Tchê Tchê vai a manifestação contra o racismo na capital paulista

O volante Tchê Tchê, do São Paulo, compareceu a uma manifestação contra o racismo na capital paulista neste domingo. Durante a semana, o jogador se posicionou sobre o tema em suas redes sociais.

Na foto postada neste domingo, o jogador aparece ao lado da esposa, que utiliza uma máscara com os dizeres “Clube do antirracismo e antifascismo” (na tradução para o português).

Em reportagem ao Esporte Espetacular deste domingo, Tchê Tchê bateu um papo com o ator Lázaro Ramos e contou como enfrenta o racismo no Brasil.

– Vim de uma origem muito humilde. Sei o que é ser negro, o que é entrar no shopping e as pessoas olharem tipo: “O que ele está fazendo aqui?” Muitas vezes o direito de sonhar nos é tirado. Porque quando a gente é criança, a gente planeja, tem vários sonhos, mas, ao meu ver, o que é vendido é que não temos essa condição.

Engajado nas causas sociais, o volante tem duas tatuagens de símbolos históricos que lutaram contra o racismo. Em uma perna, Tchê Tchê tem uma imagem de Malcolm X. Na outra, o rosto de Martin Luther King.

– Hoje, temos o privilégio de ser uma voz no nosso país e ser alguém em quem as pessoas se espelham. Essas tatuagens eu fiz quando estava na Ucrânia. Se não me engano, depois de alguma situação que acabei sofrendo lá.

No final de março, o volante do São Paulo deu uma declaração à SPFCtv sobre o tema quando perguntado sobre seus sonhos:

– Que não houvesse pobreza e nem racismo. Que todos fossem tratados iguais.
Assim como diversos jogadores ao redor do mundo, Tchê Tchê já foi vítima de racismo. Em 2016, quando ainda defendia o Palmeiras, ele foi chamado de “macaco” por um torcedor do Athletico-PR.

Na ocasião, o jogador não tomou nenhuma medida contra o agressor e minimizou o fato em entrevista coletiva.

Entenda a manifestação

George Floyd, que sofria de doença arterial coronariana e doença cardíaca hipertensiva, morreu asfixiado por um policial na cidade de Minneapolis, no estado americano de Minnesota. O oficial ficou durante 8 minutos e 46 segundos pressionando o pescoço do homem negro de 40 anos com o joelho. Foram divulgadas imagens da brutalidade e, posteriormente, o policial acabou preso.

A comunidade americana julga o ato como discriminação racial. Desde o início da semana, protestos vêm ganhando força na cidade de Minneapolis. No esporte, grandes referências mundiais também se manifestaram. LeBron James, um dos líderes na causa, chegou a vestir uma camisa com a frase “não consigo respirar”.

No Brasil, o Movimento de Favelas do Rio de Janeiro realizou um ato no último domingo. Recentemente, em São Gonçalo, região metropolitana, o adolescente João Pedro, de 14 anos, foi assassinado durante uma operação policial.

 

Fonte: Globo Esporte

5 comentários em “Tchê Tchê vai a manifestação contra o racismo na capital paulista

  1. Curiosamente não tem confronto qdo tem torcedores de futebol envolvidos, ficam com medo, muito mais fácil agressão covarde a mulheres, enfermeiros e jornalistas, algo que essa turma de babacas aprecia fazer.

  2. Trabalhar não pode! Mas se aglomerar na rua pra bater em pessoas com a camisa da seleção, ou quebrar patrimônio privado, pode!!

    Está “serto” amigão!!

  3. Era sim pra evitar aglomeração. Mas quando temos um idiota incompetente e reacionário como presidente que apoia manifestação pró fechamento do congresso e STF não resta outro jeito senão apoiar atos em apoio à Democracia.

    Já achava um bom jogador, agora vejo que o Tchê teche tbm é um cidadão consciente.

  4. Já tinha meu respeito como jogador, agora tem todo meu respeito como cidadão….

    Em tempos de pandemia ele sai do conforto da sua residência leva a família para lutar por uma causa!!!!

    Simplesmente sensacional!!!!!?

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