
A FGoal protocolou ação judicial contra o São Paulo após o clube instaurar procedimento de rescisão unilateral do contrato de fornecimento de alimentos e bebidas em eventos no Morumbis.
A empresa pede indenização por danos morais, materiais e emergentes, lucros cessantes e multa por descumprimento contratual. O processo tramita na 15ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã e corre sob sigilo. A juíza responsável pelo caso deferiu o processamento da ação. No entanto, o clube ainda não foi formalmente comunicado.
No início do mês, a diretoria do São Paulo alegou que a empresa realizou saques indevidos no sistema que registra pagamentos feitos nas máquinas utilizadas no clube social. Diante disso, notificou a FGoal e determinou a interrupção dos serviços em dias de evento a partir de 6 de março, prazo correspondente ao aviso-prévio.
Na ação, a FGoal sustenta que tinha autorização do departamento social para atuar também no clube social. Segundo a empresa, o então diretor social, Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, teria solicitado a implementação de um sistema de saques com o objetivo de reduzir a inadimplência dos concessionários, mediante retenção de uma taxa inicialmente fixada em 10%.
A FGoal afirma que os valores retirados eram destinados ao pagamento de três funcionários responsáveis pela fiscalização e manutenção das maquininhas, com custo mensal aproximado de R$ 13 mil. A empresa alega ainda que o acordo durou um ano e sete meses, com anuência da diretoria social, embora sem formalização por escrito.
Segundo apuração do ge, o São Paulo defende que o serviço não estava previsto no contrato entre o clube e a empresa e que teria sido permitido verbalmente com dirigentes da antiga gestão, do presidente Julio Casares. O total dos valores sacados ainda está sendo analisado.
O São Paulo paga regularmente uma taxa de administração de 3,5% sobre as transações realizadas nas maquininhas à Zig, empresa responsável pela solução de pagamento. Segundo o clube, foram relatórios da própria empresa que alertaram o departamento jurídico para movimentações consideradas suspeitas.
A FGoal sustenta que o departamento jurídico tricolor foi incluído em e-mails sobre a operação e que a atividade era de conhecimento do clube.
Com a posse da gestão de Harry Massis, o São Paulo rescindiu o contrato após apontar supostas irregularidades na atuação da empresa no clube social. Na ação, a FGoal sustenta que a decisão teve motivação política.
O São Paulo foi procurado pela reportagem e, em nota oficial, informou que ainda não foi citado na ação. O clube defendeu a rescisão contratual e afirmou que todos os vínculos passam por criteriosa reavaliação.
Veja a nota
“O São Paulo Futebol Clube informa que ainda não foi citado sobre a suposta ação mencionada.
O Clube reforça que, conforme já divulgado em seus canais oficiais, foi encaminhada notificação à empresa FGoal comunicando a rescisão do contrato de fornecimento de Alimentos e Bebidas. A medida foi adotada após a identificação de fortes indícios de atos que podem configurar quebra de confiança e de boa-fé por parte da antiga parceira comercial.
O São Paulo Futebol Clube reitera, ainda, que todos os seus contratos estão passando por criteriosa revisão. Eventuais acordos que apresentem inconsistências serão devidamente apurados e, se for o caso, rescindidos, sempre em estrita observância à legalidade e à proteção dos interesses do Clube.”
A coxinha estava uma delícia no show do AC/DC