O São Paulo foi pioneiro entre os clubes brasileiros ao lançar um programa de sócio-torcedor, em 1999. Durante anos, a iniciativa colocou o Tricolor na liderança nacional do segmento. Mais de duas décadas depois, porém, a realidade é bem diferente. Em 2026, o clube contabiliza apenas 25 mil sócios-torcedores com contratos ativos, o menor número registrado desde 2021.
Esse total considera apenas os associados que mantêm seus pagamentos em dia. Já o número exibido pelo clube em seu site chega a 45 mil sócios, incluindo dependentes, convidados vinculados aos planos e torcedores inadimplentes dentro do período de até três meses antes do cancelamento do contrato.
A comparação com os principais rivais paulistas evidencia a perda de protagonismo do São Paulo no setor. O Palmeiras possui cerca de 165 mil contratos ativos, enquanto o Corinthians reúne aproximadamente 150 mil sócios adimplentes. O Santos, por sua vez, informa ter 49 mil associados.
Levando em conta apenas os contratos ativos e adimplentes, o São Paulo possui pouco mais de 15% da base do Palmeiras e cerca de um sexto do total registrado pelo Corinthians. Mesmo o Santos, que conta com uma torcida significativamente menor, aparece à frente do Tricolor nesse indicador.
Quando o número de sócios é analisado proporcionalmente ao tamanho da torcida, a terceira maior do país, o desempenho do São Paulo é ainda mais preocupante. O clube ocupa a última colocação entre os times da Série A do Campeonato Brasileiro e sequer aparece entre os dez primeiros do ranking geral.
Reformulação é consenso entre situação e oposição
Apesar das incertezas que cercam o cenário político do São Paulo, integrantes de grupos ligados tanto à situação quanto à oposição concordam que o programa de sócio-torcedor precisa passar por uma ampla reformulação.
A partir da próxima temporada, a Ticketmaster assumirá a gestão do programa, além da operação da venda de ingressos do clube. O contrato firmado entre as partes terá duração de cinco temporadas.
Nos bastidores, a avaliação é de que o modelo atual oferece poucos benefícios aos torcedores que vivem fora do estado de São Paulo e deixou de cumprir seu papel como uma importante fonte recorrente de receita. A expectativa é que as mudanças previstas tornem o programa mais atrativo para os são-paulinos e contribuam para ampliar a arrecadação do clube nos próximos anos.
A queda e o consequente despencamento do programa SÓCIO TORCEDOR é diretamente proporcional ao crescimento verificado na TORCIDA TRICOLOR INDEPENDENTE (vide instalações na frente do Estádio), que oferece ao torcedo todas as vantagens do programa, quais sejam ingressos aos jogos fáceis e subsidiados, brindes, festas, etc. O novo Presidente – Marcelinho – terá que agir com maior energia e menos condescendência para reduzir as benesses e vantagens ora concedidas em troca de apoio à turma do Baby…
Ah… Um detalhe: o programa AVANTI do rival, só cresceu depois que Leila “peitou” as torcidas organizadas e acabou com a farra dos ingressos fáceis.