De volta ao São Paulo, agora em um novo cargo, Gustavo Vieira de Oliveira, filho de Sócrates e sobrinho de Raí, deve assinar seu novo contrato nos próximos dias. O novo acordo prevê bônus em cima do lucro da venda de jogadores, tanto da base quanto do profissional.
Funcionará da seguinte forma: se um atleta chegou valendo R$ 2 milhões e é vendido por R$ 10 milhões, o lucro é, então, de R$ 8 milhões, e é sobre esse valor que o executivo terá direito a essa espécie de comissão.
Na última minuta enviada para a confecção do contrato, que ainda não está assinado, há a seguinte previsão: bônus de cerca de 3% em transferências do futebol profissional e pouco de mais de 1% na base.
“É um contrato de produtividade. O profissional aceita um valor menor e está estimulado pelos resultados”, explicou à Folha o novo presidente do time tricolor, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, quem o chamou de volta ao clube – ele havia sido demitido no final de maio por Carlos Miguel Aidar, ex-presidente que renunciou no dia 13 de outubro.
“Quando ele aceita um bônus como parte da remuneração condicionado à performance de natureza financeira do seu departamento e especialmente esportiva, o São Paulo se vê atendido em sua estratégia e dentro de sua realidade”, completou o mandatário são-paulino.
| Fabio Braga – 11.out.2013/Folhapress | ||
![]() |
||
| Gustavo Vieira de Oliveira é o novo executivo do São Paulo |
Segundo apurou a reportagem, o executivo retorna ao Morumbi com um salário duas vezes maior ao que ganhava quando saiu.
Há, no entanto, no documento que já está no departamento jurídico, uma cláusula que faz aumentar a remuneração do diretor em dezembro e depois em março do ano que vem, chegando a quase triplicar os valores em relação à sua primeira passagem no futebol da equipe tricolor.
Para se ter uma ideia, a partir do terceiro mês de 2016, portanto, o filho do Sócrates estará ganhando, se assinado o contrato nestes termos, pouco mais que Alexandre Mattos, diretor do Palmeiras bicampeão pelo Cruzeiro. O salário será pouco menor do que o de Rodrigo Caetano no Flamengo.
Nesse tempo fora, de maio até o fim de outubro, Oliveira foi procurado por Cruzeiro e Coritiba, mas estava focado com projetos no exterior e permaneceu fora de clubes.
Desde que chegou ao São Paulo, ainda em 2013, logo se tornou homem de confiança de Ataíde Gil Guerreiro, vice de Futebol, elogiado por ser discreto e falar pouco na imprensa.
Em maio deste ano, porém, foi demitido por Aidar dias depois da contratação de Juan Carlos Osorio, deixando o Morumbi com a seguinte frase: “Fui informado de que o futebol terá novos rumos, rumos esses dos quais eu não me vejo como parte”.
Antes, sofreu um processo duro de fritura interna, o que ele confirmou meses depois ao jornal Lance, em entrevista. O ex-presidente Carlos Miguel Aidar, quem tentava queimá-lo a todo custo, renunciou em meio a acusações diversas de desvio de dinheiro, especialmente feitas por Guerreiro.
A Folha procurou Gustavo Vieira de Oliveira, mas o São Paulo afirmou que apenas o presidente Carlos Augusto Barros e Silva se pronunciaria sobre o assunto.
Fonte: Folha SP
Nota do PP: preciso me inteirar bem dos valores e da forma do contrato, mas o trauma com as comissões dentro do São Paulo é tanto, que, a princípio, não gostei.

Da forma como está colocado no contrato, periga ser mais interessante a venda de jovens valores ou jogadores contratados que venham a ser valorizados no tricolor, do que a manutenção de um elenco forte para ganhar campeonatos. No mínimo vai dar muita manga a discussões éticas…
Essa diretoria a base de juju J.j começou tudo erado de novo quando sera q vamos no caminho certo e voltar ao todo quando eramos soberano hoje somos o time da sofrencia!?!
Típico caso de quem caiu pra cima…
PP, tambm NÃO GOSTEI
Paulo, tem como apurar se existe algum “bônus” para o Ataíde?
Desafio qualquer um a me dizer se existe no Brasil ou no mundo, um funcionário exercendo papel semelhante ao Gustavo Oliveira que receba comissão de vendas de jogadores do próprio clube. Essa cláusula no contrato é tão ridícula que não acredito se seja verdade, pois do contrário, é um contrato compatível com as comissões da Cinira. Bônus por produtividade é outra coisa e sou favorável quando o funcionário atingir ou superar metas.
Considerando-se que a coisa estava na casa dos 20%… 3% ta dentro dos padrões.
Achei muito elevado o bônus de 3%. Me parece razoável que seja 1% no profissional e 0,5% na base, uma vez que ele também terá um elevado salário.
Bônus, mesmo nas empresas mais maduras, é um assunto controverso. Estimula o cara a furar o sinal vermelho em nome do resultado. A crise de 2008, pela qual ainda pagamos a conta, é prova disso.
Num clube amador e tapado, a chance de desastre é grande.
Gustavo parece um cara bem decente, mas o dinheiro seduz…
E, como já comentou abaixo o colega Ricardo, o bônus deveria estar atrelado a um grupo de metas, que na função de diretor de futebol, obviamente precisa incluir títulos.
Começa torta a gestão Leco.
Escândalo, essa é a palavra para definir esse contrato. Isso não é bônus, é comissão na venda de jogadores, como bem sabe a Cinira, bônus seria se alcançasse metas, a principal delas seria bons resultados dentro de campo, títulos, aí sim poderia ganhar um bônus de produtividade, fora disso é roubo.
Imagine se o Gustavo exercesse o mesmo cargo na gestão Aidar durante o desmanche que o elenco teve, só na venda do Bosquilia receberia mais de 300 mil reais livres e o clube não ganhou nada esse ano, que lógica tem nisso. Ganhar mais que o Alexandre Mattos, que montou o cruzeiro bi campeão brasileiro, o Gustavo ganhou o quê? Absurdo!!
Pelo valores das transferências de jogadores acho 3% e 1% , muito alto , acharia razoável se fosse , 0,5% e 0,25% , pois além disso terá um alto salário mensal.
Fazendo parte de contrato com o profissional de forma a estimula-lo a trazer bons negócios ao clube, não vejo qualquer problema. Fique claro, os negócios têm que atender os anseios do clube, entenda-se futebol. Ao que parece, não vem ocorrendo a muito tempo, sempre os interesses pessoais vieram em primeiro lugar.
Boa sorte ao Gustavo sobrinho do Rai e filho do Sócrates (normalmente a genética ajuda). Precisamos oxigenar o sistema com profissionais capazes.
Bônus por performance é a coisa mais normal no mundo corporativo. Afinal, não queremos dirigentes profissionais. Bom profissional custa caro no mercado.
Sinceramente, prefiro assim.