
A investigação que levou Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, a ser indiciado por suposta falsidade ideológica foi arquivada definitivamente. O caso não resultou em denúncia do Ministério Público nem na abertura de ação penal.
O Ministério Público recebeu o inquérito da Polícia Civil e promoveu o arquivamento em 27 de julho de 2026, ao concluir que não havia provas suficientes da prática de falsidade ideológica.
O São Paulo recorreu da decisão, mas não apresentou novas provas. Em 11 de setembro, o Procurador-Geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, rejeitou o recurso e manteve o arquivamento.
Nesta semana, o juiz Luigi Monteiro Sestari determinou o envio definitivo do inquérito ao arquivo.
A investigação envolvia um documento de dezembro de 2025 relacionado a uma proposta de alteração do Estatuto Social do São Paulo. A proposta, apresentada durante a gestão de Julio Casares, previa mudanças nas regras para uma eventual criação de SAF e a separação do futebol do clube social.
A Comissão de Ética do São Paulo questionou um parecer favorável às mudanças atribuído ao Conselho Consultivo. A apuração apontou que não teria havido uma reunião do órgão para discutir o documento.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Olten por falsidade ideológica. O presidente do Conselho sempre negou a má-prática, sustentando que não havia relevância penal na conduta investigada.
O UOL procurou a assessoria de imprensa institucional do São Paulo para comentar o caso, mas não teve resposta até a publicação da matéria. Em caso de posicionamento, o texto será atualizado.
Fonte: Uol