
A promotoria do Ministério Público do Estado de São Paulo pediu ao São Paulo que apresente a estimativa de prejuízo financeiro do clube com a exploração ilegal de um camarote do Morumbis durante o show da cantora Shakira.
O clube está na condição de vítima e confirmou ao ge o recebimento do pedido. Agora, o Tricolor repassou o caso ao seu Departamento Jurídico, que vai levantar dados e documentos necessários para chegar a uma estimativa de valor.
O clube deve levantar a capacidade do camarote em questão e o valor que seria cobrado caso o espaço fosse legalmente comercializado. Esse valor deve servir de base para o cálculo do prejuízo do clube e para os próximos desdobramentos do processo.
Em contato com o ge, o São Paulo afirmou que “se considera vítima no processo e nessa condição vai colaborar com as autoridades”.
Relembre o escândalo:
Em dezembro de 2026, um áudio obtido pelo ge revelou um esquema de comercialização clandestina de camarotes do Morumbis em dias de shows. O caso envolve Douglas Schwartzmann, ex-diretor adjunto da base do São Paulo, e Mara Casares, ex-diretora feminina, cultural e de eventos e ex-esposa do então presidente Julio Casares.
O esquema envolvia um camarote do setor leste do estádio, apontado internamente como “sala presidencial”, cujos ingressos teriam sido revendidos por valores elevados em shows, como o de Shakira. O faturamento do espaço foi estimado em R$ 132 mil.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de São Paulo, que cumpriu mandados de busca e apreensão. O desgaste político gerado pela denúncia desencadeou o impeachment de Julio Casares, aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube.
Fonte: Globo Esporte
O prejuízo moral é bem maior que o material. A probidade da Instituição ficou irremediavelmente maculada.