
Luiz Gustavo tem 20 anos a mais que alguns jovens do São Paulo que estão relacionados para o clássico desta quinta-feira, contra o Corinthians, às 19h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro, casos de Lucca, Nicolas Bosshardt e Pedro Ferreira, todos de 18 anos.
Observador, o veterano tem sido um líder dentro de campo quando atua com a camisa do São Paulo, mas também um grande conselheiro dos mais jovens. No dia a dia do CT da Barra Funda, é comum o meio-campista dar algum puxão de orelha em qualquer garoto que, na sua avaliação, não tem apresentado uma postura que ele considera adequada ao pisar na casa do time profissional.
Com voz firme e perfil mais sério, costuma sugerir aos garotos que não se iludam com comentários de redes sociais. E nem que se percam nos objetivos a longo prazo pela falsa ilusão de já terem atingido algum patamar na carreira – por simplesmente passarem a conviver com o ambiente da equipe principal.
– Luiz Gustavo é um líder. Ele acrescentou muito de autocrítica ao nosso elenco. Ele cobra muito os companheiros e estimula que os companheiros se cobrem – comentou o executivo Rui Costa, em entrevista coletiva na última quarta-feira.
Com contrato até dezembro, Luiz ainda não bateu o martelo sobre a sua continuidade no futebol. Com poucos jogos em 2025 por causa de uma fratura no pé e depois por um caso atípico de tromboembolismo pulmonar, o veterano gostaria de esticar a carreira para poder brigar por mais um título. Para isso, porém, talvez seja preciso se encaixar em uma redução salarial no Tricolor.
Segundo Rui Costa, porém, esse tema fica em segundo plano nesta reta final do Brasileirão para que o foco siga na briga do São Paulo por uma vaga na Conmebol Libertadores do ano que vem. Assim, o papo com o representante do jogador ficará para dezembro.
– Toda vez que você estabelece uma relação de renovação com o atleta ou comunica, e não estou falando mais do Luiz, você cria uma insatisfação ou um conflito de interesse. Porque eu te proponho algo e você me faz uma contraproposta. E não é o momento disso. Temos de focar nos jogos que faltam, somar a maior quantidade de pontos possíveis, e depois disso vamos aos procuradores dos atletas para traçar nossa estratégia, que já está pensada e avaliada – explicou.
Luiz Gustavo entrou em campo em apenas oito jogos oficiais no ano, com um gol marcado. Na temporada anterior, a sua primeira pelo São Paulo, havia feito 46 jogos e marcado cinco gols.