Luciano explica sua função com Hernán Crespo no São Paulo

A chegada de Hernán Crespo mudou o jogo de Luciano no São Paulo. O camisa 10, que muitas vezes ou atuava como um meia centralizado ou como um homem por trás do centroavante, agora no esquema 3-5-2 divide mais espaços com seu companheiro de ataque, ficando mais perto do gol. Há diferenças também no esquema de marcação implementado pelo treinador.

Depois do empate sem gols contra o Atlético Nacional, na Colômbia, no jogo de ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores, o atacante elogiou o estilo de jogo defendido por Crespo, que chegou à décima partida nesta passagem no duelo de terça.

– A gente já tinha trabalhado em 2021. Crespo já sabia das minhas qualidades e dos meus pontos fortes, estou mais à vontade com ele sim. A minha função muda totalmente quando tenho que marcar um zagueiro só, quando não tenho que voltar tanto com o volante. Claro que durante o jogo a gente faz esse esforço, mas muda, eu estou mais perto da área, mais próximo do centroavante e isso me deixa à vontade. Espero que aconteça bastante coisa boa até o final da temporada – disse ele, em Medellín.

A partida foi a de número 301 de Luciano com a camisa do São Paulo. No jogo passado, no triunfo contra o Vitória no Brasileirão, ele completou a marca redonda e festejou com os companheiros. Na zona mista após a partida na Colômbia, disse que ainda tem muito a conquistar pelo clube em que está desde 2020.

– Eu tenho contrato aqui ainda (até o fim de 2026), sou bastante feliz, minha família é toda adaptada a São Paulo. Espero cumprir o contrato, a menos que o presidente me mande embora (risos). Quero cumprir e quem sabe ficar mais um tempo ainda. Poucos jogadores completam 300 jogos com essa camisa, tenho esse privilégio de representar esse escudo. Espero ficar um bom tempo no clube ainda.

A decisão da vaga nas quartas fica para a próxima semana, dia 19, no Morumbis:

– Só de ser Libertadores, um jogo de oitavas de final jogando fora de casa, a gente sabia que seria difícil. O time deles é bom, com o apoio da torcida eles foram para cima. Quando a gente colocou a bola no chão, soube trabalhá-la, virar de um lado para o outro e surgiram oportunidades. Mas a gente não perdeu, o que era o mais importante. Esperar nosso torcedor lotar o estádio e sair classificado – disse, celebrando o 0 a 0 fora com direito a dois pênaltis perdidos pelos rivais:

– Os deuses do futebol estavam do nosso lado (risos).

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