Renovação com New Balance vira prévia das eleições no Conselho

As votações recentes no Conselho Deliberativo do São Paulo passaram a refletir mais do que decisões administrativas — e agora significam força política para as eleições de dezembro.

‘Prévias’
Na prática, já funcionam como uma espécie de prévia da eleição presidencial prevista para o fim do ano, com blocos políticos cada vez mais definidos, ainda que sem candidatos oficialmente colocados — apesar de alguns nomes já começarem a ‘pipocar’ nos bastidores, como do próprio presidente Harry Massis Jr.

O desenho atual indica uma divisão clara. De um lado, a situação, formada por grupos que sustentaram a gestão de Júlio Casares e que hoje orbitam a administração interina.

Do outro, a oposição, alinhada ao grupo do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, e fortalecida por dissidências internas. Nesse cenário, o grupo ligado a Vinícius Pinotti, o Participação, se tornou peça-chave.

Sem definição pública sobre candidatura — e com relatos internos de que ele não deve disputar o pleito —, seus aliados tendem a seguir o posicionamento político que vier a ser adotado.

Hoje, porém, o grupo já apresenta divisão: uma parte mais próxima da oposição e outra ainda alinhada à situação. Esse arranjo deixa o Conselho fragmentado e, consequentemente, torna as votações cada vez mais equilibradas.

A votação envolvendo o contrato com a New Balance ilustra esse momento. Tratada internamente como um dos temas mais relevantes da atual gestão, a tendência é de um placar apertado, mas também liderado por essas duas alas.

O histórico recente reforça esse ambiente de pressão. A reprovação do balanço da gestão Casares foi tratada internamente como uma derrota relevante da situação, que vinha articulando a aprovação da pauta e perdeu por mais de 200 votos.

Por isso, a votação envolvendo o contrato com a New Balance ganha ainda mais peso. Além do mérito do acordo, o resultado será lido politicamente, fontes avaliam. Uma nova derrota pode aprofundar o desgaste da base e deixar a atual gestão em posição delicada às vésperas da eleição.

A votação da renovação de contrato com a fornecedora de material esportivo termina às 17h (de Brasília) de hoje. O quórum é de maioria simples, com 254 conselheiros aptos ao voto.

Renovação até 2032
O São Paulo recusou uma proposta da Penalty, que girava em torno de R$ 40 milhões anuais, além de cerca de R$ 15 milhões em luvas por um contrato de quatro anos. A empresa confirmou que apresentou oferta, mas não detalhou as tratativas.

Internamente, a avaliação foi de que, apesar dos valores superiores, o acordo teria menor alcance em distribuição e exposição comercial em relação à New Balance.

A renovação com a atual fornecedora está encaminhada até 2032.

 

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