Os três gols de bola aérea sofridos pelo São Paulo na última terça-feira, diante do 4 de Julho, no Piauí, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, escancararam o problema do time reserva escalado por Hernán Crespo.
Os gols se acumulam a outros três que a equipe alternativa já havia sofrido na temporada da mesma maneira. Contra o 4 de Julho, foram dois gols em cobranças de falta e outro após um escanteio (veja no vídeo acima).
Um dos jogadores mais experientes do elenco, Hernanes reconheceu as falhas na última terça-feira e alertou para que o problema seja corrigido. Com a derrota, o São Paulo será obrigado a vencer por dois gols de diferença para avançar às quartas de final, na próxima terça-feira, no Morumbi.
– Pecamos na bola parada. Foram três bolas paradas. Lamentável. Levantar a cabeça – afirmou o meia.
E não foi por falta de lances como esse para que o problema fosse corrigido. Na única derrota pela Libertadores, a bola aérea foi a vilã. Naquela ocasião, o zagueiro Novillo apareceu na área para cabecear praticamente sozinho e decretar o 1 a 0 a favor do Racing, no Morumbi.
Também pela Libertadores, o Tricolor perdeu a chance de se classificar de forma antecipada para as oitavas de final do torneio depois de um empate com o Rentistas, do Uruguai. E como foi o gol do rival? Na bola aérea.
Na ocasião, a zaga do São Paulo não cortou o cruzamento na área em cobrança de escanteio, e a bola sobrou livre para Lamas.
O outro gol sofrido na bola aérea foi também após uma cobrança de escanteio. Ainda pelo Campeonato Paulista, o São Paulo recebeu o Guarani no Morumbi, venceu por 3 a 2, mas não se livrou do “fantasma” de bolas alçadas na sua área.
São seis gols sofridos neste tipo de fundamento nas sete partidas em que a formação majoritariamente suplente do São Paulo foi a campo por necessidade.
O caos no calendário, que fez o time a encarar duas maratonas desde abril, obrigou a comissão técnica a recorrer a atletas menos utilizados até então. O São Paulo chegou a atuar duas vezes em um espaço de 48h, dividindo a atenção entre Libertadores e Paulistão.
O “expressinho” tricolor atuou diante de Guarani, Ituano, Mirassol, Rentistas, Racing, Sporting Cristal e agora diante do 4 de Julho. Somente diante da equipe de Itu e dos peruanos, a formação alternativa saiu sem sofrer gols.
O Rodrigo Freitas foi dispensado em times pequenos de Portugal. Não poderia dar certo no São Paulo. Zagueiro lento que não tem recuperação e ainda muito fraco nas bolas aéreas. Quanto ao Diego, ele deveria voltar a ser meio-campista de contenção, onde rende mais. Também é fraco nas bolas aéreas. No que se refere ao Zé Roela, pelo qual pagamos alguns milhões de reais, sua presença no elenco é totalmente dispensável. Aliás, gostaria de saber quem indicou esse cara?
Rigoni precisa estreitar com urgência e emergência, e tomara que Benítez volte logo , Igor Gomes, Gabriel Sara, Vitor Bueno e Pablo não dá mais . Só para lembrar que quando esses quatro teve juntos foi só fracasso.
Se tirar Bruno Alves, Miranda, arboleda e o até o Léo não sobra um zagueiro bom no SPFC