Pivô de caso camarote retira ação após pressão de ex-dirigentes

Pivô das denúncias de exploração de camarotes clandestinos no São Paulo, Rita de Cassia Adriana Prado retirou a ação que movia na Justiça contra Carolina Cassemiro, para quem tinha alugado o espaço irregular.

A gravação que deflagrou o escândalo é de um telefonema entre Rita, conhecida como Adriana, e os então diretores do São Paulo Douglas Schwartzmann e Mara Casares. Na conversa, Douglas e Mara pressionam Adriana justamente para que retirasse essa ação.

Procurados pela reportagem, os representantes de Adriana disseram que a retirada não se deve à pressão, mas faz parte de um entendimento da defesa sobre a melhor forma de lidar com tudo que vem acontecendo.

Adriana processou Carolina alegando que sublocou para ela o camarote em um show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025 no Morumbis, mas ela teria fugido sem pagar parte dos valor combinado, de R$ 132 mil.

Ao tomarem conhecimento do processo, Douglas e Mara passaram a pressionar pela retirada. Na gravação, eles apontam que Mara teria cedido o espaço a Adriana, e expressam receio de que o processo sirva como porta de entrada para que detalhes do negócio sejam revelados.

Eles próprios utilizam o termo “clandestino”, chegam a dizer que “todo mundo ganhou” com o negócio e dizem que o processo pode inviabilizar a relação em shows futuros no Morumbi.

Por causa do telefonema, foi instaurado um inquérito policial para apurar o crime de coação no curso de processo judicial, tendo Douglas e Mara como alvos.

A suposta locação de camarote clandestino no Morumbi é também foco de investigação do Ministério Público em conjunto com a Polícia Civil, que formaram uma força-tarefa. A força tarefa também apura supostos desvios de dinheiro do São Paulo, e investiga depósitos em espécie na conta do presidente Julio Casares, totalizando R$ 1,5 milhão.

Casares sofreu processo de impeachment no clube, e renunciou ao cargo de presidente na ultima quarta-feira (21). Harry Massis Júnior assumiu a posição. Mara Casares e Douglas Schwartzmann se licenciaram das suas respectivas diretorias – ela ocupava a diretoria feminina, cultural e de eventos, enquanto ele era diretor adjunto da base.

 

Fonte: Uol

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