
O conselheiro vitalício Carlos Sadi protocolou nesta terça-feira pedido de expulsão do presidente do São Paulo, Harry Massis, por gestão temerária. Ao mesmo tempo, Sadi foi à Justiça Comum pedir o afastamento liminar de Massis da presidência, além de anulação de todos os atos do Conselho de Administração do clube.
O documento, encaminhado ao Conselho Deliberativo e à Diretoria Executiva, percorre, agora, o caminho similar a outros que estão em processo de julgamento. Por não ser um pedido de impeachment, passa pelo Conselho de Ética e vai direto ao Conselho Deliberativo, não havendo necessidade de passar pelo Consultivo.
Na última quinta-feira, quando Massis anunciou ter protocolado pedido de expulsão do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, alguns conselheiros começaram a se movimentar para preparar o pedido de impeachement do presidente. Começou a coleta de 50 assinaturas.
Num primeiro momento um número gigantesco de conselheiros se propôs a assinar o pedido. Mas o final de semana arrefeceu os ânimos e muitos voltaram atrás. A justificativa foi que um pedido de impeachment de Massis agora poderia aflorar o “casarismo” que ainda existe entre muitos. Que do fundo do baú poderiam recriar a falecida coalisão, unindo Vanguarda e esses “casaristas”, e barganhar um impechment de Massis em troca da absolvição de Casares. Como o foco nesse momento é unir forças para expulsar Júlio Casares, optaram por recuar e não dar chance para qualquer negociação.
Dessa forma, apenas Carlos Sadi manteve sua assinatura, o que foi fundamental para a entrada do pedido de expulsão de Massis. Evidentemente, sendo expulso ele também é “impichado” da presidência do clube.
No pedido, Carlos Sadi alega irregularidade na composição do Conselho de Administração, pois atualmente o colegiado está formado por sete integrantes, com vacância de dois (independentes que saíram ainda na gestão Casares). O Consselho de Administração não pode atuar sem os nove conselheiros.
Por isso o conselheiro sustenta, no pedido, que a irregularidade compromete a legitimidade das decisões tomadas pelo colegiado e solicita medidas urgentes para regularização da estrutura.
No documento protocolado por Carlos Sadi também é pedida apuração de gestão temerária por parte de Massis, por ter sido vice-presidente por cinco anos, sendo solidário com a gestão Júlio Casares, além de ter assinado alguns documentos ainda na antiga gestão.
Paulo Pontes