A Justiça determinou que o São Paulo não retire as estruturas da FGoal instaladas no Morumbi, ao analisar pedido de tutela de urgência em ação movida pela empresa de alimentação contra o clube. A decisão foi proferida pela juíza Luciane Cristina Silva Tavares, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, nesta terça-feira.
Na segunda-feira, o clube havia iniciado uma “força-tarefa” para retirar produtos e equipamentos da empresa, sob a alegação de que o prazo para desocupação se encerrou no último dia 6 de março. A diretoria do São Paulo já foi notificada da liminar.
A intenção do clube era já contar com os serviços da nova empresa, a GSH, para o clássico contra o Palmeiras. Para isso, montou uma operação para retirar do Morumbi materiais e equipamentos que ainda pertenciam à FGoal.
O clube contratou uma transportadora e alugou um galpão para armazenar os equipamentos. A diretoria pretende cobrar da FGoal os custos da operação.
A nova ação da empresa, representada pela Prates Garcia Costa Advogados Associados, foi protocolada nesta terça-feira e busca garantir o cumprimento do aviso prévio contratual de 120 dias, além de indenização pela conduta do clube ao longo do caso.
O São Paulo se manifestou sobre o caso; veja abaixo:
“O São Paulo Futebol Clube informa que tomou conhecimento da ação judicial e adotará as medidas cabíveis para proteger os direitos da instituição. O clube esclarece que o contrato com a FGoal não foi restabelecido. Nas próximas horas, a agremiação buscará reinstituir o direito de retirar todos os materiais da empresa que permanecem no Morumbi. A instituição ressalta que aguardou além do prazo determinado para que todos os objetos fossem removidos.”
Relembre o caso
O São Paulo rescindiu com a FGoal no início de fevereiro, alegando que a empresa realizou saques indevidos no sistema que registra pagamentos feitos nas máquinas utilizadas no clube social. Diante disso, notificou a fornecedora e determinou a interrupção dos serviços até o dia 6 de março. O contrato era válido até 2029.
A FGoal foi à Justiça para cobrar R$ 5,19 milhões pela rescisão unilateral do processo, mas, na última semana, desistiu da demanda. A empresa protocolou uma nova ação e pede o cumprimento do aviso prévio previsto em contrato, além de indenização de cerca de R$ 200 mil.
Nem sempre a bosta da justiça, mas sempre a bosta da justiça!!!!