Rafinha rechaça influência de atrasos salariais em eliminação

Executivo de futebol do São Paulo, Rafinha evitou colocar a culpa da eliminação da equipe na Copa Sul-Americana nos recentes atrasos salariais. O Tricolor ficou no empate em 1 a 1 com o Boca Juniors, no Morumbis, e deu adeus ao torneio após perder o duelo de ida, na Argentina, por 1 a 0. O questionamento veio após uma entrevista de Luciano, que declarou “nunca ter recebido em dia” no clube.

“É triste falar sobre o salário depois de uma eliminação. O jogador, quando entra em campo, não pensa em nada disso. O jogador, quando entra em campo, quer performar da melhor forma possível, mas claro que atrapalha. Não posso ser hipócrita e dizer que não atrapalha. Isso atrapalha em qualquer clube, em qualquer profissão. Claro que atrapalha, mas esses jogadores que o São Paulo têm aqui não são movidos só a dinheiro, não. Eles tentaram fazer o possível. Mas hoje, não dá para falar que o atraso no salário foi o principal fator para a nossa eliminação”, afirmou na zona mista.

Na última semana, o São Paulo atrasou os salários em carteira, referentes ao mês de agosto, do elenco profissional. Os vencimentos deveriam ter sido quitados no dia 8 de setembro, mas foram pagos apenas na sexta-feira, dia 11. Lideranças do elenco, inclusive, chegaram a oferecer ajuda de custos aos jogadores com salários menores.

Além disso, o clube também deve três meses de direitos de imagem aos jogadores. Rafinha, neste sentido, saiu em defesa do presidente Harry Massis Júnior, e alegou que o gestor convive com problemas anteriores a ele.

“Não estou protegendo ninguém, mas o presidente está pagando contas que não são deles, são coisas que vieram de muito tempo atrás e ele está tendo que segurar agora. Estamos todos juntos, de mãos dadas, para tentar tirar o São Paulo dessa situação. O São Paulo é um clube que nunca esteve nas páginas políticas, problemas financeiros, internos. O presidente está fazendo o que é possível. Estou aqui também para sempre colocar a cara em momentos difíceis”, apontou.

Rafinha garante Dorival no cargo
Rafinha também garantiu a permanência de Dorival Júnior como técnico do São Paulo. O treinador ainda não engrenou no Campeonato Brasileiro e caiu nas quartas de final da Sul-Americana, o que levou alguns torcedores a questionarem o trabalho do treinador.

“Não, não pensamos nisso agora. O Dorival está fazendo o trabalho dele, está na terceira passagem dele no São Paulo, sempre entrega 100%, todo mundo tem a confiança aqui. Não temos esse pensamento não, está mantido o trabalho. Vamos tentar levantar o ânimo dos jogadores agora, porque sábado tem mais uma batalha”, afirmou.

Dorival soma apenas quatro vitórias nesta terceira passagem de Dorival, com seis empates e seis derrotas em 16 jogos, o que apresenta um aproveitamento de 37,5%.

Críticas à arbitragem
Rafinha ainda disparou críticas ao árbitro Gustavo Tejera e à atuação do VAR no empate com o Boca Juniors, que levou à eliminação do São Paulo nas quartas da Sul-Americana. O dirigente foi flagrado passando em frente ao vestiário da arbitragem gritando palavras como “palhaço” e “ladrão”, além de xingamentos.

O São Paulo saiu atrás no placar com 14 minutos da etapa final quando um erro de desatenção deixou Lozano sozinho no cara a cara com Rafael. Aos 22 minutos, porém, o Tricolor chegou ao gol de empate. Djhordney pegou da entrada da área, a bola desviou na zaga do Boca e Luciano recebeu sozinho na área. O camisa 10 cruzou e Ryan Francisco só completou para o fundo das redes. O gol foi inicialmente anulado por impedimento, posteriormente confirmado pelo VAR.

“Eu achei que ele errou no lance, não foi impedimento. Nós vimos 50 vezes após o jogo a linha que foi traçada, e para mim ele errou. Claro, de cabeça quente, acabamos dizendo algumas coisas”, criticou Rafinha.

O dirigente lamentou a queda nas quartas da Sul-Americana e, assim como Dorival Júnior, atribuiu o baixo rendimento da equipe ao nervosismo do elenco, pedindo desculpas por não retribuir a festa da torcida com a classificação.

“Nosso time sentiu hoje, não performou. Não foi o São Paulo que estamos acostumados a ver. Diante de um jogo grande que precisávamos devolver ao torcedor toda a expectativa criada, sentimos sim. Ficamos muito nervosos no primeiro tempo, a ansiedade de entregar para o torcedor, de fazer um bom jogo. Temos jogadores experientes e novos no nosso time. Sentimos o jogo”, admitiu o executivo.

“Primeiro tempo não foi legal, no segundo voltamos com uma atitude melhor. Ficamos tristes, por tudo que o torcedor fez, um sentimento de impotência após o dia de hoje. Vivi isso aqui como jogador, é uma situação muito triste, mas faz parte, o futebol é assim. Agora é voltar e trabalhar. Fica aqui a tristeza, pedir desculpas para o torcedor”, finalizou.

Agora, o São Paulo recolhe os cacos e retoma o foco na partida contra o Internacional, válida pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola neste sábado, às 21h (de Brasília), no Morumbis, em São Paulo (SP).

2 comentários em “Rafinha rechaça influência de atrasos salariais em eliminação”

  1. O Rafinha está certo!
    Quando vc entra em campo, se não estiver machucado, vc não pensa em nada que não seja o que está acontecendo dentro do campo.
    O tal salário atrasado é apenas uma muleta.
    Por exemplo: o Luciano disse que nunca recebeu em dia e, no entanto, de vez em quando ele faz algum bom jogo.
    Outra coisa: mesmo com os salários atrasados, praticamente, esse mesmo time foi campeão da Copa do Brasil e da super copa: aí nem torcedor e, muito menos, jogadores lembraram que estavam com direitos atrasados…

  2. Rafinha que mundo vc esta? quero que vc prove isso que jogador entra em campo nao pensa que nao esta recebendo, pensa que algum jogador pode estar com problema mais serio pelo atraso pq ja nao é so imagem mas o direito CLT que é em carteira assinada, muito grave isso, o proprio que se diz lider do time Luciano ou Lucigol que nao faz gols em partidas decisivas, garanto que vc rafinha tem coisas atrasadas para receber de atrasado.

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