Entre altos e baixos, o São Paulo encerrou a primeira metade da temporada em uma situação regular. Apesar de ter chegado na semifinal do Campeonato Paulista, se manter no G4 do Brasileirão a maior parte do torneio e liderar seu grupo na Sul-Americana, o semestre inicial do ano tricolor foi marcado pelas trocas de técnicos e por uma queda precoce na Copa do Brasil.
O início do ano são-paulino não foi bom, com a equipe garantindo a vaga para o mata-mata do Campeonato Paulista apenas nas rodadas finais da primeira fase. Contando com declarações polêmicas de Crespo e briga nos bastidores, o ponto alto da temporada tricolor foi março. Apesar de ter caído para o Palmeiras na semifinal do Estadual, o Tricolor brigava pela liderança do Brasileirão e a equipe de Hernán Crespo demonstrava um ótimo desempenho dentro de campo.
Porém, após a eliminação para o Palmeiras e a demissão de Crespo, a temporada promissora do São Paulo começou a dar sinais de uma possível oscilação, que se confirmou com Roger Machado. Mesmo com seus resultados positivos iniciais – chegando a assumir a liderança do Brasileirão -, o desempenho da equipe caiu drasticamente e, além disso, lesões começaram a atrapalhar o Tricolor.
A diretoria são-paulina bancou o trabalho de Roger Machado, que estacionou o clube na quarta posição do Brasileirão. Apesar do protesto incessante da torcida tricolor, os resultados e tropeços dos adversários diretos na briga pelo G4 mantiveram o comandante.
No entanto, o ponto mais baixo da temporada são-paulina aconteceu em maio. Após vencer o Juventude por 1 a 0 no Morumbis, perdeu por 3 a 1 no Alfredo Jaconi e deu adeus à Copa do Brasil ainda na primeira fase que disputou. Após essa eliminação e a derrota no clássico para o Corinthians, a jornada de Roger Machado chegou ao fim, dando espaço para Dorival Júnior.
A chegada de Dorival foi muito empolgante para os torcedores, mas ainda não rendeu resultados para o São Paulo. A equipe caiu da quarta para a oitava posição no Campeonato Brasileiro e, apesar de avançar diretamente às oitavas de final da Sul-Americana, o desempenho em campo continua deixando a desejar.
A chance mais realística de título para o São Paulo, sem dúvidas, é na Copa Sul-Americana. Como foi o líder do Grupo C, a equipe de Dorival Júnior não precisará jogar a fase de pré-oitavas. No entanto, o chaveamento do torneio é complicado. Nas oitavas, o Tricolor enfrenta o vencedor entre Grêmio e Bolívar, além de ter os gigantes Boca Juniors e River Plate em seu lado da chave.
Veja os números do São Paulo nesta temporada:
Jogos: 36
Vitórias: 16
Empates: 8
Derrotas: 12
Gols pró: 45
Gols contra: 39
Saldo de gols: 6
Artilheiro: Luciano e Calleri, com 11 gols.
Quem mais jogou: Rafael, com 34 jogos.
Desempenho: Paulistão (semifinal), Copa do Brasil (5ª fase), Brasileirão (8º lugar) e Sul-Americana (oitavas de final)