São Paulo prioriza diminuir lesões em 2020; time teve 48 problemas médicos

Um dos principais objetivos do São Paulo em 2020 é diminuir o número de lesões no elenco. Em 2019, o time registrou 48 problemas médicos ao longo da temporada. As ausências de jogadores importantes, inclusive, atrapalharam o time durante as competições disputadas.

Pablo, Hernanes e Alexandre Pato, por exemplo, foram três vezes para o departamento médico e desfalcaram o Tricolor em jogos importantes. O primeiro perdeu 29 partidas por conta de lesões. Ao todo, 25 atletas tiveram algum tipo de problema médico.

Internamente, diferentes fatores foram considerados como possíveis influências nas lesões dos jogadores.

Veja abaixo:

  • Descuido de atletas: jogadores que estão com dores e não avisam o problema ou não detectam a real região na qual estão sentindo;
  • Mudanças na comissão técnica: Fernando Diniz foi o quarto treinador do São Paulo em 2019. André Jardine, Vagner Mancini (interinamente) e Cuca dirigiram a equipe antes. Cada um deles tem uma comissão com metodologias de treinos, cargas de trabalho e processos diferentes. O preparador físico Carlinhos Neves, por exemplo, deixou o clube em junho, após ser contratado em dezembro de 2018.
  • Jogadores que chegam de outros times: o São Paulo contratou 14 atletas para 2019, entre os quais sete de times estrangeiros. Pato e Hernanes, por exemplo, estavam na China, onde o calendário é mais ameno.
  • Diagnóstico: o caso de Pablo ficou marcado, pois o atacante inicialmente sentia dores nas panturrilhas e depois foi descoberto um cisto na região lombar. O jogador foi submetido a uma cirurgia.

Em outubro, o São Paulo se movimentou em busca de respostas para a situação das recorrentes baixas. A questão era considerada complexa no São Paulo e incomodou, especialmente porque o time só disputou o Brasileirão desde o fim de maio, quando foi eliminado nas oitavas da Copa do Brasil.

Para não repetir 2019, o clube fez mudanças na comissão técnica. Em dezembro, quatro profissionais foram demitidos (Wellington Valquer e Henrique Martins, preparadores físicos, Altamiro Bottino, coordenador científico, e Marco Aurélio Melo, fisiologista).

Nessa reestruturação, o São Paulo contratou Luís Fernando de Barros, fisiologista do Santos há cerca de dez anos e que viajava com o time para os jogos. O profissional trabalhou, por exemplo, com a geração de Neymar – o hoje atacante do Paris Saint-Germain atuou no Santos de 2009 a 2013.

O elenco são-paulino se reapresenta na próxima quarta-feira com praticamente todos os jogadores recuperados de qualquer tipo de lesão. Everton, que terminou o ano com lesão parcial no ligamento cruzado posterior do joelho esquerdo, retorna e participará da pré-temporada com os demais companheiros.

O único ainda em recuperação é o atacante Joao Rojas. Ele não joga desde o dia 26 de outubro de 2018, quando sofreu ruptura nos ligamentos do tendão patelar do joelho direito em duelo contra o Vitória.

Fonte: Globo Esporte

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