Resiliência como lema: a estratégia de Roger para suportar a pressão

O jogo contra o Vasco, neste sábado, às 18h30, no Rio de Janeiro, pelo Brasileirão, marca a décima partida de Roger Machado no comando do São Paulo. Em pouco mais de um mês à frente do Tricolor, o treinador convive com pressão por resultados e com a animosidade de parte da torcida.

Contratado no dia 12 de março para substituir Crespo, Roger vive altos e baixos. Até aqui, são nove jogos, com cinco vitórias, um empate e três derrotas, o que representa aproveitamento de 59,3%.

Além dos resultados, o treinador lida com cobranças vindas das arquibancadas, que chegaram a ocorrer até em vitórias. Na terça-feira, o São Paulo venceu o O’Higgins, no Morumbis, pela Sul-Americana, mas, mesmo em vantagem e ainda no primeiro tempo, a equipe foi vaiada.

Segundo apuração do ge, nos bastidores, Roger sente a pressão no início do trabalho, mas adota a resiliência como lema e acredita na recuperação. O técnico vê o cenário como parte do processo de construção da equipe e da busca por estabilidade.

Após a partida contra o O’Higgins, ele minimizou as vaias:

— Eu acho que esse momento do trabalho, com um mês, naturalmente faz com que a gente busque estabilidade de atuação junto com resultados. O torcedor, quando se manifesta, está no seu direito.

— Quando a torcida vaia, temos que entender que precisamos melhorar. O time é do torcedor, cabe a nós transformar os resultados em mais equilíbrio de atuação para que ele saia feliz nos dois tempos.

A contratação de Roger foi uma aposta de Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo, com quem trabalhou no Grêmio, em 2015. A demissão de Crespo, que vinha de boa campanha e deixou o time na vice-liderança do Brasileirão, gerou insatisfação em parte da torcida.

Neste pouco mais de um mês de trabalho, o treinador também promoveu mudanças na formação tática para dar sua identidade à equipe. Roger desfez a trinca de meio-campo, marca registrada de Crespo, e passou a atuar com dois pontas.

Para isso, contou com a chegada de Artur, que ampliou as opções ofensivas do elenco.

Neste sábado, o São Paulo enfrenta o Vasco, às 18h30, em São Januário, pela 12ª rodada do Brasileirão. A equipe ocupa a terceira posição, com 20 pontos.

2 comentários em “Resiliência como lema: a estratégia de Roger para suportar a pressão

  1. Ainda ESTÁ técnico? Demorando para cair… Mas Deus é grande, até a Copa ele já vai estar de volta ao RGS. A torcida paga a passagem só de ida.

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