‘Não há como trabalhar assim’: São Paulo se irrita com críticas a Roger

A diretoria do São Paulo ficou irritada com a reação da torcida na vitória por 1 a 0 sobre o Juventude. A avaliação é que a arquibancada ‘perdeu a mão’ nas críticas a Roger Machado.

“Acima do tom”
O UOL apurou que a cúpula ficou bem incomodada com as inúmeras vaias ao técnico e também ao diretor executivo do clube, Rui Costa. Os gritos hostis no Morumbis começaram antes de a bola rolar, se estenderam a outros momentos durante o jogo e se repetiram logo após o apito final.

Muitos diretores se referiram com ironia às críticas. Um deles perguntando “qual foi o gol que eles perderam?”. Outro destacou o clima pesado gerado pelas hostilidades:

Não há como trabalhar assim

O entendimento é que o descontentamento passou do ponto e que é necessário um trabalho de ‘blindagem’ à dupla nas próximas semanas. Como o UOL informou, o trabalho da gestão é de dar respaldo a ambos.

Bancados
O UOL mostrou nesta segunda-feira que o presidente do clube, Harry Massis Júnior, se reuniu com Rui Costa logo após uma conversa com líderes da maior organizada do clube. O grupo resolveu poupar Roger Machado e pedir apenas a demissão do executivo.

Massis ‘não fez promessas’, mas reafirmou confiança no trabalho do diretor — que assumiu o departamento de futebol em novembro, após a saída de Carlos Belmonte e outros estatutários da Barra Funda.

Acima disso, o principal argumento de defensores da permanência de ambos é que ficar sem treinador e diretor de futebol em meio ao calendário de jogos pré-Copa do Mundo seria ‘manobra suicida’.
A manifestação da organizada contra Rui Costa se dá em um momento em que grupos do Conselho Deliberativo começam a pressionar a gestão por um cargo estatutário no departamento de futebol. A ideia ainda vem sendo rechaçada pela presidência.

Fonte: Uol

6 comentários em “‘Não há como trabalhar assim’: São Paulo se irrita com críticas a Roger

  1. Ja falei…. o Roger fez um video apoiando o ex presidiario lula da silva, metade da torcida esta vaiando por isso e a outra metade esta indo no embalo.
    Eu tbm não quero no meu time

  2. Sou leitor voraz do filósofo Byung-Chul Han, sul coreano que reside na Alemanha. Por isso, há um livro dele ” No enxame”, que ajuda a entender a polêmica entre a torcida do São Paulo e Roger Machado. Em No Enxame, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han descreve um fenômeno que qualquer usuário de redes sociais reconhece: a shitstorm, ou tempestade de indignação. Ela se forma em horas, elege um vilão, dispensa contexto e se dissolve antes que qualquer argumento mais sério possa emergir. O caso Roger Machado no São Paulo é um exemplo quase didático, com a particularidade de que há duas tempestades simultâneas, e nenhuma delas está olhando para os fatos com o distanciamento que Han tanto defende. Quando parte da torcida tricolor foi às ruas e às redes, para protestar contra o técnico, jornalistas e comentaristas foram rápidos em levantar a hipótese do racismo. A acusação não é desprovida de base estrutural: o futebol brasileiro tem pouquíssimos treinadores negros na elite, e Roger Machado é uma das vozes mais ativas nesse debate. Mas usar um problema real e sério para explicar um caso particular, sem apuração, sem escuta, é exatamente o colapso da distância crítica que Han diagnostica. Respeito, lembra o filósofo, vem do alemão Rücksicht, olhar para trás, considerar o horizonte do outro antes de julgá-lo. Han distingue massa de enxame: a massa tem alma, propósito, funde-se em algo novo. O enxame é um aglomerado de indivíduos que ferroam e se dispersam — sem diálogo, sem construção. O que a torcida do São Paulo tem a dizer, quando ouvida com esse distanciamento? Que Roger Machado foi contratado para substituir Hernán Crespo, técnico que havia deixado o time na liderança do Brasileirão, e que a sua contratação foi atribuída à proximidade do treinador com Rui Costa, diretor de futebol igualmente contestado. Que, nos dez jogos seguintes à troca, o São Paulo piorou em praticamente todos os indicadores técnicos: mais erros de passe, menos finalizações certas, mais gols sofridos, queda da liderança para a quarta posição. Que as únicas vitórias expressivas foram em competições contra adversários de divisões inferiores, Boston River, pela Sul-Americana, e Juventude, pela Copa do Brasil, o que infla artificialmente o aproveitamento geral. E, sobretudo, que o currículo do técnico não corresponde ao porte do clube. Em mais de uma década à beira do campo, Roger Machado soma apenas títulos estaduais: Mineiro, Baiano e Gaúcho. Nenhum Brasileirão, nenhuma Copa do Brasil, nenhum torneio continental. Passou por clubes grandes como Palmeiras, Fluminense e Grêmio sem levar um título sequer: saiu do Palmeiras meses antes de o time ser campeão; deixou o Grêmio meses antes de o clube ganhar a Copa do Brasil; foi demitido do Fluminense após eliminação na Libertadores. Padrão consistente: o terreno é preparado, a colheita fica para outro. Isso é crítica técnica, não preconceito racial. E é aqui que o conceito de Han se torna mais preciso: o enxame digital embaralhou duas conversas que deveriam ser distintas. Uma é sobre racismo estrutural no futebol, debate legítimo, urgente, que merece análise séria. A outra é sobre gestão esportiva, escolha de treinador, resultados, critérios profissionais. Ao fundi-las numa só acusação moral, a mídia não protegeu Roger Machado nem avançou o debate antirracista. Apenas produziu mais ruído. O silêncio que Han defende, o distanciamento necessário para pensar, é exatamente o que não existiu nessa polêmica. A torcida que vaia pode estar sendo injusta no tom. A mídia que acusa pode estar sendo leviana no diagnóstico. O que Han nos ensina é que, no enxame, ninguém espera o suficiente para descobrir. Cada um dá sua ferroada e some, e o debate real, aquele que poderia produzir algo novo, nunca acontece.
    Com referências a No Enxame, Byung-Chul Han (Vozes, 2018)

    • Mais um brilhante texto da lavra de um dos torcedores mais ilustres do São Paulo FC: Flávio Marques. Parabéns meu amigo pela solidez e ambasamento da sua argumentação. Assim sendo e como não sou possuidor da mesma bagagem e lucidez cultural que você possui, eu vou ser sintético no meu comentário com relação a esse assunto. Eu penso, desconsidero e ainda protesto veementemente, pelo fato de que alguns incautos camuflados de agitadores e com acesso a pena literária da imprensa, estarem alegando que a cor da pele do aludido treinador, seria a justificativa maior pela enome onda de protestos, quase um tsunami. O fato e objetivo maior dessa turba, é tentar direcionar a falta de qualificação do treinador para o campo do racismo. O argumento é rasteiro e faz com que a tentativa de camulflar a incompetência do cidadão seja inútil, digna de um jejuno no ludopédio. Como bem acentiado por você o currículo, ou falta dele, por si só implode essa argumentação. tanto.

  3. O Tio Paulo acordou do seu sono letárgico. Essa equação é fácil de ser resolvida: dispensa Ruim Bosta e Roger Lero_Lero e o assunto ficará mais ou menos resolvido, pois há muito mais o que fazer para restabecer a honra do SPFC..

  4. Esta crise quem criou foi o próprio Rui Costa. Provou que é muito burro para ser diretor de futebol de qualquer time ao demitir um técnico querido pela torcida e que estava conseguindo um desempenho muitíssimo acima do esperado para o elenco que tinha.

    Era óbvio que o desempenho do São Paulo cairia. Com Crespo ou qualquer outro treinador. Quando o Rui Costa opta por trocar o técnico, ele automaticamente vai ser considerado responsável pela queda de rendimento que todo mundo sabia que aconteceria naturalmente. Pior ainda quando ele coloca um técnico que vem de trabalhos muito ruins. Foi burrice. Agora paga o preço.

Deixe um comentário para Flávio Moraes Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.