São Paulo recorre à perícia para identificar saques irregulares

O São Paulo recorreu a uma perícia para apurar saques considerados irregulares realizados nas contas do clube em anos anteriores. A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL e confirmada pelo Lance!.

O caso faz parte da disputa judicial entre o Tricolor e a FGoal Marketing e Eventos, que ganhou repercussão no início deste ano. O clube sustenta que a empresa efetuou retiradas indevidas por meio das maquininhas utilizadas no estádio, sem autorização interna e sem relação com os serviços prestados, o que embasou a rescisão contratual por justa causa.

Em sua defesa, a FGoal alega que os valores foram autorizados verbalmente pelo ex-diretor social Antonio Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé, e que havia conhecimento por parte dos departamentos financeiro e jurídico. Segundo apuração do Lance!, o próprio ex-dirigente chegou a redigir uma carta afirmando que o clube estava ciente das movimentações.

Para rebater essa versão, o São Paulo encomendou uma análise pericial. De acordo com documentos apresentados, foram revisados três anos de e-mails do domínio corporativo do clube, sem que fosse encontrada qualquer evidência de autorização para esse tipo de operação.

O caso também é alvo de investigação do Ministério Público e da Polícia Civil, que apuram possíveis irregularidades e suspeitas de corrupção no setor social do clube.

São Paulo vence ação, e Justiça condena FGoal a pagar R$ 793 mil
O São Paulo deve receber R$ 793.650,07 após a Justiça condenar a FGoal, agora antiga fornecedora de alimentos e bebidas do Morumbis. A decisão é da 3ª Vara Cível do Butantã. Em fevereiro, o clube anunciou o rompimento com a empresa após apontar irregularidades.

O valor corresponde a 9,9% do montante da causa, fixado em R$ 8.016.667,34 após atualização judicial. No entanto, a decisão considerou que esse valor não refletia o real conteúdo econômico da disputa.

A Justiça entendeu que houve redução intencional do valor da ação para evitar a transferência do processo para outro fórum. Com isso, o caso permaneceu em um foro regional, que tem limite de valor, em vez de seguir para o Foro Central, onde já tramitava uma ação anterior. Para o entendimento judicial, a medida configurou tentativa irregular de definir onde o processo seria julgado.

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