Maicosuel explica por que não deu certo no São Paulo

A passagem de Maicosuel pelo São Paulo não deixará saudade e terá poucas lembranças. Com contrato até o dia 31 de maio, o atacante encerrará sua trajetória no clube com apenas nove jogos disputados.

Contratado em 2017 a pedido do técnico Rogério Ceni, por indicação do argentino Lucas Pratto, Maicosuel não conseguiu ter sequência e relatou ao GloboEsporte.com o que não deu certo.

– Foram muitas lesões. Eu cheguei no São Paulo já machucado, eles sabiam que eu estava machucado, e lá o [Ricardo] Sasaki (fisioterapeuta) e toda a fisioterapia me acolheram muito bem. Tentaram me recuperar o máximo possível, acho que foram três meses lutando muito contra a pubalgia, sempre treinando – disse o jogador.
– Também tinha um desequilíbrio muscular muito grande e eles tentaram muito, trabalhei muito. O clube que eu mais trabalhei foi no São Paulo. Então eu treinava muito forte, muito mesmo, e quando eu pensei que as coisas iam começar a dar certo, não deram – afirmou Maicosuel.

Segundo o atacante, a demissão de Rogério Ceni e a contratação de Dorival Júnior poucos meses após sua chegada também contribuíram para que as coisas não acontecessem da forma que havia planejado.

Uma das frustrações de Maicosuel foi a falta de uma sequência, principalmente após marcar o seu único gol pelo São Paulo, o da vitória diante do Athletico-PR, por 2 a 1, na 28ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2017. Depois desse dia, ele saiu do banco de reservas contra o Fluminense, no jogo seguinte, mas passou os próximos quatro sem ser relacionado.

– Pela minha auto-crítica, eu sei que poderia ter jogado. Não fui tão bem lá, então é uma coisa que as pessoas às vezes tem a razão de falar que não foi uma boa contratação, mas tem o outro lado de eu estar machucado quando cheguei e das oportunidades que não tive. Joguei muito pouco no São Paulo. Teve um jogo que entrei, fiz um gol contra o Athletico-PR e ali achei que as coisas deslanchariam, mas aconteceu o contrário e não joguei mais. São coisas que não dá pra entender.

O último jogo de Maicosuel com a camisa do São Paulo foi no dia 17 de janeiro de 2018, na derrota do Tricolor por 2 a 0 para o São Bento, pelo Paulistão. Após essa data, o atacante foi emprestado para o Grêmio e, posteriormente, para o Paraná.

No acordo com o clube paranaense, o São Paulo continuou pagando 50% do salário do jogador. No entanto, problemas extracampo, como atrasos em pagamentos de direitos de imagem, fizeram Maicosuel entrar em rota de colisão com o Paraná. E o contrato foi rompido.

Mesmo “livre”, o atacante não despertou o interesse do São Paulo em um possível retorno e, desde o dia 10 de fevereiro de 2019, ele segue sem realizar uma partida sequer e não procurou o Tricolor para treinar no CT da Barra Funda enquanto seu contrato não chega ao fim.

– A gente nem chegou a falar sobre isso. A minha saída do São Paulo foi muito conturbada, muita coisa interna. Muitas coisas que as pessoas não sabem e eu prefiro não falar para não expor ninguém também, não expor as pessoas que estavam envolvidas. Mas foi meio complicado – disse.

– Eu, da minha parte, tenho minha consciência limpa, sempre trabalhei muito forte e as coisas não aconteceram por vários motivos, principalmente extracampo – completou.

Enquanto não encontra uma equipe, Maicosuel segue na esperança de prolongar a carreira no futebol. Ele diz que já tiveram clubes que o procuraram, mas com a condição de ter o salário bancado pelo São Paulo. Com o fim do contrato no próximo dia 31, a situação pode ser facilitada.

 

Fonte: Globo Esporte

Um comentário em “Maicosuel explica por que não deu certo no São Paulo

  1. Mais uma contratação que está no bojo de tantas outras, também inexplicáveis. “Negócio de ocasião” é a explicação esfarrapada que costumam dar. Compraram um cara sem nenhuma condição física, e nem técnica de envergar nossa camisa. A contratação lembra muito a anedota do português, que queria comprar um papagaio que falasse, mas o malandro lhe vendeu uma coruja. E depois, quando da reclamação de que não falava, alegou, “mas presta uma atenção.””

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