
O atacante Luciano cobrou o elenco do São Paulo após a derrota por 3 a 2 para o Corinthians, no domingo, na Neo Química Arena, pela 15ª rodada do Brasileirão. Na mesma entrevista, porém, ele elogiou o grupo e afirmou que o time tricolor pode brigar pelo título do torneio.
A principal reclamação do camisa 10 foi sobre a falta de concentração no início do segundo tempo. O São Paulo foi para o intervalo empatando por 1 a 1, mas sofreu dois gols antes dos 12 minutos iniciais da segunda etapa.
– Principalmente em clássico e jogos fora de casa, precisamos entrar mais ligados no segundo tempo. Não podemos em 15 minutos tomar dois gols do jeito que foi. Se não me engano, a posse de bola era nossa nas duas vezes, cedemos o contra-ataque e acabamos tomando o gol – disse Luciano.
– Tínhamos acabado de fazer um gol e voltar para o vestiário. Sabíamos que eles iriam pressionar. Nosso time tinha que ser um pouco mais malandro – acrescentou.
– Nosso time tem muitos jogadores jovens, mas também tem bastantes experientes. Tem que saber digerir isso e melhorar, porque se não vai ser complicado todo começo de segundo tempo sofrer mais e tomar gols. Clássico não permite erro do adversário.
Questionado se o São Paulo poderia brigar pelo título do Brasileirão com o atual elenco que possui, Luciano demonstrou certo incômodo com a pergunta ao responder.
– Dá, claro que dá. Só de você estar no São Paulo, você tem que brigar por títulos. Nosso elenco é muito bom, tá? Se Deus quiser no final da temporada a gente vai comemorar títulos e aí eu volto a falar contigo.
O Tricolor volta a campo nesta quarta-feira (13), às 19h, quando visita o Juventude em jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil. Na ida, vitória do São Paulo por 1 a 0.
Confira outras respostas de Luciano em entrevista após a derrota no clássico.
Pior partida na Neo Química?
– Não fizemos o que foi treinado, o que foi passado pra nós. Talvez se tivéssemos feito algo a mais que foi conversado no vestiário, sairíamos vitoriosos hoje. Clássico é decidido nos detalhes e falhamos em vários detalhes hoje e isso nos custou os três pontos.
Gesto de Bobadilla
– Não vi o lance. Daronco apitou para jogarmos e do nada parou e foi no VAR. Depois que ele apita, não tem como ir no VAR depois. Ele apitou para reiniciar o jogo.
Pressão em Roger
– Já estávamos jogando pelo treinador. Por ele e por nós. Só de estar no São Paulo, é uma responsabilidade enorme. É um clube muito grande. Só de estar aqui tem que ter responsabilidade e você é pressionado. Treinador é experiente e espero que quarta-feira possamos ganhar para dar uma aliviada nessa tal pressão que ele está sofrendo.
O que falta para o time?
– Se eu tivesse essa resposta a gente estaria falando de um resultado positivo hoje. Temos que falar um pouco menos e começar a trabalhar mais que aí as coisas vão acontecer.
Comemoração do gol
– Luis Fabiano é um ídolo, na hora não pensei muito. Fazer um gol na casa do rival é importante. Única coisa que falei para o Daronco é que a gente está jogando fora de casa. Se a gente fizer um gol, temos que comemorar onde? Tem que ir para o vestiário? Para o meio do campo? Falta um pouco de senso.
– Quando jogamos em casa e levamos um gol e eles comemoram, a gente não causa essa confusão. Futebol tá ficando um pouco chato por causa disso. Você faz um gol e não pode comemorar, você está provocando, irritando o jogador adversário, a torcida. Na hora da confusão eu saí de perto, fui para o banco porque tenho dois amarelos.
Instabilidade
– Precisamos melhorar em vários aspectos. Quando perdemos, a culpa é todos, não só do treinador. Mas começo do ano falavam que o São Paulo ia brigar para não cair e nós estamos no G4 desde o começo do campeonato. Tem time grande na zona do rebaixamento. Espero que consigamos melhorar já no próximo jogo para sairmos vitoriosos.
como se ele fosse um exemplo de dedicação e entrega. No primeiro gol, se ao invés de se jogar no chão ele tivesse subido para cabecear a bola, pelo menos, tinha atrapalhado o adversário que cabeceou sem marcação e marcou o gol. Então, ele deveria se cobrar em primeiro lugar; quem sabe reconhecendo esse tipo de comportamento que não é de agora, e, daí, sim, cobrar seus companheiros…