
O técnico Roger Machado chegou a 11 jogos no comando do São Paulo com aproveitamento de 57% dos pontos. O número é superior não só a Hernán Crespo, antecessor e maior comparação do momento, mas a todos os treinadores dos últimos 11 anos.
O último treinador com aproveitamento superior ao atual de Roger Machado é Muricy Ramalho, em passagem que durou de 2013 a 2015. O lendário técnico somou 60% dos pontos disputados. Em 111 jogos, foram 60 vitórias, 21 empates e 30 derrotas.
De lá pra cá, o time tricolor foi comandado por 18 treinadores diferentes. Quem mais se aproxima do número de Roger Machado é Diego Aguirre, com 56%. Luis Zubeldía atingiu 55%, enquanto Crespo, em sua primeira passagem, e Dorival Júnior, na segunda passagem, chegaram a 54%.
Atualmente, Roger soma seis vitórias, um empate e quatro derrotas. Apesar do aproveitamento acima de seus antecessores, pesa contra ele o retrospecto no Brasileirão: foram três vitórias, um empate e quatro derrotas até aqui, um aproveitamento de 41,6%.
Para efeito de comparação, Hernán Crespo, dentro da competição nacional e em sua segunda passagem, teve aproveitamento de 56,7%, com 15 vitórias, um empate e 11 derrotas.
Confira o aproveitamento de cada treinador desde Muricy Ramalho
Hernán Crespo (2ª passagem): 51%
Luis Zubeldía: 55%
Thiago Carpini: 50%
Dorival Jr (2ª passagem): 54%
Rogério Ceni (2ª passagem): 55%
Hernán Crespo (1ª passagem): 54%
Fernando Diniz: 55%
Cuca: 47%
Vagner Mancini: 48%
André Jardine: 38%
Diego Aguirre: 56%
Dorival Jr (1ª passagem): 52%
Rogério Ceni (1ª passagem): 50%
Ricardo Gomes: 43%
Edgardo Bauza: 44%
Doriva: 33%
Juan Carlos Osório: 51%
Quanto custa uma matéria rebosteada desse tipo?
É claro que essa comparação não está bem feita, pois pega um corte bem pequeno do Roger em relação à alguns treinadores que ficaram mais tempo no cargo. Outro ponto não nem a questão só de aproveitamento de pontos, mas de futebol do SPFC, o time não joga, é medroso e sem padrão ofensivo. No jogo com o Vasco e com o Juventude vimos isso. O time não sabe se impor em campo e propor um jogo mais efetivo e que sufoque o adversário, é lento, sem criatividade, em resumo parece time pequeno. Não lembra nada do SPFC que realmente conhecemos…
Falácia…
O recorte é muito generoso com o Roger, uma amostra pequena e que soma duas partidas contra os nanicos O’Higgins e Boston River.
Compara-lo com o Muricy, que teve muito mais jogos e conquistas de campeonatos brasileiros, só se justifica na lógica de “click bait”.
No Brasileirão, o resultado de Roger é preocupante, apresentando desempenho compatível com rebaixamento após ter enfrentado times frágeis.
Como vai ficar esse número após confrontos com rivais estaduais e contra líderes do campeonato?
Perfeito!
O recorte que importa, o do Brasileiro, é de time que luta pra não cair.
Fora os 8 jogos do Brasileiro, o São Paulo tem 3 vitórias contra os nanicos O’Higgins e Boston River pela Sulamericana e contra o Juventude. Estas 3 vitórias inflam o desempenho do Roger.