Lúcio orienta São Paulo sobre como parar Ronaldinho Gaúcho

Companheiros de seleção brasileira em duas Copas do Mundo (2002 e 2006), com direito ao penta na primeira edição, Lúcio e Ronaldinho Gaúcho se reencontrarão pela primeira vez em um jogo de Libertadores. Agora são-paulino, o zagueiro tentará ensinar aos seus companheiros como fazer para parar o meia atleticano, no duelo entre São Paulo e Atlético-MG, na próxima quarta-feira, às 22h, no estádio Independência, em Belo Horizonte.

“O Ronaldo é um jogador de muita qualidade e sempre preocupa qualquer equipe. É preciso ter atenção nele o tempo todo, antecipar a jogada”, comentou Lúcio, que passou 12 anos na Europa, entre Alemanha e Itália, e só agora, aos 34 anos, disputa a sua primeira Libertadores.
Principal zagueiro tricolor desde que chegou ao clube no início deste ano, o camisa 3 não quis revelar muito sobre as manhas para neutralizar as jogadas do camisa 49 do Atlético-MG. Mas ele prometeu que, nos bastidores, vai conversar muito com os seus companheiros a respeito do camisa 100 da seleção brasileira na derrota para a Inglaterra por 1 a 0, no amistoso jogado na semana passada, em Londres.
“Não podemos ficar só de olho no Ronaldo, mesmo ele sendo o principal jogador do Atlético-MG e centralizando as jogadas. Devemos nos preocupar com toda a equipe deles. Vai ser um jogo muito difícil”, disse Lúcio.

Envolvido diretamente na marcação do astro gaúcho, o volante Wellington não escondeu a preocupação com a presença do melhor jogando do mundo, segundo a Fifa, em 2004 e 2005.

“A gente tem que se preocupar muito com o Ronaldinho, que é excelente. Não podemos dar moleza para ele na marcação, senão ele pode desequilibrar. Além disso, o time do Atlético é muito bom. Tem também o Bernard, zagueiros de seleção brasileira e outros jogadores experientes”, falou o camisa 5.

Colega de Ronaldinho nas mesmas Copas que Lúcio, o goleiro Rogério Ceni fez questão de dizer que os mineiros são favoritos no duelo da próxima quarta-feira, principalmente pelo fato deles atuarem em casa.

“O favoritismo é total do Atlético-MG. Eles têm muitos atacantes bons, e a torcida sempre tem muita força lá. Vamos brigar para que o time tenha o mesmo espírito do jogo com o Guarani para fazer uma boa estreia na fase de grupos”, apontou o capitão são-paulino.

Lúcio e Wellington descordaram do camisa 1. “É uma visão do Rogério, mas eu acho que nosso time é competitivo, é forte. Quando entrarmos em campo, vamos dar trabalho e tentar vencer. Temos jogadores diferenciados”, explicou o volante. “Não há favorito nesse jogo. Os dois times são fortes e não dá para apontar um favorito. Quem entrar bem, pode ganhar”, emendou o defensor.
lucio0113

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