Tricolor se movimenta por reforços, mas esbarra na falta de dinheiro

A nova diretoria do São Paulo, empossada há uma semana, com a eleição de Carlos Augusto de Barros e Silva à presidência do clube, movimenta-se nos bastidores em busca de reforços para suprir as baixas de Rogério Ceni, Luis Fabiano e Alexandre Pato, praticamente certas para 2016. Mesmo com o planejamento sendo executado, porém, os tricolores esbarram na falta de dinheiro, consequência das últimas gestões, para concluir os projetos.

“Estamos tentando e vamos ver o que acontece nos próximos dias. O São Paulo está com dificuldade, como todos os clubes brasileiros, mas elas existem e precisam ser superadas. Quando falo que vamos tentar encontrar algo, não quer dizer que vamos dispor de quantidades astronômicas de dinheiro”, disse à Rádio Bandeirantes o vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, reconduzido ao cargo por Leco. Além dele, Gustavo Vieira, executivo de futebol, é outro que participa dos projetos.

No momento, o foco da cúpula é utilizar atletas que voltam de empréstimo como moeda de troca para buscar novidades. No total, são 13 atletas cedidos por empréstimo até o encerramento desta temporada, sendo que apenas Thiago Carleto, cujo vínculo se encerra em dezembro, e Ewandro, cedido até o final da próxima temporada ao Atlético-PR, não retornam automaticamente ao Tricolor.

A lista de cedidos a outros times tem os zagueiros João Filipe e Luiz Eduardo, os laterais Henrique Miranda, Carleto, Matheus Caramelo, Luis Ricardo e Cortez, os volantes Wellington, Lucas Farias e Maicon, o meia Roni e os jovens atacantes Ademilson e Ewandro.

Dentre esses nomes, dois volantes se destacam como possíveis trunfos. Wellington, que está no Internacional, e Maicon, no Grêmio, interessam aos gaúchos para 2016 e podem ser envolvidos em negociações. O segundo, que deixou o Tricolor paulista devido a alguns atritos com a torcida e foi bastante elogiado por Juan Carlos Osorio, durante a passagem do colombiano pelo clube, já assegurou que não quer retornar ao Morumbi.

“Infelizmente, está muito difícil trazer de volta. Eu tenho interesse muito grande, há 30 dias conversei com ele e ele nos garantiu que não quer voltar ao São Paulo porque saiu com atrito muito grande com a torcida e ele é muito querido no Grêmio, onde é capitão”, disse Ataíde, sem especificar qual atleta do time sulista poderia interessar.

De olho em renegados

Apesar de não confirmar oficialmente, o São Paulo observa a situação de dois nomes afastados recentemente pelo Flamengo: o meia Éverton e o atacante Marcelo Cirino. A dupla, que foi punida após divulgação da participação deles em uma festa durante a última semana, em meio a uma sequência de seis derrotas nos últimos sete jogos do Rubro-Negro, é vista como possíveis contratações sem grande ônus financeiro.

Contratado pelo fundo de investimento Doyen, o mesmo que financiou a ida de Leandro Damião ao Santos, Cirino poderia ser emprestado para recuperar seu melhor futebol. Enquanto esteve no Atlético-PR, entre 2013 e 2014, ele foi sondado algumas vezes pelo Tricolor, mas nada que chegasse a propostas oficiais. Com preço fixado na casa dos R$ 16 milhões, uma transferência seria inviável. O empréstimo, pagando o salário de cerca de R$ 200 mil, no entanto, se encaixa na política financeira são-paulina.

Éverton, por sua vez, tem a chegada mais complicada. Mesmo afastado, ele agrada à diretoria flamenguista por ter feito uma boa temporada em 2014, ajudando a equipe a se livrar do risco de rebaixamento. De acordo com o que apurou a reportagem, sua reintegração é tida como questão de tempo entre os diretores cariocas.

Lugano: clamor da torcida, pessimismo da diretoria

Outro nome que ganha força para a próxima temporada é o de Diego Lugano. Apesar de o empresário do jogador, Juan Figer, considerar difícil a negociação e o próprio Ataíde tê-lo descartado quando era vice de Aidar, o clamor da torcida pela contratação mudou o cenário no Tricolor. Leco, logo que assumiu a presidência, disse que ia “estudar a chegada” do uruguaio e já colocou o defensor na pauta de reforços.

Para que isso aconteça, no entanto, o clube precisaria negociar diretamente com o Cerro Porteño, clube que possui vínculo com o atleta até o meio do ano que vem, com opção de renovação por mais um. Figer já avisou que o atleta é “caro”, recebendo um salário na casa dos R$ 300 mil no Paraguai.

Manutenção complicada de Pato

Apesar de já ter descartado a sua permanência em 2016 e de ter sido visto como muito caro por Leco, o camisa 11 ainda é visto como um sonho por Ataíde e companhia. Para o diretor, a permanência do atacante, além de melhorar a qualidade do elenco, seria uma resposta à torcida, que já sabe que perderá os ídolos Rogério Ceni e Luis Fabiano.

Com preço fixado acima dos R$ 42 milhões, no entanto, Pato está fora da realidade financeira do Tricolor. Uma nova troca, como a arquitetada com a ida de Jadson ao Parque São Jorge no empréstimo do avante, é estudada. Nenhum nome do atual elenco, porém, foi colocado à mesa para ajudar na transferência.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

4 comentários em “Tricolor se movimenta por reforços, mas esbarra na falta de dinheiro

  1. Relembrando os nomes acima e mais alguns que estão no elenco e outros vendidos ou trocados, tem-se a plena visão da quantidade de besteiras e rolos foram feitas em termos de contratações.

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