Lucão afirma que foi perseguido pelo presidente do São Paulo

Ex-zagueiro do São Paulo, Lucão disse ter ficado oito meses sem receber salários no clube e revelou ter sofrido “perseguições que vinham diretamente da presidência”, em uma nota oficial divulgada na noite desta quarta-feira. Embora ele não mencione diretamente, trata-se do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Lucão se posicionou a respeito da ação que move contra o São Paulo na Justiça do Trabalho no valor de R$ 5 milhões. Além de verbas trabalhistas, o jogador, hoje no Goiás, também cobra uma indenização por danos morais pela forma como foi tratado no Morumbi.

Veja abaixo dois trechos da nota de Lucão:

“(…) depois de um certo tempo na equipe principal, sofri perseguições que vinham diretamente da presidência, a partir do momento em que não aceitei algumas negociações. Nunca tive problemas com treinadores e companheiros de equipe.

Fui obrigado a treinar separado por algum tempo. Fiquei sem receber durante oito meses, e fui obrigado a reduzir mais da metade do meu salário, quando emprestado, para que aceitassem a proposta de empréstimo ao futebol português (…)”

Lucão surgiu como promessa no São Paulo, mas as atuações irregulares o tornaram alvo constante da torcida – especialmente após goleada de 6 a 1 sofrida para o Corinthians em 2015.

Em 2017, o zagueiro foi emprestado ao Estoril, de Portugal, onde sofreu uma lesão no joelho no ano seguinte. Lucão alega que recebeu tratamento vexatório no São Paulo, sentindo-se obrigado a aceitar a proposta de empréstimo do Estoril.

O São Paulo se defende dizendo que o próprio jogador criou ambiente que favoreceu sua saída, como quando afirmou, após uma derrota, que “já, já iria embora” (veja no vídeo no começo da reportagem).

Além disso, cita um post de Lucão em rede social, ao sair do São Paulo, em que afirma ser grato ao clube – o que seria incompatível com o alegado pelo atleta.

No ano passado, meses antes de seu contrato com o São Paulo terminar, Lucão quase foi contratado pelo Corinthians. O negócio chegou a ser dado como certo, mas no fim não houve acordo. No segundo semestre ele se acertou com o Goiás.

Veja abaixo a íntegra da nota oficial de Lucão:

“Venho por meio desta nota oficial esclarecer alguns pontos das notícias envolvendo meu nome.

Eu tenho grande admiração e gratidão pela Instituição São Paulo Futebol Clube. Cheguei em Cotia ainda com 12 anos e deixei o clube com 23 anos. Mais de uma década de dedicação ao clube, com vitórias, títulos, derrotas, partidas boas e ruins, afinal, fazem parte do jogo.

Depois de um certo tempo na equipe principal, sofri perseguições que vinham diretamente da presidência, a partir do momento em que não aceitei algumas negociações. Nunca tive problemas com treinadores e companheiros de equipe.

Fui obrigado a treinar separado por algum tempo. Fiquei sem receber durante oito meses, e fui obrigado a reduzir mais da metade do meu salário, quando emprestado, para que aceitassem a proposta de empréstimo ao futebol português.

Tenho muito respeito pelo torcedor, e esclareço que de forma alguma estou pedindo danos morais por conta de humilhação de torcedores, como deixaram a entender alguns veículos de comunicação, afinal, todos os torcedores têm direito de se expressarem das arquibancadas de forma positiva (aplaudindo) ou negativa (vaiando).

Sempre tive um enorme carinho e respeito por todos os funcionários do clube, em especial ao departamento médico e fisioterapêutico, que fizeram um excelente trabalho na minha recuperação do joelho, e pela Instituição que me deu a oportunidade de me tornar jogador profissional e servir todas as categorias de base da Seleção Brasileira.

Contudo, quero apenas o que é meu de direito, e isso tentei resolver por inúmeras vezes, sem sucesso, e fui aconselhado pela própria diretoria, de forma sarcástica a buscar meus direitos na justiça trabalhista, e assim estou fazendo.”

 

Fonte: Globo Esporte

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