
O conselheiro Joandre Ferraz não aceitou as explicações dadas pelo presidente do São Paulo, Júlio Casares sobre o pedido que fez a respeito do programa Sócio Torcedor.
No último dia 15 de agosto, Joandre enviou ao presidente do Conselho Deliberativo pedido para que Júlio Casares explicasse os problemas que vem sendo verificados com o programa Sócio Torcedor .
O presidente do São Paulo deu uma infinidade de explicações vazias, mais fazendo lembrar o inesquecível personagem da Escolinha do Professor Raimundo, Rolando Lero, interpretado por Rogerio Cardoso. Ou seja: explicou e não explicou nada.
Na realidade, Casares desmentiu seu próprio diretor de Marketing, que em entrevista recente disse, em outras palavras, preferir a qualidade à quantidade. Ele deixou claro que prefere contar com menos sócios torcedores, mas que paguem mais, tipo o nível Diamante.
Nas explicações do presidente do São Paulo, o ideal é que todos tenham o mesmo direito e o São Paulo premia seus sócios torcedores pela assiduidade, como fazem outros clube, mas salientou que cada clube tem o seu próprio meio de premiar seus apaixonados torcedores.
O que Júlio Casares não explicou foi a razão de, no jogo contra o Corinthians, pela Copa do Brasil, os sócios torcedores terem ficado sem ingresso logo nos primeiros dias de comercialização, enquanto as torcidas organizadas dispunham desse ingresso e o deram “gratuitamente”, se seus filiados comprassem duas canecas. Júlio Casares simplesmente fez de conta que não viu essa questionamento.
Nesta terça-feira, Joandre Ferraz reiterou seu questionamento, salientando que “a resposta da Diretoria não esclarece, sequer menciona, o subsídio que é dado ao preço dos ingressos fornecidos às Torcidas Organizadas, sobretudo, seus efeitos sobre as enormes oscilações numéricas de Sócios Torcedores e a adesão ao programa, em especial, na proximidade de partidas decisivas.”
Joandre protocolou o requerimento na secretaria do Conselho Deliberativo esperando novas respostas.
É verdade que tudo se passou nas vésperas do jogo contra o Corinthians. Mas, contra o Flamengo, a situação não está diferente. Basta verificar que os sócios torcedores estão privados dos ingressos há duas semanas, enquanto desde essa segunda-feira, quem comprar um Copo da Torcida Raiz e Ensurdecedora, leva um ingresso.
Vale salientar aqui que, em caso de cambismo, não cabe punição às torcidas organizadas, mas a quem é o detentor do ingresso, no caso o São Paulo, e a empresa responsável pela comercialização, no caso a Total Acesso. E no caso de crime, Júlio Casares pode ir para um lugar onde não desejaria, pois é o presidente do clube e quem responde pela instituição.
Paulo Pontes