Renovação de Calleri: por que o São Paulo insistiu em conversas

A negociação da renovação de contrato do atacante Calleri avançou nos últimos dias. Antes vista como muito distante, a extensão do vínculo passou a ser motivo de otimismo nos bastidores do São Paulo, que mudou sua postura nas conversas e viu o centroavante também abrir mão de valores que pedia para permanecer no clube.

A insistência do São Paulo para que a negociação não fosse encerrada mesmo diante das dificuldades foi grande muito por causa do desejo da comissão técnica, hoje liderada por Dorival Júnior. O treinador e seus pares apontaram para a diretoria a importância de não perder Calleri.

Hoje, o São Paulo tem três centroavantes: além do argentino, André Silva e Ryan Francisco compõem o setor. Calleri é o titular absoluto do time desde 2022, é visto como uma liderança técnica e considerado uma das referências do elenco.

Aos 32 anos, em sua segunda passagem pelo São Paulo, Calleri é uma figura querida por todos no dia a dia do clube. A comissão técnica entende que a busca por um substituto para o centroavante seria complexa, e não apenas pelo desempenho em campo.

A liderança de Calleri é vista pelo São Paulo como extremamente positiva. O centroavante tem trânsito com a diretoria, é considerado um exemplo para os jovens e costuma lidar bem com a pressão em momentos difíceis, como o clube tem vivido nos últimos anos.

Na visão do São Paulo, é preciso colocar tudo isso na balança. O clube concluiu que Calleri, apesar de não viver atualmente seu melhor momento, ainda pode ajudar dentro de campo e que o centroavante merece ser valorizado financeiramente por isso.

A comissão técnica aponta o papel de Calleri dentro de campo e toda a ligação dele com o São Paulo para insistir com a diretoria pela renovação. Dorival Júnior e os demais membros da comissão acreditam que seria muito difícil encontrar um substituto que atenda a todos esses requisitos nas atuais condições financeiras do clube.

Calleri também se esforçou para que a negociação destravasse. O atacante, que tinha sondagens de clubes do exterior, viu o São Paulo chegar próximo aos valores oferecidos fora do Brasil, aceitar parcelar a dívida que tem com ele para pagá-la em 2027 e oferecer um aumento salarial – mas não o R$ 1,8 milhão que ele queria.

As conversas, então, evoluíram. Há a expectativa, entre as partes, de que uma nova reunião seja realizada ainda nesta semana para que a renovação por pelo menos dois anos seja sacramentada nos próximos dias. Calleri, por enquanto, tem contrato com o São Paulo até o fim de 2026.

Fonte: Globo Esporte

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