De volta ao Morumbi após a derrota na final da Copa Sul-Americana, na semana passada, os jogadores do São Paulo encararam protestos tímidos de torcedores, apesar da expectativa de manifestações mais relevantes no duelo contra o Botafogo, neste domingo, pelo Brasileiro. O jogo acabou com vitória carioca por 1 a 0.
Até por isso, foi possível perceber um reforço no policiamento no entorno do Morumbi antes do duelo, uma preocupação principalmente com o momento da chegada da delegação tricolor no estádio.
Neste domingo, a Polícia Militar montou barreiras para conter o público em um local mais distante que o comum do portão principal, por onde entra o ônibus, e contou com apoio de policiais a cavalo no local.
O ônibus do São Paulo chegou mais tarde que o normal, cerca de uma hora antes da partida, e entrou no Morumbi sem problemas. Alguns poucos torcedores vaiaram a delegação nesse momento.
Sem festa! Veja a chegada do ônibus do São Paulo ao Morumbi
Uma da torcidas organizadas do clube, que tem uma sede ao lado do estádio, prometeu distribuir pipoca e narizes de palhaços a torcedores para a partida, em forma de protesto. Alguns deles utilizaram o adereço durante o jogo. No intervalo, num primeiro tempo sem gols e de pouca chances, vaias foram ouvidas.
As manifestações mais eloquentes foram ouvidas no fim do confronto, quando o Botafogo já vencia por 1 a 0. O grito principal foi de “time sem vergonha”.
As críticas se devem à derrota na final da Copa Sul-Americana, no último sábado. Membros da principal organizada do clube acusam os jogadores de fazerem corpo mole no jogo mais importante da temporada.
Numa tarde de chuva forte, que atrapalhou principalmente o primeiro tempo da partida contra o Botafogo, as arquibancadas do Morumbi também receberam público menor do que os que o São Paulo tem registrado nos últimos meses, com 23.918 pagantes.
O clima hostil chega em um momento em que o São Paulo briga por uma vaga entre os oito primeiros colocados do Brasileirão, de olho em uma vaga na próxima Libertadores.
Com a derrota, o time não consegue entrar no G-8, estaciona nos 40 pontos e vê o Botafogo avançar, com 43.
Nossa torcida já sofreu tanto nos últimos anos que agora se encontra RESIGNADA e assimilou o fato de passarmos de um time GRANDE, de outrora, para um time apenas médio e cujo objetivo é permanecer na serie A e, no máximo, se der, disputar uma vaga para a pré-Libertadores. Essa é a realidade atual. Nem nos anos 60, quando o foco era a construção do Estádio, nossos times foram tão fracos e sem competitividade. O termo “competir” vem sendo utilizado pelo RC e diretoria de forma indevida, inadequada para os padrões atuais do futebol. Quando começou o campeonato eu escrevi aqui que tínhamos montado um time para idsputar o 10o. lugar e que no melhor cenário poderíamos ficar em 7o/8o. Acho que acertei… Aliás, não precisa saber muito de futebol para acertar esse tipo de prognóstico.