relações institucionais do COL, e também o cargo de diretor executivo de gestão da CBF —posto ocupado por Caboclo desde 2014— adquiriu, entre outros bens, dois apartamentos, que somados custaram R$ 4,5 milhões, um carro BMW (R$ 320 mil) e um veículo da marca Mercedes-Benz (R$ 360 mil). Além disso, tem 16,8% de cinco imóveis adquiridos por R$ 7,2 milhões que estão em nome de uma empresa de sua família, da qual é sócio.
Um dos apartamentos comprados por Caboclo é avaliado atualmente em R$ 5,3 milhões e fica na zona sul de São Paulo.
O imóvel foi adquirido em junho de 2013, um ano antes do dirigente assumir o cargo de diretor financeiro da CBF.
Na época, Rogério era diretor do comitê organizador da Copa de 2014, financiado com recursos da Fifa.
Segundo a CBF, Caboclo ingressou na diretoria da confederação em outubro de 2014, quando José Maria Marin era o presidente e Marco Polo Del Nero o vice. Entre setembro e novembro do mesmo ano, sua empresa arrematou em leilões quatro imóveis, dois em São Paulo e dois em São Bernardo do Campo, por aproximadamente R$ 1,7 milhão.
As compras mais expressivas da empresa foram feitas em julho de 2017, quando adquiriu um prédio e um terreno na zona sul de São Paulo por R$ 5,5 milhões.
O investimento da firma em propriedades triplicou após o ingresso de Rogério no comitê organizador e na CBF.
Antes de 2014, a Caboclo Participações e Empreendimentos havia desembolsado R$ 2,361 milhões em investimentos imobiliários, distribuídos em cinco imóveis, sendo que somente um deles, comprado ainda em 2007, ano de criação da empresa, custou R$ 1,5 milhão.
Em 2015, Rogério Caboclo ainda adquiriu outro apartamento em seu nome. O imóvel custou cerca de R$ 390 mil e fica localizado no bairro do Ibirapuera, em São Paulo.
Os gastos do advogado com imóveis antes de ingressar na CBF eram inferiores. Como pessoa física, sua última aquisição havia sido um apartamento no bairro de Indianópolis, por R$ 460,6 mil, em valores corrigidos, em 2007. O mesmo foi vendido em 2012 por R$ 2,2 milhões.
Quando comprou esse apartamento, Caboclo trabalhava como diretor financeiro da FPF (Federação Paulista de Futebol). Na época, a entidade era comandada por Marco Polo Del Nero, presidente afastado da CBF e que escolheu Caboclo para sucedê-lo.
Hoje Caboclo mora no Rio de Janeiro, em um luxuoso apartamento na Barra da Tijuca, o qual a reportagem não encontrou entre seus bens pessoais.
Carros de luxo
Os bens de Caboclo não ficam restritos a imóveis. Desde que entrou na diretoria da CBF, Rogério Caboclo adquiriu dois carros de luxo.
O primeiro foi uma Mercedes CLS400 ano 2015, que à época custava cerca de R$ 360 mil. Atualmente, o veículo vale R$ 259 mil. O segundo é uma BMW X4 XDrive35I, ano de fabricação 2016, que custou cerca de R$ 320 mil.
Em 2002, Caboclo tinha em seu nome uma Mercedes Classe A (modelo mais popular da montadora alemã) e um Ford Focus, que na época valiam juntos R$ 70 mil.
Apesar dos automóveis de luxo, segundo fontes ouvidas pela Folha, Caboclo costuma se locomover de helicóptero.
Outro lado
Por meio da assessoria de imprensa da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo afirmou que seu patrimônio é compatível com seus rendimentos.
“Todos os bens adquiridos, seja por Rogério Caboclo, seja pelas empresas das quais é sócio, foram declarados no Imposto de Renda e são perfeitamente compatíveis com seus rendimentos”, disse a confederação em nota enviada à reportagem.
O futuro presidente da CBF recebe atualmente salário de R$ 120 mil como diretor executivo de gestão da entidade. Seu último salário na FPF, onde trabalhou entre 2001 e 2015, foi de R$ 35 mil —quando ocupava o cargo de diretor financeiro da federação.
Rogério Caboclo se tornou membro do comitê organizador do Mundial de 2014 em 2012. Chegou ao órgão por indicação de Marco Polo Del Nero junto com o ex-presidente da CBF José Maria Marin —hoje preso nos Estados Unidos por corrupção. Entrou na CBF após a Copa do Mundo.
A confederação afirma ainda que a Caboclo Participações e Empreendimentos Imobiliários, empresa da família do dirigente, atua há mais de dez anos na compra, venda e aluguel de imóveis e que a firma —da qual Caboclo é sócio minoritário— não tem qualquer relação com sua atividade na CBF.
Rogério Caboclo tem cinco empresas registradas em seu nome, mas só uma conta com a participação de pessoas que não fazem parte de sua família: a Caboclo Advogados Associados. Queila Girelli é a sócia do dirigente no escritório de advocacia.
A Folha encontrou poucos processos sob a responsabilidade de Caboclo. Um deles, defendendo a FPF, é da época em que o dirigente trabalhava na própria entidade.
Nas outras empresas, ele tem parentes como sócios, incluindo seus pais: a Caboclo Distribuitor Ltda, a Cromma Logística Empresarial e a Rommac Distribuidora de Produtos Alimentícios.
Antes de entrar na Federação Paulista de Futebol, Rogério Caboclo tinha em seu nome quatro propriedades imobiliárias, todas heranças de família, compartilhadas com seus pais e irmãos.
Duas delas pertenciam a ele desde 1988, uma outra foi registrada em seu nome em 1991 e a última em 1994.
Seu primeiro imóvel adquirido individualmente foi um apartamento comprado em 2001 —mesmo ano em que ingressou na FPF— por R$ 185,1 mil, em Indianópolis, na zona sul da capital.
Já em julho de 2006, Caboclo adquiriu em sociedade com seus parentes uma casa na Vila Guarani, também na zona sul, por R$ 108 mil.
Manobra de Del Nero
Rogério Caboclo conseguiu o apoio da maioria dos presidentes das federações para concorrer ao próximo mandato de presidente da CBF, com a ajuda de Marco Polo Del Nero.
Para registrar chapa na eleição da entidade, o candidato tem que ter o apoio de oito federações e cinco clubes. Caboclo já teria acertado com 20 dirigentes, todos a pedidos de Del Nero, o que inviabiliza outra candidatura.
Presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, tentou articular uma chapa de oposição, em vão. Agora, o pleito poderá ser realizado a partir do dia 15 de abril.
Na semana passada, a Fifa ainda renovou por mais 45 dias o banimento do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. O caso agora será julgado pela Câmara de Arbitragem do Comitê de Ética da Fifa, comandada pelo grego Vassilios Skouris.
Em dezembro, Del Nero já havia sido banido preventivamente por 90 dias pelo órgão da Fifa.
Agora vejamos uma matéria que saiu na mesma Folha de São Paulo, em 28 de maio de 2021
Presidente da CBF, Caboclo comprou apartamento de R$ 10,5 milhões à vista
Rogério Caboclo, 48, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), comprou à vista um apartamento de luxo de R$ 10,5 milhões na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, em dezembro de 2019. A aquisição faz parte de um aumento de patrimônio imobiliário, acelerado desde 2013.
O imóvel foi adquirido em dezembro de 2019, oito meses depois de o dirigente assumir o cargo maior da CBF, sediada no mesmo bairro. Na escritura, à qual a coluna teve acesso, é informado que o valor total foi pago de forma integral no ato da compra, por meio de cheque administrativo
A lista de imóveis de Caboclo aumenta desde 2013. No período, o dirigente e uma empresa da qual é sócio já usaram mais de R$ 23,5 milhões para adquirir terrenos, prédios e apartamentos.
Caboclo diz que a compra é compatível com seus ganhos. “Todos os bens que eu adquiri são perfeitamente compatíveis com meus rendimentos. Meus recursos são fruto de várias atividades profissionais que desenvolvi ao longo de mais de 30 anos de trabalho. Tudo está devidamente informado na minha declaração de imposto de renda”, afirmou.
Em 2012, Rogério Caboclo assumiu um cargo no Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo realizada no Brasil, em 2014. Em seguida, indicado pelo então presidente da CBF Marco Polo Del Nero, virou diretor financeiro da entidade, cargo que ocupou até o fim de 2016. A partir daí, se tornou superintendente e, em 2019, assumiu a presidência.
O crescimento de patrimônio
A reportagem teve acesso a documentos que mostram como os bens de Caboclo foram aumentando. Até 2013, os únicos imóveis de Caboclo estavam no nome de uma empresa de sua família, da qual ele é sócio com 16,8% de participação, ou eram fruto de herança. Os da empresa foram adquiridos por R$ 2,3 milhões (segundo as escrituras), todos antes de 2010. As propriedades deixadas como herança são compartilhadas com pais e irmãos, e todas elas foram construídas há mais de 80 anos.
A partir de 2013, o crescimento é acelerado. Primeiro, adquiriu um imóvel na pessoa física por R$ 4,15 milhão, em 2013. Depois, a movimentação da empresa aumentou. Foram cinco aquisições em leilão em 2014, totalizando investimento de R$ 1,75 milhão. No ano seguinte, comprou mais um apartamento em seu nome, por R$ 390 mil.
Em 2017, a mulher de Caboclo adquiriu um imóvel por R$ 1,35 milhão e uma de suas empresas comprou um prédio e um terreno por R$ 5,5 milhões, com R$ 3 milhões pagos no ato da assinatura, segundo a escritura.
A compra de maior valor aconteceu em 2019: o apartamento de R$ 10,5 milhões na Barra da Tijuca, pagos de forma integral no ato da compra. Localizado na avenida da praia, em frente ao Posto 6, o imóvel tem quase 300 m² de área exclusiva, com quatro suítes, vista privilegiada, sala de jantar, sala de TV, copa, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada e quatro vagas de garagem, além de um condomínio com 26 mil m² de área com infraestrutura de lazer e segurança.
Ainda são do dirigente dois carros de luxo: uma BMW X4 XDrive35I, ano 2016, de R$ 320 mil, e uma Land Rover Discovery Sport, ano 2015, que vale cerca de R$ 150 mil. Caboclo também foi dono de uma Mercedes CLS400 ano 2015, de R$ 360 mil, no período.
Comprar casa no Rio era “plano antigo”
Antes de 2013, o dirigente, na pessoa física, tinha comprado apenas dois imóveis: um apartamento (adquirido em 2001) e outro imóvel (comprado em 2007 e vendido em 2012), ambos em Indianópolis, bairro da capital paulista, pelos quais pagou R$ 2,2 milhões.
Rogério Caboclo foi diretor da Federação Paulista de Futebol (FPF) de 2001 a 2015, com salário que chegou a R$ 35 mil. Na CBF, em que chegou por indicação de Marco Polo Del Nero, recebia cerca de R$ 120 mil mensais como diretor financeiro. Como presidente, o salário de Caboclo é superior a R$ 200 mil mensais. Em um ano, um cartola da confederação pode receber até 16 salários.
À coluna, Caboclo declarou que era um plano antigo adquirir um imóvel no Rio de Janeiro, cidade na qual tem residência fixa há quase sete anos e onde vivia em apartamento alugado. Segundo ele, já existiam recursos suficientes em sua conta corrente para a compra do imóvel antes mesmo de assumir a CBF, de acordo com sua declaração de imposto de renda de 2018, entregue para a Receita Federal em abril de 2019. O UOL não teve acesso à declaração de imposto de renda de Caboclo.
O cartola disse que não é correto falar em aumento ou depreciação patrimonial sem conhecer efetivamente a situação financeira completa de qualquer pessoa, o que inclui a sua disponibilidade financeira, sua declaração de imposto de renda, entre outros aspectos. Acrescentou que a compra representou uma transferência da sua disponibilidade bancária para um ativo imobiliário.
Em seu nome, o presidente possui cinco empresas, todas em sociedade com familiares. Quatro delas são com pais e irmãos, sendo duas distribuidoras, uma de logística e outra de empreendimentos imobiliários. A outra é de advocacia, em parceria com a sua mulher.
Situação política se deteriora
Caboclo vive crise política no cargo que ocupa desde 2019, causada por denúncias que extrapolam a esfera esportiva. Segundo reportagem do UOL, o movimento para minar Caboclo é interno na CBF e em sua esfera de influência. Dentro da confederação, há relatos sobre grosserias, ordens sem sentido e aparente instabilidade emocional, em algumas vezes com estado descrito como “alterado”.
Funcionários evitam a presença de Caboclo quando percebem esse estado. Em uma reunião com os clubes, ele foi flagrado soltando palavrões aos presidentes das equipes.
Em busca de apoio, Caboclo chegou a procurar Ricardo Teixeira. E também voltou a estreitar laços com Del Nero, que chegou a fazer movimentos para abafar a insatisfação com o dirigente. Ambos estão condenados por corrupção e foram banidos do futebol.
Perguntado sobre denúncias de comportamentos tidos como inadequados, com acusações de supostos desvios de conduta e apelidos pejorativos recebidos por dirigentes do futebol, o presidente não fez qualquer comentário.
Segundo fontes ouvidas pela coluna, o comportamento errático de Caboclo se agravou nos últimos meses. Também apurou que existe discussão sobre a sucessão caso a situação se torne insustentável. Uma das alternativas seria a renúncia, que levaria a uma eleição com os oito vice-presidentes como candidatos e uma disputa aberta pelo poder.
Na última sexta (21), reportagem da ESPN ainda mostrou que o ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero interferiu na entidade mesmo após ter sido banido pela Fifa de todas as atividades ligadas ao futebol. Gravações reveladas mostram o ex-dirigente influenciando na confederação após sua saída, apesar de banido pela Fifa. A Fifa investiga o caso.
É esse ser que alguns querem na presidência do meu clube? Pois eu digo. Se for para ter um assediador sexual, previamente denunciado por corrupção na CBF, partícipe de esquemas com del Nero, como presidente, rasgo tudo o que tenho de São Paulo e vou cuidar da minha vida longe do clube que sempre amei, pelo qual sempre me doei e de quem nunca me usei.
Paulo Pontes



Olten esqueceu que Caboclo teve a vida revirada em rede nacional e que todos os B.Os dele foram expostos? O cara conseguiu ser EXPULSO da CBF, uma entidade que não expulsou EDNALDO.
Agora é hora de inundar os grupos dos NOBRES SÓCIOS com essas informações. Todos os dias.
Pelo que parece quer arrumar um meio de enriquecer mais ainda
E têm conselheiros que apoiam isso? Muita falta de consideração com nossa Instituição!
Já sei…… tem o X-9 no meio…… Só pode!
Parabéns SPFC. NO FUTEBOL: Z.E.R.O ! NAS PÁGINAS POLICIAIS: 1.000 !
Vai CU-RINTHIÁ !
Paulo, e tem sócio que vota nesse traste?
O objetivo dele é dividir os votos da oposição, que achou de bom tom salvar esse rato pinguço. Certamente um dos movimentos políticos mais estúpidos da história.