O dia 23 de dezembro marca o adeus de um grande ídolo são-paulino. Há 72 anos, nessa data, Leônidas da Silva se despedia do São Paulo com vitória por 2 a 1 diante do Nacional.
Conhecido como Diamante Negro, o histórico atacante tricolor é um dos principais nomes da história do clube. Considerado o inventor do chute de bicicleta, ele também ficou conhecido pela alcunha de “Homem Borracha” (nome dado pelo jornalista francês Raymond Thourmagem, da Paris Match, na Copa do Mundo de 1938) devido à sua elasticidade.
Pelo São Paulo, Leônidas entrou em campo 212 vezes, com 137 vitórias, 36 empates e 38 derrotas. Com 144 gols marcados, o ex-jogadores é o 8º maior artilheiro da história do Tricolor.
Em sua passagem, os principais títulos que o Diamante conquistou foram o Campeonato Paulista (cinco vezes, em 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949), a Taça dos Campeões Estaduais Rio de Janeiro-São Paulo (3 vezes, em 1943, 1946 e 1948) e a Taça Cidade de São Paulo em 1944.
Leônidas esteve presente na campanha campeã estadual de 1943, marcada na história são-paulina por ser o ano em que “a moeda caiu em pé”. A marca faz alusão a uma suposta frase dita na época de que o troféu poderia ser decidido num cara e coroa entre Palmeiras e Corinthians devido ao favoritismo dos dois times.
Sua estreia com a camisa são-paulina foi no dia 24 de maio de 1942, em um empate por 3 x 3 contra o Corinthians diante de 70.281 pagantes no Pacaembu. A última partida veio justamente 72 anos atrás, no dia 23 de dezembro de 1950, quando o São Paulo venceu o Nacional por 2 a 1 também no Pacaembu.
Nascido no dia 6 de setembro de 1913, o Leônidas da Silva faleceu aos 90 anos de idade no dia 1º de janeiro de 2004, em Cotia, SP. Curiosamente, o São Paulo inaugurou no ano seguinte o centro de treinamentos das categorias de base justamente na mesma cidade.
Muito embora tenha sido a maior referência daquele time multi-campeão dos anos 40, ele tinha um gênio difícil. Era mais ou menos um Edmundo daquela época. Por isso não mantinha muita proximidade do restante dos jogadores daquele plantel. Ouvi esse depoimento do Sr. Noronha aí mesmo nas dependências do Clube, entre as partidas de tênis que ele estão gostava de jogar. O certo é o Leônidas, até nas refeições costumava se isolar, sentando sozinho à mesa. Era craque e por isso todos fingiam ignorar esse seu temperamento. Não foi o maior ídolo do meu saudoso pai naquele time estrelado. Conforme os depoimentos dele – meu pai – me passados quando eu ainda era criança, o grande craque daquele time era o argentino Dom Antonio Sastre. Ele era o cérebro do time. Era o armador da maioria das jogadas e claro, o maior assistente de Leônidas. Contudo, pelo seus gols e pelo fato de a sua contratação ter sido um marco na história do São Paulo, posto que milhares de torcedores que o aguardavam na Estação da Luz, conduziram ele nos ombros até a sede do clube, situada na época na Av Ipiranga. Aproveitando, desejo um Feliz natal a todos os leitore aqui do site.