
Já nos primeiros minutos da vitória deste sábado, por 2 a 1, no Morumbi foi possível ver um time do São Paulo bastante aplicado. O time de Muricy Ramalho marcou o Atlético-MG desde a saída de bola da equipe adversária, dominou o jogo e não demorou a abrir o placar. Essa postura mais coletiva de seus jogadores agradou o comandante tricolor, que revelou ter conversado com os seus atletas sobre isso.
“Conversei muito com eles na preleção. O time está atacando muito bem, somos o melhor ataque da competição, estamos jogandorealmente aberto, mas, em compensação, estamos tomando muitos gols. Eles entenderam isso no primeiro tempo e marcaram sobre pressão. O futebol é assim hoje, não é só a defesa que marca, todo mundo ataca e defende”, avaliou o treinador.
O bom primeiro tempo do São Paulo, no entanto, não foi o suficiente para deixar o time de Muricy Ramalho em situação tranquila no jogo. Mesmo com o domínio dos primeiros 45 minutos, o Tricolor não conseguiu ampliar sua vantagem no marcador e acabou sendo castigado na segunda etapa, quando Josué empatou para o Galo no Morumbi.
O gol alvinegro serviu para a torcida mostrar sua insatisfação com relação ao desempenho são-paulino na volta do intervalo. Se a determinação da equipe arrancava aplausos no início da partida, os gritos que vinham da arquibancada após o empate pediam “raça”. Aos 44 minutos do segundo tempo, o gol de falta de Pabon amenizou as vaias e garantiu a vitória tricolor.
Ciente da queda de rendimento no segundo tempo, Muricy Ramalho tratou com naturalidade a postura da torcida no Morumbi. “(A torcida) pediu raça quando tomou o gol, pois enquanto estava um a zero todo mundo torceu como sempre torceu”, avaliou o treinador, que também disse entender os gritos pedindo a volta do zagueiro Lugano a cada gol sofrido pelo São Paulo.
“É uma coisa natural a torcida gritar o nome dos ídolos, temos que aceitar isso e continuar trabalhando. No Brasil as pessoas esquecem rapidamente de seus ídolos, mas no São Paulo, felizmente, as pessoas reconhecessem o valor de quem passou por aqui”, completou Muricy Ramalho, sem esconder a preocupação com o alto número de gols sofridos por sua defesa.
Fonte: Gazeta Esportiva
Sou muito crítico quanto ao desempenho do Murici Ramalho e ontem fiquei com uma grande dúvida, com relação ao comportamento do time.
Até a metade do primeiro tempo, vi o time de meus sonhos jogando: campo curto; marcação no campo do adversário; troca de posições e passes rápidos dos atacantes; o LF correndo muito e interessado; o Osvaldo ganhando todas e abrindo o time pela esquerda; chutes de fora da área; enfim, me lembrou os bons times europeus em campo (com a devida vênia).
À partir daí, voltou a realidade: o time bagunçado, todo mundo correndo pra trás sem nenhuma jogada ofensiva de valor; chutes pra cima e pros lados, ninguém tentando colocar a bola no chão e sair jogando; recuos de bolas para o RC a toda hora.
Fim do primeiro tempo e pensei “agora o Murici corrige o time: saca o Pato, que não deveria nem ter entrado para fazer aquela função, e coloca novamente o time pra cima do Atlético, completamente desfalcado e jogando nada”. Ledo engano.
O time voltou todo atrás (tive a impressão de ver o Murici segurando o Maicon e o Douglas atrás) e repetiu-se o mesmo jogo dos 5 x 2 contra o Fluminense: todo mundo tentando marcar e ninguém sabendo como. O vexame não se repetiu por causa da fragilidade dos jogadores do Atlético e dos erros da arbitragem.
Então minha dúvida: Onde está a mão do Murici Ramalho no confronto? No inicio do jogo, quando o time entrou ligado e fazendo o que devia, ou no restante, quando abdicou do ataque até tomar o empate, e “chamou” pra cima de sua frágil defesa todo o time do Galo (tb do Flu naquela ocasião)?
Preciso, urgentemente, que alguém me explique essa esfinge, MR produção, até para que eu pare de corneta-lo tanto e mude, ou não, o meu foco . . .