Roger revela tristeza, abraço de jogadores após vaias

Roger Machado deixou o gramado do Morumbis sob vaias da torcida após a vitória por 1 a 0 sobre o Juventude, no confronto de ida da quinta fase da Copa do Brasil. Uma consequência do ambiente de pressão que o técnico vivencia no clube.

– Sempre a gente se questiona. O que eu daria como exemplo para minhas duas filhas se nesse momento de maior dificuldade, de pressão externa, que em alguns momentos me parece um pouco injusta, eu desistisse? Não vou desistir – disse Roger.

– Sigo trabalhando até quando o presidente e o Rui entenderem que é positivo. Claro que esse ambiente externo de pressão ao treinador acaba contaminando o jogo, faz com que os jogadores fiquem ansiosos. Não foi um, nem dois, três, quatro. Foram todos que vieram me dar um abraço e pedir que seguisse firme.

– Esse cargo não é meu, eu estou treinador do São Paulo até quando entenderem que seja necessário e possível. Sinto neste momento que presidente, Rui, Rafinha, confiam nesse trabalho.

O São Paulo abriu o placar com gol de Luciano e dominando as investidas, sustentando 65% de posse de bola durante a maior parte do primeiro tempo nesta terça-feira, mas desperdiçou chances, viu o lateral-esquerdo adversário ser expulso no início do segundo tempo e, atuando com um a mais, perdeu ainda um pênalti cobrado por Calleri e defendido pelo goleiro rival.

Roger Machado, porém, tornou-se alvo de vaias da torcida ainda no intervalo e também no fim da partida, deixando o campo dessa forma e ouvindo também xingamentos de “vai tomar…”.

Foi perguntado, portanto, o que estaria sendo feito nos bastidores do clube que o torcedor de fora não estaria vendo.

– Não consigo te dar essa resposta. Gostaria de ouvir do torcedor porque essa manifestação com tanto peso. Não vem agora em função dos resultados e das atuações, foi anterior à minha chegada e só aumentou neste 40 dias.

– Hoje, embora vencendo e poderíamos ter vencido de muito mais, saímos decepcionados de campo pela frustração de não ter feito mais gols e definido uma classificação. É um jogo que saio com sentimento de tristeza. Gostaria de compreender.

– Estou sendo julgado mais do que pelos resultados, contexto do clube também está entrando nessa conta. E aí está ficando pesado. Gera insegurança no jogador. Tenho confiança na reversão. Eu sinceramente nunca vi isso (essa situação), mas acredito na força do trabalho.

Veja outras respostas de Roger Machado
– Importante a gente diferenciar o ambiente interno das pressões externas. O ambiente interno é saudável, preservamos e todos estão envolvidos para que as coisas deem certo. Contexto externo, pressão, acabam de uma certa forma impactando os atletas.

– No jogo da Sul-Americana pedi que os jogadores ficassem mais calmos porque estávamos ansiosos por causa do ambiente externo criado em oposição ao treinador. Isso é ruim para o trabalho e ruim para o São Paulo. Mas são 33 anos nesse lugar.

– Já houve momentos em que estive pressionado, em alguns passou esse gap das pressões e em outros não. Sigo forte e acreditando na reversão desse cenário.

– Contexto do clube, momento, impacta nisso tudo. Forma da minha chegada impacta nisso tudo. Os resultados… são bons, mas atuações podem melhorar. Vou mudando formações e fazendo ajustes para encontrar equilíbrio.

Demora nas substituições
– Com relação à mudança, logo em seguida, não tão em seguida da expulsão, estávamos em cima do adversário. Ele ia ser fechar mais, mas estávamos criando, colocando bola na trave. Deixei um pouco para depois para trazer o Cauly para o segundo homem de meio campo e colocar o Lucca. Talvez tenha demorado um pouco, pode ser.

– Com relação ao Luciano, temos um planejamento que já vinha de sobrecarga na panturrilha e que tomou pancada. Fazemos gestão. Elogiei ele durante a semana porque está cumprindo uma função diferente comigo e se desgasta mais durante o jogo. Foi também pensando que a bola estava passando na área e colocar mais um finalizador como o André. Saída do Luciano foi por essa questão.

Escolha por Tolói
– Sabino ficou ausente um período e no jogo contra o Vasco percebi que ele precisava de um pouco de ritmo. E como foi Tolói estava mais ‘jogado’, nesse sentido, a opção foi por ele.

Jogo de volta, que acontece no dia 13 de maio
– Foi um jogo onde trabalhamos e construímos para ter um placar melhor. Trave salvou duas vezes, goleiro três vezes, perdemos pênalti. O placar é mínimo, mas é de vitória, que poderia ser maior. A frustração para mim é outra, a tristeza é maior que o resultado.

Como lida com o momento
– Tenho divido com a minha esposa e com minhas filhas que esse momento é muito mais que futebol. Está sendo uma experiência de vida maravilhosa.

– Como preservar a saúde? Dormindo bem, se alimentando bem, tendo pessoas ao seu lado que te passam confiança e estando em um ambiente de trabalho interno maravilhoso. Se tem algo que me motiva é o carinho que recebo internamente no CT diariamente. Me faz chegar três horas antes para organizar as atividades, rever a estratégia e dar o melhor treino. Muitas vezes, na batalha, o comandante veste vermelho, que é para ninguém ver que ele está ferido. Seguimos.

4 comentários em “Roger revela tristeza, abraço de jogadores após vaias

  1. Pede para sair.

    Só chegou no clube em razão de amizade com dirigente.

    O currículo do cara só tem títulos estaduais, e todos são daqueles estados dominados por dois clubes. Ou seja, 50% de chance de ser campeão já na largada.

  2. Roger a culpa nao é sua é do ruim costa que o contratou depois com a demissao absurda do Crespo pq ele disse a verdade que o time é nota 5 que tem que contar os 45 pontos e ai esta a verdade. Vc esta triste nao entende pq dessa perseguição pq vc é fraco, nao vai conseguir tirar leite de pedra e nenhum treinador vai conseguir.

Deixe um comentário para Waldir Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.