SP pune sócios mas livra cara de conselheiros no caso do Basquete

O São Paulo identificou, em meados de 2025, um alojamento utilizado por atletas do basquete nas proximidades do complexo social do clube. Segundo a apuração interna, o imóvel funcionava sem autorização institucional, sem supervisão formal e sem qualquer vínculo oficial com o São Paulo.

As primeiras informações levantadas pelo clube indicaram que pessoas ligadas à diretoria da modalidade, além de assessores e associados que atuavam no basquete, participavam da manutenção e da operação do imóvel. Ainda de acordo com os relatos, o local era apresentado a atletas e familiares como se fosse ligado ao clube, apesar de não haver aprovação administrativa nem respaldo estatutário.

Diante da gravidade do caso, as Diretorias Executivas abriram imediatamente uma investigação interna. A apuração reuniu depoimentos de funcionários, atletas e responsáveis por menores hospedados no local, além da análise de documentos, comprovantes financeiros, mensagens eletrônicas e outros materiais relacionados ao funcionamento do alojamento.

No decorrer da investigação, o clube constatou que o imóvel era usado para abrigar, ao mesmo tempo, atletas adultos e adolescentes das categorias de basquete. Segundo a apuração, o ambiente não tinha controle institucional, fiscalização adequada nem cumpria exigências mínimas de segurança, proteção e acompanhamento para o acolhimento de menores.

A apuração também identificou a cobrança recorrente de valores dos atletas pela hospedagem. Conforme os elementos reunidos pelo clube, os pagamentos eram destinados a terceiros envolvidos na gestão informal do espaço, entre eles associados ligados institucionalmente à modalidade.

De acordo com o material analisado, o caso revelou um cenário de imprudência e irresponsabilidade. Entre os pontos apontados está a convivência irregular entre menores e maiores de idade em instalações sem controle formal, protocolos de segurança, licença adequada ou acompanhamento de órgãos competentes.

As condições encontradas no imóvel apontaram problemas estruturais relacionados à higiene, à alimentação, à segurança e à salubridade. Na avaliação registrada pela investigação, os atletas foram expostos a riscos incompatíveis com uma política adequada de proteção esportiva, o que também poderia gerar responsabilização administrativa, desportiva, civil e criminal para o clube.

O quadro descrito na apuração remete a casos conhecidos do esporte brasileiro envolvendo alojamentos irregulares e inseguros para atletas de base, como a tragédia no centro de treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, onde falhas estruturais e de fiscalização provocaram a morte de dez adolescentes. Embora os episódios tenham contextos distintos, a referência foi usada para dimensionar a gravidade de manter menores em instalações precárias, sem autorização formal, controle adequado e cumprimento das exigências legais de segurança.

Ao final da investigação, o clube apontou possíveis violações ao estatuto social, às diretrizes internas de governança e às normas institucionais. A apuração também indicou riscos relevantes à integridade dos atletas, à imagem do São Paulo e à segurança jurídica e patrimonial da instituição.

Com base nos fatos apurados, o caso foi encaminhado à Comissão Disciplinar do SPFC, que instaurou procedimento investigativo-sancionador. Ao fim da tramitação, três associados envolvidos foram punidos com suspensão pelo órgão interno do clube.

Segundo o registro da investigação, os fatos ocorreram no período em que os conselheiros Vinicius Medeiros e Wanderson Rocha exerciam funções diretivas na modalidade. Portanto, deveriam ter sido responsabilizados diretamente por isso. Mas, como no São Paulo, amigo do rei tem regalias, não foram. Pois eram e continuam sendo amigos do rei.

Paulo Pontes

3 comentários em “SP pune sócios mas livra cara de conselheiros no caso do Basquete

  1. São leões contra quem tenta manchar a imagem já IMUNDA do clube, mas umas TCHUTCHUQUINHAS contra os amigos do rei que criaram toda essa situação nefasta.

    Nada que um belo camaço de pau bem dado nessa cambada não resolva, mas aí é o departamento do
    BABY, BABY, BABY oohh, BABY, BABY, BABY oohhh, mas aí é capaz dele pegar o pau e enfiar… bom deixa pra lá.

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